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A Escolha Certa com o CEO Errado romance Capítulo 104

As palavras de Vivienne parecem reverberar no quarto, deixando Dominic completamente atordoado. Ele se engasga no exato momento em que estava mastigando a comida, sua respiração se descompassa, e ele pega o guardanapo às pressas, tentando conter a tosse insistente que o domina. Vivienne, sem hesitar, estende um copo com água.

— Aqui. — Vivienne declara, o olhar preocupado, enquanto ele aceita e toma um longo gole, ainda tentando recuperar o fôlego.

— Você está falando sério? — Dominic pergunta, finalmente conseguindo recuperar o fôlego. Sua voz sai baixa e rouca, carregada de surpresa. Seus olhos permanecem fixos nos dela, como se buscassem alguma pista de que aquilo era uma provocação ou um teste.

— Estou. — Responde, com uma calma que apenas reforça a seriedade de suas palavras. — Você está certo, será melhor para nós. — Continua, com firmeza. Ela pega outra porção de comida e se prepara para levá-la até ele novamente, mas Dominic ergue a mão, segurando seu pulso com delicadeza, mas o suficiente para interrompê-la.

— Vivienne, não costumo confiar em mudanças tão repentinas. — Comenta, o tom firme, mas seu olhar traindo a confusão que sente.

— Talvez seja hora de mudar isso. — Retruca, um pequeno sorriso tocando os cantos de seus lábios. — Nem tudo precisa ser uma batalha, Dominic. Às vezes, as pessoas só querem cuidar umas das outras. — Afirma, colocando o garfo de volta na bandeja e abaixando a cabeça, como se tentasse escapar do olhar dele. — E eu quero, e mais do que isso, preciso que você cuide de nós. — Confessa, a voz firme, mas com uma vulnerabilidade latente, enquanto seus olhos encontram os dele, transbordando sentimentos que palavras sozinhas não conseguem capturar.

Suas palavras o desarmam de uma forma que ele não esperava. Ele a observa, os olhos se estreitando levemente, enquanto percebe o rubor que surge em suas bochechas. Quando Vivienne leva as mãos à barriga, o gesto é tão natural quanto revelador, arrancando dele um sorriso involuntário.

Sem pensar, Dominic afasta a bandeja, segurando-a pela cintura e puxando-a para seus braços. O movimento é rápido, mas o abraço que se segue é apertado, como se quisesse protegê-la do mundo inteiro.

— Vocês são a minha prioridade. — Murmura, contra os cabelos dela, sua voz carregada de algo que ele não consegue explicar, um sentimento que começa a se formar em seu peito, mas que ainda o deixa vulnerável.

— Sei que sua viagem está próxima. — Comenta, afastando-se lentamente dos braços dele. Com movimentos precisos, reposiciona a bandeja à frente dele, mas mantém o olhar desviado, evitando claramente o dele.

— Daqui a vinte dias. — Responde, a voz firme, mas com um tom de atenção concentrada. Seus olhos permanecem fixos nela, estudando cada nuance de sua postura. Ele percebe haver algo mais por trás daquela hesitação, algo que ela ainda não estava disposta a compartilhar.

— Preciso de um pouco mais de tempo. — Admite, a cabeça abaixada, os dedos tamborilando no garfo, enquanto brinca com a comida.

— Podemos resolver isso. — Garante, levando a mão ao queixo dela e segurando-o com delicadeza. Ele ergue o rosto dela, obrigando-a a encará-lo. — Solicito um passaporte de emergência, e em três dias ele estará pronto. — Declara, sua voz firme, mas o olhar que mantém nos olhos dela vai além da solução prática. Ele sabia que a burocracia não era o verdadeiro obstáculo.

Dominic sorri ao observar Vivienne à sua frente, tão entregue ao seu toque, tão vulnerável e, ao mesmo tempo, tão forte. Estar com ela é algo completamente novo, um sentimento que ele nunca havia experimentado. Ter uma família sempre esteve fora de cogitação, um conceito que ele evitava até mesmo considerar. Mas agora, ali, planejando uma nova vida com a mulher que em tão pouco tempo virou seu mundo de cabeça para baixo, tudo parecia insano, uma loucura inexplicável, mas, ao mesmo tempo, estranhamente certo.

Quando Vivienne sorri, todas as dúvidas que o assombram desaparecem. É como se o mundo ficasse em silêncio, deixando apenas a necessidade incontrolável de protegê-la, de cuidar dela e dos filhos que ela carrega, seus filhos, algo tão impensável, mas agora uma realidade que ele não conseguia ignorar. Ele afasta a bandeja mais uma vez, ignorando o protesto mudo no rosto dela, e a puxa para os seus braços. O movimento é tão inesperado que arranca dela um gritinho surpreso, o que só faz o sorriso dele crescer.

Quando seus olhos se encontram, o olhar dele é penetrante, quase predatório. Há algo enigmático na profundidade daquele olhar, mas também um desejo tão intenso que faz Vivienne sentir as pernas vacilarem, incapaz de esconder o efeito que ele tem sobre ela.

— Se abra para mim, Vivienne. — Murmura, sua voz grave, carregada de autoridade, mas tingida de uma vulnerabilidade que apenas ela conseguia provocar. Sua respiração quente desliza pela orelha dela, lenta e deliberada, arrancando arrepios que percorrem todo o seu corpo. — Deixe-me ser o único a te proteger, a cuidar de você, a te possuir. — Continua, cada palavra carregada de intenção, enquanto sua boca encontra o pescoço dela.

Os lábios dele deslizam com uma precisão que faz Vivienne arfar, um leve gemido escapando antes que ela possa conter. Dominic sorri contra a pele dela, um sorriso cheio de controle, enquanto suas mãos firmes a mantêm no lugar, deixando claro que ela não tinha para onde fugir.

— Escolha ser minha, Vivienne. — Sussurra, sua voz baixa e repleta de comando, suas palavras carregadas de promessa e posse. — Porque, quando você o fizer, eu serei inteiramente seu. — Afirma, seus olhos, intensos e dominadores, capturam os dela, impedindo-a de desviar, como se estivesse gravando sua alma com aquele olhar.

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