Alfa Richard
Eu estava muito empolgado para passar o tempo com Ayla hoje; sua confiança em mim aumentava a cada dia, e, felizmente, ela estava se adaptando à vida de lobisomem. Após tomar banho, bati à porta do quarto dela; ninguém respondeu, então bati novamente.
"Ayla, você está acordada?" Abri a porta; a cama dela estava arrumada e sem vincos; ela não havia dormido ali. Estranho. Bati na porta do banheiro; ela também não estava lá. Uma de suas gavetas estava aberta; por dentro, suas roupas estavam espalhadas como se ela tivesse procurado algo com pressa. Senti como se uma bala atravessasse meu estômago no momento em que percebi que a bolsa dela havia desaparecido. Desci correndo até a sala de jantar. Sanchez e Miranda estavam à mesa com Harry, Helena e Avanda; todos se levantaram quando entrei.
“Algum de vocês viu Ayla?”, perguntei; eles encolheram os ombros e negaram.
“Ela ainda não acordou?” perguntou Miranda.
“Não, ela não está lá e a bolsa dela também sumiu,” disse em pânico.
“Richard, tenho certeza de que ela está por aí, em algum lugar. Vou estabelecer uma conexão mental com a matilha para que fiquem de olho, caso ela apareça,” sugeriu Sanchez. Corri pela casa, chamando por Ayla e vasculhando todos os cômodos. Depois, retornei à sala de jantar.
“Ela não está em casa!” Entrei em pânico.
“Alfa Richard, seu café da manhã está pronto,” disse Carolina, sorrindo.
“Você viu Ayla, Carolina?” questionei.
“Não, Alfa, estou na cozinha desde as 6h. Eu não a vi,” ela respondeu, sorrindo. Corri até a porta da frente; eu podia simplesmente rastrear o cheiro dela. Rasguei minhas roupas e me transformei em meu lobo. Soltei um uivo ensurdecedor e entristecido, disparando em direção ao cheiro. Uma hora depois, estava no meio da floresta quando o rastro dela simplesmente desapareceu. Corri em diferentes direções, ficando cada vez mais frustrado. Ayla, não entendo por que você me deixou. Onde você poderia ter ido? Por um momento, cogitei lugares onde ela poderia estar. A lanchonete era o único local em que conseguia pensar; era impossível que ela tivesse voltado para a casa do pai. Corri para a lanchonete e assumi minha forma humana, sem me importar de estar completamente nu.
“Jackson!” gritei. “Jackson!” Todos os clientes ficaram paralisados em estado de choque diante da minha nudez. Um homem acima do peso flagrou sua esposa sorrindo para mim; ele cobriu os olhos dela com as mãos e me lançou um olhar extremamente frustrado.
“Richard! C*ramba! Coloque alguma roupa! Estamos lotados aqui hoje!” gritou Jackson.
“Ayla! Você a viu?!” perguntei com um tom apressado.
“Não, não a vejo desde que ela foi embora com você.”
“Merd*! Ela está desaparecida. A bolsa dela sumiu. Não sei por que, mas ela fugiu,” disse em pânico.
“Vou ligar para você se a encontrar. Mas, por agora, você precisa sair daqui. Minhas clientes estão te comendo com os olhos, e seus maridos querem te deixar com um olho roxo!” disse Jackson.
Suspirei ao sair da lanchonete e retomei minha forma de lobo, continuando minha busca na floresta com a esperança de sentir seu cheiro. Não encontrei nada, nenhum vestígio dela em lugar algum. Estabeleci uma conexão mental com Sanchez e Harry e pedi que organizassem grupos de busca. Passaram-se 24 horas, e só retornei para casa quando não tive outra alternativa senão descansar; em seguida, continuaria a procurá-la.
Na cama, uma mão repousou sobre meu peito.
“Ayla!” Prontamente, me sentei; Avanda estava dormindo ao meu lado na minha cama, e emiti um alto rosnado que a despertou.
“Richard, não rosne para mim! Você precisa seguir em frente. Ayla foi embora porque não te ama. Ela não quer a responsabilidade de ser Luna, e muito menos você,” afirmou Avanda.
“Saia da minha cama e do meu quarto agora, Avanda!” Gritei num tom ameaçador.
“Como preferir! No entanto, saiba que, mais cedo ou mais tarde, você terá que me aceitar como sua companheira escolhida, queira ou não! Você sabe que os Anciãos não desejam uma Luna desertora e fraca!” Ela declarou ao sair da minha cama.

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