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A Bruxa e o Alfa romance Capítulo 35

As coisas estavam indo de mal a pior, Quanah não tinha voltado e infelizmente Nikolai estava certo, eu torci muito para que ele estivesse errado, especialmente depois de um dia que ele não dava noticias, tentei pensar positivo, esperançosa que ele estivesse a caminho já com as respostas.

Mas a realidade me atingiu depois de dois dias, Peta estava já organizando um grupo de buscas, eu precisei insistir para que não fosse a liderar o grupo, meu medo era que ninguém voltasse, pois se tinham conseguido sumir com Quanah, não teriam problema em fazer o mesmo com os outros.

Peta aceitou ficar e deixou que Denah liderasse o primeiro grupo, mas depois deles voltarem sem respostas não pude mais segurá-lo, Peta liderou um grupo enquanto Denah guiava outro.

Se me deixassem ir eu com certeza também estaria ajudando nas buscas, mas eu estava proibida de colocar os pés para fora da casa, e eu realmente estava cumprindo, não queria arriscar e colocar mais uma pessoa nas mãos do meu pai.

Fazia uma semana hoje que Quanah tinha desaparecido, Nikolai tinha me visitado todos os dias, eu não estava reclamando pois ele tinha mesmo tentado ajudar, fora que com todos longe eu tinha apenas a companhia de Alice e Flora, ele era uma soma bem vinda a essa lista.

Eu sentia uma falta enorme de Quanah, não tinha imaginado que estava tão apegada assim a ele. Éramos dois sangues quentes e vivíamos em pé de guerra, mas meu coração estava apertado desde que ele correu de mim naquele dia, meu estado de tristeza estava tão serio que meu poder havia escurecido, cada vez que eu queria usá-lo meus desejos se bagunçavam e eu sempre acabava pensando em meu pai morto, mesmo que nem mesmo o conhecesse.

— Você deveria pedir ajuda ao seu amigo. — Alice comentou me trazendo de volta a realidade. — Se Nikolai sabia o que seu pai estava tramando, deve saber onde ele está e o que fez com Quanah.

— Quanah odeia esse homem, acha mesmo que ele iria querer a ajuda dele? — Flora rebateu.

Me afastei da janela e me aproximei delas, as duas tentavam me distrair hoje de qualquer jeito, mas meu humor já estava ficando evidente, afinal era o mesmo todos os dias.

— Não acho que Quanah esteja em condições de escolher quem o ajuda ou não. — respirei fundo sabendo que essa talvez fosse a melhor chance de conseguirmos salvá-lo.

— Boa sorte então em convencer o diabo. — Flora rosnou fazendo questão de mostrar os dentes, uma clara ameaça.

— Vamos logo sair daqui e deixar que ela o chame de uma vez, — Alice a segurou pelo braço, já a puxando para a porta. — Cada hora que passa Quanah está nas mãos de sabe se lá quem, e os outros estão correndo risco e a deixando desprotegida.

Ela estava certa cada minuto que passava Quanah podia estar sofrendo, isso se eu não pensasse no pior. Me joguei na cama dele e respirei fundo sentindo os últimos resquícios de seu cheiro, se antes era impregnado com o perfume de Quanah, agora era quase não havia mais.

— Nikolai, sei que está ai.

— Porque sempre me chama falando que sabe que estou aqui, acha que não tenho nada mais para fazer? — a voz apareceu antes que o espectro aparecesse.

— Sei que você está sempre me espionando, ouvindo por aqui e aparecendo nas horas que mais me sinto sozinha.

— Bem, eu tinha uma reclamação na ponta da língua, mas vou guardar para uma outra hora depois dessas últimas palavras. — eu sorri e me virei na cama para poder encará-lo. — O que você precisa agora eu não posso te dar, não sei onde o estão mantendo cativo. A essa altura os outros lobos já deveriam tê-lo achado, o território de Louis não é tão grande assim.

— Não sei mais o que fazer Nik. — ele se sentou ao meu lado e puxou meu corpo contra o seu, em um abraço terno. — Eu só consigo pensar no quanto eu sou culpada, meu pai queria a mim, não a ele. Ele está claramente querendo me atrair, está usando Quanah como isca...

— Veja por esse lado, se Quanah é a isca ele não vai matá-lo, melhor ser usado como moeda do que ter sido assassinado

Era verdade, eu tinha que admitir que se meu pai queria usá-lo para conseguir minha rendição, não iria matá-lo, mas isso não significa que não iria machucá-lo.

— Ainda sim, não posso me entregar, ao menos não até que nosso filho nasça. — suspirei e deixei que meu corpo caísse contra o seu.

— Está mesmo disposta a se entregar por ele? — ele empurrou meu corpo para longe e me olhou nos olhos.

— Sabe o que é te dizerem que você é poderosa, mas tudo o que você se sente é inútil? Se eu ao menos descobrisse onde ele está, se eu pudesse ajudar de algum jeito. — me afastei dele, levantando e andando até a janela, onde tinha se tornado meu lugar favorito, ficar ali olhando as arvores e fantasiando que Quanah saia por ali são e salvo. — Eu me sinto impotente aqui trancada, não sou uma princesa indefesa que tem que ficar trancafiada em uma torre esperando o príncipe encantado, essa não sou eu!

— Você é uma bruxa poderosa, diria mais, a bruxa mais poderosa de todas e ainda sim se entregaria por um lobisomem? Um ser tão inferior, tão pequeno perto de você.

— Eu não penso como você, já discutimos sobre isso, vocês criaturas imortais acham que tudo deve ser medido pelo que a pessoa é capaz de fazer, pelo poder, pela riqueza. A vida de alguém não deve ser medida por isso.

— Ele é um mortal Brisget!

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