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A coitada se tornaria a Luna romance Capítulo 26

Eu me sentia como uma baleia encalhada, lutando para sair da cama. “Richard!” Gritei. Momentos depois, ouvi os passos dele correndo escada acima.

“O que aconteceu?! O bebê está a caminho?” Ele perguntou em desespero; comecei a rir.

“Não, estamos bem. É só que eu simplesmente não consigo sentar. Minha barriga está gigantesca.” Richard sorriu e se aproximou da cama para me ajudar antes de ajoelhar-se ao meu lado e colocar as mãos em ambos os lados da minha barriga.

“Mal posso esperar para conhecer você, pequenino. Estamos quase lá,” disse ele, beijando minha barriga. Richard me ajudou a levantar e a me vestir para podermos descer e tomar o café da manhã.

Pensei duas vezes antes de me sentar no colo de Richard quando percebi o quão grande estava em comparação ao meu tamanho normal. Peguei outra cadeira, quebrando nosso ritual matinal.

“Espere,” disse ele ao se levantar rapidamente e ocupar a cadeira que eu havia acabado de puxar. Ele gesticulou, convidando-me a me sentar em seu colo.

“Você é tão fofo,” disse, sorrindo para ele.

“Apenas garantindo que você tenha o melhor lugar na casa só para você, meu amor,” ele afirmou, dando uma piscadela acompanhada de um sorriso.

“Ayla, você precisa deixar eu e a Helena te levar à cidade hoje. Temos que fazer comprinhas para o bebê!” disse Miranda animada.

“Você tem razão, obrigada por dar essa ideia. Vai ser bem divertido; afinal estamos precisando ter um dia só das mulheres, né?”

Helena estava no banco do motorista nos esperando, enquanto Miranda me auxiliava a descer os degraus da frente e a entrar no carro. Também precisei da ajuda dela para afivelar o meu cinto de segurança.

“Estou quase conseguindo,” disse Miranda, forçando o encaixe da fivela do cinto.

“Se você crescer ainda mais, Ayla, teremos que comprar um extensor para o cinto de segurança,” Miranda brincou e todas começamos a rir. 'Click.'

“Consegui!” Miranda gritou, comemorando.

Paramos na lanchonete do Jackson no meio do caminho para tomar milkshakes e comer hambúrgueres. Por mais que eu tivesse acabado de tomar café da manhã, estava constantemente faminta e sempre comendo por dois.

“Você acha que é menino ou menina? Já escolheram algum nome?” perguntou Jackson.

“Não tenho certeza do que será, mas estou empolgada de qualquer forma. Richard e eu pensamos em alguns nomes, mas ainda não decidimos nada,” respondi, saboreando os últimos goles do meu milk-shake Blue Heaven. Girei na cadeira giratória para encarar a janela.

“Algum problema, Ayla?” Helena perguntou.

“Não, tenho certeza de que não é nada,” afirmei, virando-me para dar uma mordida no meu hambúrguer. Mesmo assim, não pude evitar a sensação de que estava sendo observada. Alfa Zoe estava morto, então não havia razão para minha ansiedade.

Dei de ombros e decidi focar na minha refeição, em Jackson, na conversa sobre bebês, nas meninas e nas compras que iriamos fazer em breve.

“Agora que você já fez sua segunda refeição de hoje, devíamos ir para a cidade e começar a fazer compras,” Miranda disse, rindo.

“Certo. Mas incluiremos o almoço nisso também,” acrescentei. Miranda, Helena e Jackson começaram a rir.

“Vá fazer suas compras, Ayla. No caminho de volta, passe aqui que vou preparar outra refeição para você,” disse Jackson.

“Uhuuul!” comemorei ao me levantar.

“Te vejo depois, Jackson!” disse enquanto saía pela porta.

Chegamos à cidade e entramos direto em uma loja de roupas para bebês. Havia tantas roupinhas fofas para escolher, mas como não sabia o sexo do bebê, me limitei a comprar apenas as de cores amarelas, verdes, brancas e cinzas.

“Olha este ursinho de pelúcia!” Miranda exclamou, abraçando-o com força. Era um urso marrom e adorável com uma camiseta verde; era uma gracinha e também muito macio.

“Acho que vou comprá-lo para o bebê,” Miranda sorriu. Helena veio correndo com um dragão de pelúcia rosa.

“Vou comprar este para o bebê!” Ela exclamou.

“Ah, vejam todos esses sapatinhos!” Exclamei, pegando um par de cada cor e colocando-os na minha cesta. Miranda e Helena riram das minhas brincadeiras antes de pagarmos pelas compras e sairmos da loja.

“Próxima loja?” perguntei, e as meninas acenaram concordando com a cabeça.

“Pode deixar as sacolas com a gente, Luna,” disse Miranda. Eu sorri e as entreguei a ela.

“Essas sacolas estão um pouco pesadas. Vou levá-las até o carro e encontro vocês na próxima loja,” Helena disse.

“Nos vemos daqui a pouco então,” disse Miranda a Helena.

Enquanto caminhávamos pela estrada, comentei com Miranda que precisava fazer uma pausa para descansar um pouco.

“Tem um parque logo ali, podemos sentar em um banquinho. De qualquer forma, eu realmente preciso ir ao banheiro, então, enquanto você descansa, vou lá rapidinho,” sugeriu Miranda.

Atravessamos a estrada e seguimos em direção ao parque, que estava cercado por árvores e tinha um parquinho infantil muito colorido e encantador. Encontrei uma árvore grande que proporcionava bastante sombra e me sentei debaixo dela, observando as crianças brincando no parquinho à distância. Coloquei a mão sobre a barriga.

Ainda não conseguia acreditar que teria um filho em breve; estava ansiosa para conhecê-lo.

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