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A coitada se tornaria a Luna romance Capítulo 45

Não queria ir para a escola hoje, sabendo que teria que terminar com a Claudia. Às vezes, me questionava se, na verdade, não seria eu o amaldiçoado. Afinal, qualquer um que parecia se importar comigo sempre acabava se magoando. Forcei-me a sair da cama, consciente do que precisava ser feito. Me troquei, lavei meu rosto na pia e desci para o café da manhã. A maioria já estava quase terminando suas refeições. Eu devia ter dormido demais. Todos me cumprimentaram, exceto a Nancy. Seus olhos estavam vazios enquanto ela encarava a tigela de cereal, mexendo o leite com a colher, perdida em pensamentos. Assim que me sentei, ela se levantou e pegou sua mochila para ir à escola.

“Com pressa?” Nolan perguntou.

“Estou indo encontrar com o Morris; vamos juntos para a escola.”

“Tudo bem, querida. Tenha um ótimo dia.”

“Obrigada, pode deixar, pai.”

Ela saiu correndo porta afora. Nate, Maria e Joyce estavam prontos para sair, então peguei minha mochila e me juntei a eles.

“Você já chegou a falar com a Nancy?” Perguntei à Maria.

“Não, ontem à noite, fui até o quarto dela, mas ela só me ignorou e não quis abrir a porta.”

“Nancy passou por muita coisa. Ela só precisa de um tempo. Tenho certeza que a oportunidade para conversar surgirá.”

“Tomara que sim.” Ela franziu a testa.

Chegamos à escola e fui até meu armário como de costume, quando ouvi meu apelido ser chamado.

“Ursinho, senti sua falta,” disse Claudia, sorrindo. Ela se inclinou para me dar um beijo, mas dei um passo para trás.

“Claudia, nós precisamos conversar.”

“Qual é o problema, Ursinho?”

“Tenho algo para conversar com você, mas seria melhor falarmos em particular.”

“Seja o que for que você tenha para dizer, pode falar aqui. Tenho certeza de que não deve ser algo tão ruim assim.”

“Cláudia… você está ciente de que agora tenho meu lobo, não é?”

“Sim.”

“Bem, isso implica que posso sentir e reconhecer minha companheira agora, e eu não sinto a conexão de companheiros entre nós.”

Claudia soltou um grito alto, chamando a atenção de todos ao redor.

“Onde você quer chegar com isso, Anthony?!”

“O que estou tentando dizer é que você não é minha companheira. Precisamos terminar. Você só vai se machucar se continuarmos juntos quando eu encontrar minha companheira predestinada.”

“Você está terminando comigo na frente da escola inteira?!”

“Eu disse que seria melhor termos essa conversa em particular…”

Claudia caiu em lágrimas.

“Como você se atreve a terminar comigo? Ninguém termina comigo!”

“Claudia, me desculpe, mas acabou.” Peguei minha apostila no armário e fui para a aula de inglês.

Ela não se sentou ao meu lado no lugar de costume, mas sim algumas fileiras de distância, soluçando durante toda a aula.

“Claudia, você tem chorado durante a aula inteira. Isso distrai bastante a classe, sabia? Você precisa ir à enfermaria?”

“Não, Anthony terminou comigo,” disse abruptamente, começando a chorar ainda mais alto.

Todas as garotas da turma cochicharam entre si e sorriram para mim. O sino tocou, e eu segui para minha próxima aula com uma dúzia de garotas me seguindo de perto. Eu apenas as ignorei completamente e entrei na aula de ciências.

Nancy sentou-se silenciosamente à nossa mesa inclinada.

“Oi, Nancy.”

“Oi,” ela murmurou, concentrando-se nas anotações de sua apostila.

“Estive pensando que talvez pudéssemos ir à biblioteca hoje e estudar sobre maldições. O que acha? Talvez possamos descobrir algo sobre a sua.”

“Shh, alguém pode te ouvir. Depois da escola, irei sozinha à biblioteca. Devemos nos evitar até você encontrar sua companheira. Só estou aqui sentada ao seu lado porque o Sr. Watson nos designou como parceiros de laboratório, e não temos como contestar isso.”

Saber que Nancy não queria estar perto de mim depois de passarmos sete anos afastados estava me afetando. Na hora do almoço, decidi ir à biblioteca pesquisar sobre maldições para encontrar uma forma de ajudar Nancy.

Já estava há vinte minutos procurando algum livro sobre maldições, mas não consegui encontrar nada do tipo. Avistei Paisley em sua mesa habitual.

“Psst, Paisley!”

Ela olhou ao redor da biblioteca.

“Aqui!” sussurrei, aumentando o tom.

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