Entrar Via

A coitada se tornaria a Luna romance Capítulo 16

Ayla

“Ayla, você precisa comer,” disse Mondez. Permaneci olhando fixamente o chão de pedra, ignorando-o por completo. Estava prestes a passar minha segunda noite na cela e neguei todas as refeições desde então. Nem mesmo percebi sua presença, enquanto ele descia as escadas até a cela.

Ele socou a porta com raiva. Fiquei apavorada e meus olhos se encheram de lágrimas.

“Dr*ga, Ayla! Por que você não pode simplesmente ser uma companheira boazinha e fazer o que lhe é ordenado?”

Ao ouvir o som das chaves, a porta da cela se destrancou e se abriu ruidosamente. Mondez me pegou e me sentou no banco, segurando-me firmemente em seu colo. Tentei me contorcer para me libertar dele, consegui arranhar sua bochecha. Ele me deu um tapa forte no rosto e envolveu os braços com força ao meu redor, me imobilizando. Seu nariz roçou meu cabelo, e ele cheirou minha nuca.

“Ayla, eu poderia te fazer muito feliz se você me desse a chance,” ele afirmou.

“Você esquecerá completamente o Alfa Richard depois que eu tiver total controle sobre você,” ele sussurrou. Eu me contorci e lutei com mais força. “Pretendo marcá-la imediatamente após a sua primeira transformação.” Congelei com suas palavras. “Algo que posso te assegurar agora é que vou fazer você gemer a noite inteira quando isso acontecer.” Ele disse antes de mordiscar minha orelha.

Estremeci, sentindo repulsa pelas investidas dele, e balancei a cabeça para libertar meu ouvido.

“Você pode não gostar da ideia agora, mas aprenderá a me amar,” disse ele.

“Já pode ir tirando o cavalinho da chuva, Mondez, porque eu nunca vou te amar.”

“Finalmente! Você disse algo,” ele exclamou com uma risada. “Mais duas noites e sua loba estará aqui. Talvez eu assista à sua primeira transformação, que tal?” ele perguntou, sorrindo.

“Prefiro mil vezes que você pule de um penhasco!” retruquei.

“Relaxe, relaxe…” ele murmurou, afastando meu cabelo e deslizando beijos ao longo do meu ombro.

“Pare!” Gritei e me contorci. Mondez suspirou e me recolocou no banco.

“Voltarei amanhã para passar mais tempo com você.” Ele sorriu.

Desviei o olhar, cruzando os braços em desaprovação, enquanto ele saía da cela e trancava a porta.

“Boa noite, Ayla.” Ele se despediu antes de sair. Deitei de costas para a porta da cela, encolhendo-me; lágrimas se formaram e rolaram pelo meu rosto.

Algumas horas depois, Ellie desceu silenciosamente as escadas, pisando sorrateiramente. Ela soltou um suspiro de alívio ao perceber que Mondez ainda não havia me marcado.

“O Alfa Zoe irá para a cidade amanhã a trabalho, e presumo que Mondez e Hawvey vão junto. Então poderei procurar as chaves da cela para te tirar daqui,” ela disse com um sorriso.

Concordei com a cabeça, torcendo para que o plano dela desse certo. Através das frestas das grades, segurei a mão dela.

“Venha comigo!” Propus. Ellie pareceu surpresa.

“Não posso ir embora. Hawvey e Zoe vão me caçar pelo resto da vida,” disse ela com tristeza, desviando o olhar.

“Deixe-os tentar! O Alfa Richard e minha matilha vão proteger você!” Assegurei a ela.

“Não sei se conseguiria abandonar todos os outros membros da matilha aqui. Nunca mais poderei voltar ou vê-los novamente.” ela choramingou.

“Pelo menos pense sobre isso até encontrar a chave,” sugeri. Ellie assentiu com a cabeça e me lançou um sorriso de canto, saiu da cela e subiu as escadas.

Completamente exausta, encolhi-me no banco frio e abracei meu corpo para me manter aquecida. Sonhei que estava brincando de esconde-esconde na floresta com minha mãe. Ela tinha longos cabelos castanhos e olhos verdes. Ela correu entre as árvores, dizendo: “Vamos, Ayla, querida. É a sua vez de me encontrar.” Fechei os olhos e contei até trinta. Minha mãe era muito ágil e conseguia correr duas vezes mais rápido do que qualquer um. Ela era forte e gentil, qualidades que eu admirava muito. Ela era a pessoa mais amorosa que eu poderia ter tido em toda a vida e sempre me dizia o quão especial eu era. Nunca acreditei nela; pensava que ela apenas me dizia aquilo porque eu era sua filha. “Quando completar dezoito anos, você vai entender o que estou dizendo,” ela dizia, sorrindo para mim.

Caminhei lentamente pela floresta procurando por ela. Escutei um farfalhar de folhas à distância e exclamei: “Te encontrei!” Corri naquela direção, porém, tudo o que recebi em resposta foi um rosnado ameaçador quando cheguei lá. Parei imediatamente, recuando com assustada. Enquanto olhava ao redor, o pânico tomou conta de mim. Estava tremendo de medo naquele momento, quando percebi um movimento no canto do olho e vi minha mãe fazendo um gesto com o dedo indicador sobre os lábios, pedindo silêncio. Ela apontou para trás de mim.

Me virei e entrei furtivamente nos arbustos para onde ela apontou. Deitei-me ali o mais silenciosamente possível, ficando de bruços, com as mãos pressionadas contra a boca para abafar os sons da minha respiração. Um enorme lobo cinzento vagava pelo local farejando e, de repente, soltou um rosnado alto.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A coitada se tornaria a Luna