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A Escolha Certa com o CEO Errado romance Capítulo 33

Embaixo do chuveiro, Vivienne deixa a água quente aliviar sua tensão, buscando alguns minutos de paz em meio ao caos que sua vida se tornou. Após um banho prolongado, o ritual meticuloso de secar os cabelos, sua higiene pessoal e a escolha cuidadosa de roupas apropriadas para o ambiente corporativo, ela retorna à sala. Não encontrando Joana ali, segue o aroma convidativo de café fresco até a cozinha, onde se surpreende ao encontrar tudo perfeitamente organizado, café fresco e mesa impecavelmente posta.

— Você é incrível. — Vivienne elogia, aproximando-se para depositar um beijo afetuoso na bochecha de Joana. — Obrigada. — Agradece, acomodando-se à mesa, seus olhos percorrendo com prazer o café da manhã caprichado.

— Só retribuindo todas às vezes que você me mimou devido ao Ca... — Joana interrompe a si mesma, evitando trazer aquela lembrança à tona. — Bem, você sabe. — Finaliza, servindo-se de café.

— Me desculpa pelo meu comportamento de ontem. — Murmura, aproveitando o momento. — Não era assim que planejava te receber. — Acrescenta, com um sorriso envergonhado.

— Considerando tudo que está acontecendo, amiga. — Comenta, saboreando um gole de café. — É compreensível. — Continua, como se aquele fosse apenas mais um diálogo cotidiano entre elas. — Você sempre vira a senhora robô, quando está em crise, toda metódica e controlada. — Provoca, uma risada suave escapando de seus lábios, já havia lidado com a amiga assim inúmeras vezes.

— Não faço isso. — Protesta, mordiscando um biscoito.

— Não? — Retruca, pousando sua xícara. — “Seu jantar sofrerá atrasos”, “esqueci as normas básicas de higiene”. — Imita, num tom exageradamente formal, arrancando risadas de Vivienne. — Além de fugir dos assuntos, você vira a rainha da formalidade, cheia dos palavreados difíceis e monótonos. — Acrescenta, conhecendo a amiga, há tempo demais para ignorar suas manias e peculiaridades. — Certeza de que, se te abrirem, só encontraram fios e circuitos no lugar dos órgãos. — Completa, rindo com a amiga, uma risada que ecoa como um laço de cumplicidade entre elas.

— Tudo bem, admito que posso me tornar um pouco robótica quando tento esconder meus sentimentos. — Confessa, a sinceridade em sua voz acompanhada de um leve suspiro.

— É da tua natureza, você foi ensinada desde cedo a seguir todos os protocolos e etiquetas. — Declara, percebendo no mesmo instante que falou demais, ao ver a sobrancelha perfeitamente delineada da amiga se erguer.

— E então, como foram as férias no Brasil? — Pergunta, desviando com a habilidade que desenvolveu ao longo dos anos para escapar de assuntos difíceis.

— Maravilhosas! — Responde, com entusiasmo característico. — Bem, tirando um detalhe chamado “aquele traste”. — Revela, vendo os olhos de Vivienne se arregalarem com interesse. — Imagina que o sem vergonha teve a audácia de me convidar para um “café inocente”? — Acrescenta, fazendo aspas com os dedos e soltando uma risada nada convincente.

— Por favor, me diz que você não aceitou. — Pede, reconhecendo aquele sorriso sapeca que sempre denunciou as aventuras dela. — Não acredito, Joana! — Repreende, mas sua tentativa de parecer séria se desfaz em meio às risadas que escapam.

— Caramba, olha só que dia maravilhoso pela janela! — Desconversa, descaradamente, fugindo do interrogatório.

— Continuo decidindo se te jogo pela janela agora ou depois do café. — Dispara, provocando uma gargalhada gostosa na amiga.

— Nada novo, teus vizinhos vivem mudando. — Comenta, entrando no elevador, seguida de Vivienne. — Mais tarde estarei aqui, e você sabe que vou querer saber cada detalhe! — Declara, assim que as portas se abrem e elas saem do elevador, caminhando juntas em direção à saída do prédio.

— Não tenho dúvidas disso. — Responde, lançando um olhar apressado para o relógio de pulso. Ela se aproxima da rua, gesticulando para chamar um táxi.

— Burguesa! Os pobres vão de ônibus para o trabalho, você sabe disso! — Provoca, o tom divertido preenchendo o ar, enquanto observa Vivienne revirar os olhos.

— Idiota! Estou atrasada! — Justifica, mandando um beijo para a amiga, ela se despede com um aceno, enquanto entra no táxi.

Assim que chega ao prédio da empresa, Vivienne apressa os passos em direção ao elevador. Quando ele para em seu andar, ela sai rapidamente, a cabeça baixa, enquanto confere o relógio. Um suspiro de alívio escapa de seus lábios ao perceber que não se atrasou.

— Senhorita Bettendorf. — A voz grave e rouca de seu chefe a faz interromper abruptamente os passos e levantar a cabeça para encará-lo. — Você está demitida. — Vocifera, sua declaração ecoando pelo saguão e atraindo a atenção de todos ao redor. Os olhares curiosos se voltam para ela, e Vivienne sente os lábios se entreabrirem em choque, enquanto o rubor sobe rapidamente por seu rosto, envergonhada e surpresa diante das expressões intrigadas dos colegas.

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