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A Bruxa e o Alfa romance Capítulo 33

Corri atravessando a floresta sentindo meu coração galopar no peito e meus pulmões reclamando da corrida incessante, mas eu continuei, não ia parar até que chegasse lá e comprovasse de uma vez por todas se aquele demônio tinha mentido mais uma vez.

Eu sentia meu sangue ferver nas veias a cada segundo que meus pensamentos voltavam para o momento em que o senti a segurando, beijando e ela não resistindo. Mais uma vez Bridget se entregou a ele com facilidade, não apresentou nenhuma resistência.

Na primeira vez eu entendi, não estávamos juntos, ela estava livre para se agarrar com quem quisesse e tinha o fato dele ter usado o corpo de Seth. Mas agora deveria ser diferente, estávamos juntos, como um casal, ela tinha dito com todas as letras que o queria longe.

Então porque ela não resistiu? Porque não brigou com ele? Que força era essa que ele exercia sobre ela?

Quanto mais eu pensava menos respostas eu tinha, então decidi focar no que poderia fazer, conseguir as repostas. Se não houvesse emboscada alguma era a comprovação que aquele desgraçado só queria um tempo com Bridget.

— Louis! — gritei sem perder tempo, só bastou voltar a minha forma humana quando alcancei as montanhas onde tínhamos marcado o encontro. — Apareça onde estiver!

Eu ansiava para vê-lo de uma vez por todas, conseguir as respostas e correr de volta para casa, ia ser um prazer mostrar que eu estava certo.

— Ora, ora. — uma voz estrondosa soou através das arvores e não era Louis. — Vejam só o que temos aqui, Quanah Parker, o lobisomem que se negava a quebrar a maldição, mas que no final acabou engravidando uma bruxa.

— Mostre a cara seja quem for!

Meu lobo queria sair e lutar, eu podia senti-lo guerreando dentro de mim sentindo o perigo que estava nos rodeando.

— Calado! — a ordem veio e mesmo que eu quisesse gritar com todo meu ser, nada saía. — Voltando onde estávamos, engravidou uma bruxa, mas não qualquer uma, tinha que ser minha maldita filha, não é mesmo?

Olhei em torno do lugar, tentando achar qualquer pessoa, qualquer indicio, mas eu só conseguia farejar enxofre. Meus instintos estavam disparados, quem poderia controlar uma pessoa assim? Uma bruxa? Um mago?

— O lobinho é corajosa, quem diria. É uma pena que não tenha trazido Bridget com você, eu pensei que isso seria uma reunião de família.

Um homem alto e forte, apesar dos fios brancos na barba e nos cabelos, ele não parecia nenhum pouco afetado pela idade. Ele usava uma capa preta, muito parecida com a do Koschei, mas havia algo nele ainda mais assustador que eu não sabia dizer o que era, talvez fossem os olhos frios ou toda a postura altiva, de quem sabia o poder que tinha.

Louis surgiu por entre as árvores e eu corri até ele, ia arrancar a cabeça do desgraçado, afinal se Bri não tivesse insistido que era uma armadilha ela estaria aqui correndo perigo, ela e o nosso filho.

Antes que eu o alcançasse uma força me puxou para baixo, eu cai de joelhos alguns passos do vampiro, me debati tentando me erguer, chegar mais perto, me arrastar por um centímetro que fosse, mas parecia haver um muro me impedindo de seguir em frente e uma mão me impedia de se levantar.

— Me desculpa, Parker. Eu não tive escolha.

— Você não teve escolha seu desgraçado? Não teve escolha? E queria que minha mulher fosse morta por essa coisa? — gritei as palavras enquanto lutava para me ver livre daquele poder invisível.

— Tsc, tsc, tsc. — o pai de Bri fez o barulho com a língua enquanto se aproximava de mim. — Ele está dizendo a verdade, não teve escolha, eu controlo qualquer criatura do submundo. Infelizmente eu não controlo sua raça, isso é coisa de Zeus, já que vocês são criação do meu irmão. — ele se curvou chegando perto e segurou meus cabelos. — Do contrário eu teria feito você matá-la para mim.

— Seu filho da puta! — tentei me soltar do seu aperto, mas era inútil e meu desespero pareceu diverti-lo.

— Talvez isso não seja de todo uma mentira, mas eu vou lhe ensinar um pouquinho sobre os deuses e sobre a criação. — suas mãos puxaram meu cabelo com força, de um jeito que eu pensei que ele arrancaria meu couro cabeludo. — Eu sou Hades.

Aquilo não era possível, deuses não existiam, isso era... minha cabeça acertou a terra com uma força descomunal e eu fui tomado pelas trevas.

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