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A Bruxa e o Alfa romance Capítulo 54

Os dois homens brigavam como crianças, mas crianças bem violentas e com uma força descomunal. Os dois rolavam no chão se socando e quebrando qualquer coisa que estivesse no caminho.

— Isso é ridículo! — gritei tentando me fazer ser ouvida, mas a multidão a nossa volta aplaudia e grita incentivos.

— Vai dizer que isso não é um pouco sexy? — Flora falou e eu bufei e revirei os olhos seguida por Denah. — Dois homens brigando por você, eu queria isso.

— Não estão brigando por mim, estão brigando para ver quem é o mais idiota, isso sim! — estava cada vez mais irritada, a última coisa que eu tinha planejado para essa noite era isso.

— O que está acontecendo com eles? Pensei que o de preto fosse seu namorado. — Brooke apareceu ao nosso lado, me fazendo lembrar que ela não tinha tido nem tempo para se adaptar aquela loucura de mundo, e já estava sendo jogada no meio de mais confusão.

— Bem que ele queria, pra resumir a história ela e Nikolai eram prometidos, mas em uma noite de curtição ela conheceu Quanah e, bem, nosso chefe conseguiu fazer a proeza de engravidá-la de primeira. — do jeito que Flora colocava até parece que eu tinha traído Nik de forma baixa.

— Eu nunca tinha conhecido Nikolai! — me defendi. — E ele tentou matar meu filho e me sequestrar várias vezes. — Brooke arregalou os olhos assustada. — Mas já resolvemos isso, somos amigos agora. Ou ao menos eu pensei que éramos antes dele abrir a boca grande.

— Então ele realmente te beijou? — Denah questionou e eu vi seu olhar reprovador.

— Foi algo sem sentido, mas ele já entendeu que não o amo e nunca vou poder amá-lo como ele merece...

— Quem disse que aquela criatura merece ser amada? — Flora me cortou, novamente dando vida aos sentimentos de raiva que sentia por ele.

Eu ia investigar mais a fundo toda essa antipatia dela com Nik, mas eu já estava começando a sentir que existia mais ali, do que só ódio puro.

— Alguém vai intervir ou vamos deixar que os dois briguem até se cansar? — Kalina questionou com o dedo em riste, apontando para a dupla que ainda estava agarrada brigando.

— Quer saber de uma coisa, já chega disso! — respirei fundo fazendo a terra tremer, o chão se sacudiu e todos em volta começaram a gritar e correr para longe, Quanah e Nik finalmente se soltaram, me encarando, mas aquilo era pouco depois de toda aquela palhaçada. Abanei minha mão no ar e o vento os jogou com força para longe, até que os dois acertassem uma árvore com as costas. — Quem sabe assim vocês aprendem a se comportar.

Me virei entrando em casa e os deixando presos ali com a força do ar que os espremia contra a madeira, um ao lado do outro, como duas crianças de castigo.

Segui para dentro e pedi para que Kalina e Denah ajudassem Brooke a se instalar, conversaríamos melhor pela manhã, já que faltava pouco para o dia clarear. Flora até tentou arrumar mais trabalho, mas depois de passar o tempo todo me seguindo e garantindo que nada me aconteceria, ela precisava descansar um pouco, então a mandei direto para a cama.

Entrei no quarto que dividia com Quanah e fui até a janela, de lá consegui ver os dois homens conversando, as expressões em seus rostos não eram das melhores, mas ao menos não estavam tentando se matar.

Fiz com que o vento cessasse deixando os dois livres novamente e fui em direção ao banheiro, depois de conferir que os dois não iriam brigar. Me livrei das roupas, que já estavam grudando em minha pele e liguei o chuveiro, deixando que a água quente lavasse meu corpo.

Não demorou para que escutasse a porta do banheiro se abrindo, eu o vi entrando com a camisa e o rosto sujos de sangue. Ele me encarou parado no batente da porta, observando minhas mãos deslizando por cada pedaço do meu corpo.

— Achou mesmo aquilo engraçado? — a voz grossa de Quanah soou na porta e eu o ignorei me virando de costas para ele.

Tinha acho bem infantil, mas eles que começaram agindo como crianças sem controle.

Escutei o farfalhar de suas roupas enquanto ele se livrava delas, e então o vidro do box sendo aberto, mas permaneci de costas para ele, fingindo estar muito concentrada em meu banho.

O corpo quente roçou em minhas costas, mas ele não me tocou como eu esperava que fosse fazer, apenas se esticou deixando o corpo encostar levemente no meu enquanto ele pegava o sabonete. Inspirei fundo pelo nariz, contendo qualquer som que pudesse escapar dos meus lábios.

Quanah fez a mesma coisa quando devolveu o sabonete ao seu lugar, nossas peles molhadas se tocando por um breve segundo, me fazendo fechar os olhos em expectativa. Ele estava me provocando, para ver se eu cederia, mas dois podiam jogar esse jogo.

Eu estiquei meu braço e fazendo questão de tocar sua mão quando peguei o sabonete. Eu já havia me ensaboado e enxaguado, mas se ele queria um show era o que eu daria a ele.

Continuei de costas para ele, sabendo que sua altura o deixava ver exatamente o que eu estava fazendo, deslizando o sabonete por meus seios, pescoço, barriga.

— Ops. — murmurei como quem não quer nada, quando deixei o sabonete cair de proposito no chão.

Me curvei para pegá-lo, fazendo questão de deixar minha bunda empinada para cima, dando a ele uma visão gloriosa do meu traseiro antes de me erguer encostando meu corpo contra o seu.

Senti a ereção dura contra minha bunda e sorri vitoriosa, antes de me virar pronta para sair de lá.

— Onde pensa que vai mocinha? — ele me segurou pela cintura, puxando meu corpo para a posição que estávamos antes, minhas costas contra seu peito.

— Estou indo para a cama. — falei fazendo questão de me balançar contra seu pau. Eu não estava nenhum pouco cansada depois de ter dormido no hotel.

— Gostei disso, temos assuntos a resolver. — sua voz grossa soou contra minha nuca, enviando uma onda de calor por meu corpo.

Quanah desligou o chuveiro e me puxou para fora do box pela cintura, rapidamente ele começou a esfregar a toalha em meu corpo, me secando antes de passa-la de qualquer jeito no seu enquanto eu já dava passos para fora do banheiro.

Andei até a cama me fazendo de desentendida e subi de quatro na cama grande, engatinhando antes de desabar sobre o colchão e fechar meus olhos, fingindo que iria dormir.

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