Acordei na sala da enfermaria com uma forte dor de cabeça e olhei ao meu redor.
Frank estava ao meu lado.
“O que aconteceu?”
“Morris decidiu que a partida de queimada ainda não tinha terminado. Ele correu atrás de você e atirou a bola com toda a força em sua cabeça, te deixando inconsciente. Ele está sendo repreendido no escritório do diretor neste exato momento.”
Nancy entrou correndo no consultório e segurou minha mão.
“Eu ouvi o que aconteceu. Ele não deveria ter feito aquilo. Me desculpe, vou falar com o Morris e garantir que ele não faça mais nada estúpido.”
“Nancy, não é sua culpa. Você não precisa se desculpar.”
“Morris não gosta da ideia de nos tornarmos amigos novamente, mas ele terá que aceitar, querendo ou não.”
Claudia entrou apressada, afastando minha mão do aperto de Nancy. “Ursinho, você está bem?!”
“Sim, a dor já está passando.”
A enfermeira entrou e explicou: “Isso é porque você tem seu lobo agora; você irá se recuperar mais rápido graças a ele.” Ela sorriu. “Você se sente apto para retornar à aula?”
“Sim, acho que vou ficar bem.” Respondi, levantando-me da cama.
“Obrigado por vir me ver, Nancy. Eu realmente fico muito grato por isso,” disse, acenando em agradecimento.
Claudia me encarou por um momento. “Então, ursinho…” ela disse enquanto caminhávamos juntos. “Acho que você está passando tempo demais com a Nancy. Estou me sentindo um pouco abandonada, sabe…”
“Acho que você está exagerando, Claudia. A única atividade que temos juntos é a aula de ciências, e nos cumprimentamos quando nos cruzamos na escola. Mesmo morando na casa da matilha, raramente nos encontramos lá, exceto durante as refeições, e mesmo assim, ela fica na outra ponta da mesa e eu também tenho mais aulas com você do que com a Nancy.”
Sua expressão se animou um pouco. “Bem, quando você coloca dessa maneira,” ela sorriu.
Meu lobo estava agitado, ansiando para que eu o libertasse para correr pela mata. Fiquei tentado a transformar-me e percorrer a floresta, mas afastei esse pensamento ao lembrar-me do conselho da bruxa para evitar a transformação.
Estava aliviado por finalmente terminar o dia na escola. Claudia me deu um beijo de despedida e segui para encontrar-me com Nate, Frank, Joyce, Maria e Nancy.
“Vocês estão a fim de subir em algumas árvores?” Perguntei.
“Todos nós?” Nancy perguntou e eu assenti.
“O último a chegar lá é a mulher do padre!” Joyce gritou.
Todos corremos em direção à floresta, no mesmo caminho da casa da matilha, até o nosso local favorito perto do lago, onde costumávamos subir nas árvores quando éramos crianças. Nancy foi a primeira a chegar, seguida por mim, Frank, Joyce e Nate.
“Nate é a mulher do padre!” Joyce riu.
Começamos a subir nas árvores. Gastar meu excesso de energia estava me ajudando a manter meu lobo sob controle.
Chegamos ao ponto mais alto e permanecemos lá em cima, em silêncio, observando o vilarejo de Pinheiro por um tempo.
Senti a agitação voltando. Descemos até a metade da árvore, tirei minha camiseta e calça e saltei do galho para o lago profundo. Gotas de água respingaram nos outros quando mergulhei na água.
“Anthony!”, todos riram. E assim que desceram, juntaram-se a mim pulando no lago.
“Vocês rapazes vão ter que olhar para o outro lado para não ver nossos sutiãs e calcinhas,” gritou Joyce. Nate, Frank e eu reviramos os olhos e nos viramos para o outro lado.
Maria, Joyce e Nancy se despiram. Joyce gritou quando todas já estavam com água até os ombros.
"Vocês podem olhar agora!"
Nos viramos e jogamos água nas meninas, que gritaram e nos molharam de volta.
“Que tal vermos quem consegue segurar a respiração por mais tempo? Vamos em duplas. Quem ganhar avança para competir com o próximo,” disse Joyce.
Frank e Joyce foram os primeiros. Joyce saiu vitoriosa. Agora, era a vez de Nate competir contra ela.
Dessa vez, Nate saiu vitorioso e competiu contra Maria. Ele ganhou e depois competiu contra Nancy, que venceu. Agora era a minha vez de competir contra ela.

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