Alguns meses depois.
Delicadamente, acordei Richard cobrindo aquele lindo rostinho de beijos.
“Você sabe que se continuar fazendo isso, não apenas me acordará, mas também o amigo lá embaixo, né meu amor?,” ele disse com os olhos ainda fechados e eu joguei um travesseiro em seu rosto.
“Ei!” Ele se sentou e jogou um travesseiro de volta em mim. Eu me inclinei para trás, esquivando-me. Em seguida, mostrei a língua: “Ha! Você errou!” provoquei.
“Ah, é mesmo?” Ele pulou da cama e correu na minha direção para me jogar por cima do ombro e me girar em círculos.
“Richard! Para com isso!” Eu disse rindo.
“Eu vou acabar vomitando!” Nesse momento ele parou.
“Bem, você não é muito divertida!” Ele fez um bico fingido.
“Não sou divertida? Você já esqueceu de toda a diversão tripla que tivemos na noite passada?”
“Aí você me pegou; você é bem divertida nesse ramo,” disse ele, dando um tapa na minha bunda.
“Ai! Serio que você me deu um tapa na bunda?”
“Sim. Mas acho que essa deveria ser a menor das suas preocupações, já que estou extremamente tentado a mordê-la neste exato minuto,” ele insinuou, com um grunhido sedutor.
“Richard! Me põe no chão!” Eu ri.
Richard estava com um sorriso no rosto enquanto corria escadas abaixo comigo por cima do ombro até a sala de jantar. Gritei o nome dele durante todo o caminho. “Richard!” exclamei, tentando parecer séria e não rir da brincadeira. Ele se sentou em uma cadeira e me puxou para o seu colo.
“Prontinho, já te coloquei no chão,” disse ele, dando uma piscadela para mim; revirei os olhos.
“Você acabou de revirar os olhos para mim, Luna? Se continuar assim, serei obrigado a te dar outro tapa,” disse ele com um tom malicioso.
Totalmente corada, virei a cabeça para o outro lado, envergonhada. Era evidente que todos na mesa tinham ouvido o que ele acabara de dizer, mas estavam apenas comendo em silêncio, com sorrisos de canto e tentando se conter.
“Como temos o dia de folga, estava pensando em te levar à cidade para te mimar um pouco. O que acha?” ele sugeriu, esfregando o rosto em meu pescoço. Balancei a cabeça em concordância e beijei sua bochecha. Terminamos o café da manhã e partimos para o calçadão de compras.
“Onde você quer ir primeiro?” Ele perguntou. Olhei ao redor, observando todas as lojas, mas não pude deixar de fixar o olhar na sorveteria.
“Sorvete!” gritei, puxando-o pela rua.
“Sorvete? Mas acabamos de tomar café da manhã!” Ele respondeu.
“Eu sei, mas você disse que queria me mimar hoje, e já faz muito tempo desde a última vez que tomei um sorvete, então…” disse, já pensando em todos os possíveis sabores que poderia escolher.
“Então sorvete será!” Ele disse, e eu dei um gritinho empolgado.
“Eba! Obrigada!” exclamei, passando os braços em volta dele.
Ao entramos na sorveteria, fomos recebidos por uma simpática atendente chamada Maisie.
“Alfa. Luna. Como posso ajudá-los?” Maisie perguntou enquanto eu observava os diferentes tipos de cones de wafer e a variação de sabores de sorvete na vitrine.
“Vou querer um cone com três bolas: uma de chocolate, uma de hortelã, uma de baunilha e uma bola extra de arco-íris, por favor. Pode caprichar!” pedi a Maisie, e Richard fez uma cara de espanto.
“Ayla, isso é muito sorvete para um lobisomem só,” ele disse, com as mãos nos bolsos, esperando pacientemente enquanto observava Maisie colocar quatro sabores diferentes de sorvete em uma casquinha de wafer só para mim.
“Não tem como eu resistir; estou morrendo de fome,” disse, com os braços cruzados contra o corpo, enquanto me encostei no vidro, observando Maisie adicionar a última colher de arco-íris ao meu cone de wafer.
“Aqui está, Luna. Este é o seu,” disse Maisie com um sorriso. Instantaneamente, meu humor melhorou ao pegar o sorvete de sua mão e, sem hesitar, dei uma mordida com os dentes da frente.
“Muito obrigada, Maisie,” agradeci, saindo saltitante da loja. Senti Richard revirando os olhos para mim às minhas costas.
“Eu vi isso tá!” Eu ri.
“Viu o quê?” Ele perguntou, fazendo-se de desentendido.
“Você revirou os olhos para mim.”
“E como você poderia saber disso?” Ele perguntou.
“Sei lá. Eu apenas sei,” disse, enquanto continuava a saborear meu sorvete.
“Para onde vamos agora?” ele perguntou, lambendo o lado mais derretido de sua casquinha simples de chocolate.
“Vamos para a Butique da Daniela; Preciso de uns jeans novos e outras coisinhas,” disse. Todo o sorvete da minha casquinha já tinha acabado, restando só a ponta recheada de chocolate para ser devorada.
“Tudo bem,” disse ele, sorrindo. Saboreei o generoso final de chocolate da minha casquinha e entrei na loja; Richard não teve escolha senão entrar com seu sorvete na mão.
“Alfa. Luna. Já faz um tempo que não os vejo,” Daniela sorriu ao nos cumprimentar.
“Realmente, faz um tempo, Daniela. Temos estado muito ocupados,” respondi, lançando um sorriso tímido para Richard.
“Claro. Deve ter sido um pesadelo lidar com a papelada desde que assumiram o território de Sherkerm,” disse ela, sorrindo; Richard e eu não estávamos nos referindo sobre a papelada.
“Sim, a papelada tem sido uma loucura,” respondeu Richard com um sorriso.
“Estou precisando de roupas novas. As minhas antigas já não me servem tão bem como antes,” expliquei.
“Entendi, talvez nossa nova linha possa te interessar,” disse Daniela, apontando para uma parede de roupas recém-chegadas.
Caminhando até as novas coleções, escolhi um par de jeans e uma camiseta que me agradaram e as segurei junto ao corpo, analisando meu reflexo no espelho antes de experimentá-las.
“Este vestido aqui é lindo também,” Richard comentou, passando-me a peça para experimentar. Entrei no vestiário e tranquei a porta do cubículo atrás de mim. Tentei vestir as pernas na calça skinny; quase caí ao tentar fechar o zíper.
“Está tudo bem por aí?” perguntou Daniela.
“Acho que peguei o tamanho errado, Daniela. Elas não estão servindo de jeito nenhum.” Saí do vestiário com a camiseta e os jeans skinny; a camiseta estava extremamente apertada no meu busto e barriga, e o zíper e o botão do jeans não fechavam. Daniela e Richard riram.

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