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A Escolha Certa com o CEO Errado romance Capítulo 29

Vivienne recupera o controle de seu corpo, que parece ter momentaneamente se rendido à presença dele. Caminha com determinação forçada até a porta e a fecha, soltando um suspiro que carrega tanto alívio quanto frustração. A capacidade de Dominic de estressá-la na mesma proporção que desperta desejos incontroláveis a perturba profundamente. Vira-se para a amiga e move-se em sua direção, envolvendo-a num abraço que busca mais conforto do que expressa boas-vindas.

— Bem-vinda de volta, amiga. — Vivienne declara, depositando um beijo suave em sua bochecha. — Como foi sua temporada no Brasil? — Pergunta, afastando-se apenas para encontrar aquele olhar de curiosidade investigativa que conhece tão bem.

— O que exatamente aconteceu aqui, Vivienne? — Joana Lima questiona, ignorando completamente a pergunta sobre sua terra natal, seu tom deixa claro que os fragmentos de conversa captados através da porta exigem explicações imediatas. — Você está grávida? — A pergunta sai quase em um grito estrangulado de surpresa.

— Seu jantar sofrerá um pequeno atraso. — Dispara, direcionando-se à cozinha, um sorriso travesso surgindo em seus lábios ao passar pela amiga, conhecendo bem sua natureza curiosa e sabendo exatamente como essa postergação a tortura. — Onde foi mesmo que parei? — Questiona-se distraidamente, seus olhos percorrendo a bancada enquanto um rubor involuntário tinge sua face ao recordar os eventos recentes ali. — Talvez seja melhor pedirmos algo? — Sugere, virando-se para encontrar a amiga que a seguiu como uma sombra determinada.

— Vivienne, chega dessa provocação. — Adverte, demonstrando que a conhece bem demais. — Explique-me o que está acontecendo. Por que o Noah agiu daquela maneira? — Insiste, ignorando a própria correção que recebeu momentos antes.

— Bem, como ele mesmo fez questão de deixar claro, aquele não era o Noah. — Afirma, com calma, um sorriso irônico brincando em seus lábios diante das reviravoltas do destino. — Noah tem um irmão gêmeo, na verdade, dois. Eles são trige…

— O quê? — Pergunta, interrompendo-a com uma expressão de choque. — Trigêmeos? E você só descobre isso agora? — Acrescenta, sua incredulidade visível ao considerar o tempo de envolvimento da amiga com Noah.

— Isso é o de menos. — Rebate, forçando um humor que claramente não sente. — O pior foi descobrir minha promoção automática a amante. — Declara, com uma risada que carrega mais amargura que diversão, posicionando-se estrategicamente em frente ao balcão e retomando o preparo do jantar como se cortar legumes pudesse ajudá-la a processar a situação. — Sim, Noah tem uma linda noiva. — Comenta, aquele aperto familiar no peito, denunciando que ainda existem resquícios de sentimentos indesejados.

— Sinto muito, amiga. — Declara, aproximando-se para oferecer conforto com um gesto de carinho típico entre elas, repousando a cabeça em seu ombro. — E onde exatamente a versão intimidadora do Noah se encaixa nessa história?

— Mínimas, mas aparentemente o universo decidiu que minha vida precisava de mais emoção. — Responde, adicionando os legumes à frigideira com movimentos que parecem mais uma terapia ocupacional. — Esses bebês não me permitem esquecer, principalmente porque o pai deles faz questão de aparecer a cada cinco minutos para exercer seu papel de controlador mor. — Prossegue, distribuindo temperos nos legumes. — Descobri tudo ontem, mas, sinceramente parece que vivo nesse drama romântico mal escrito há décadas. — Conclui, finalmente permitindo que um pouco de sua histeria contida transpareça na maneira quase violenta com que mexe os legumes.

O soar da campainha interrompe o momento entre as amigas. Vivienne lança um olhar dividido entre as frigideiras, os legumes saltando alegremente de um lado e o filé recém-colocado para grelhar do outro. Joana capta imediatamente a mensagem silenciosa da amiga perfeccionista que não abandonaria sua culinária em andamento e dirige-se à porta.

— Senhorita Bettendorf? — O homem desconhecido questiona, sua postura impecável e formal parecendo estranhamente deslocada no corredor simples do prédio.

— Vivi, tem um senhor te procurando! — Joana praticamente anuncia para todo o andar, uma satisfação quase infantil brilhando em seus olhos ao notar como a expressão refinada do homem se contrai com seu grito nada discreto. Ela permanece estrategicamente posicionada no vão da porta, sua postura deixa claro que o acesso ao apartamento depende exclusivamente da autorização de sua amiga.

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