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A Escolha Certa com o CEO Errado romance Capítulo 34

Os burburinhos em volta só aumentam a humilhação e o desconforto que consomem Vivienne. Seus olhos inquietos vasculham o ambiente até encontrarem a figura imponente de Henrik. A expressão fechada em seu rosto não consegue mascarar o brilho de satisfação em seus olhos, evidenciando o prazer que sente ao exercer sua autoridade.

— Realmente considerou necessária essa exposição pública, senhor Larsen? — Vivienne questiona, sua voz controlada, quase inaudível, numa tentativa de preservar o que resta de sua dignidade profissional.

— Qual seria a abordagem adequada em sua opinião, senhorita Bettendorf? — Henrik retruca, sua voz carregada de autoridade. — Porventura, esperava uma recepção cordial após demonstrar tamanha insubordinação…

— Com todo respeito, senhor Larsen. — Interrompe, sua voz ganhando força com sua indignação crescente. — O protocolo corporativo sugere uma reunião privada para tratar de questões disciplinares. Esta demonstração pública de autoridade beira o assédio moral. — Afirma, virando-se com um movimento brusco e seguro, seus saltos ecoando contra o piso, enquanto se afasta, deixando clara sua recusa em prolongar aquela humilhação pública.

— Não queira me instruir sobre procedimentos corporativos, senhorita Bettendorf. — Dispara, fazendo-a parar imediatamente e se virar para encará-lo. — Se atreve a comentar sobre conduta profissional quando sua própria performance é insuficiente! — Declara, seus olhos percorrendo-a de cima a baixo com um ar de superioridade, detendo-se por um momento em sua silhueta. — Suas ações recentes são no mínimo questionáveis. Interromper abruptamente uma chamada com seu superior direto para atender a questões de “prioridade pessoal e íntima”. — Faz uma pausa deliberada, um sorriso malicioso se formando em seus lábios, enquanto se aproxima, invadindo seu espaço pessoal. — Diga-me, senhorita Bettendorf, seu namorado estava tão desesperado assim pela sua atenção, que não podia esperar até depois do expediente? Ou talvez seja você quem não consegue manter o profissionalismo quando ele chama? Talvez devêssemos discutir suas prioridades em minha sala. — Sugere, cada palavra destilando provocação e malícia, seu olhar intenso fixado nos lábios dela.

Vivienne sente a raiva percorrer seu corpo, furiosa com as acusações falsas e o jeito malicioso dele. O olhar e as palavras cheias de segundas intenções a fazem perder o controle. Sem pensar, ela levanta a mão e acerta um tapa forte no rosto dele, fazendo-o virar o rosto com o impacto. O som ecoa pelo escritório, seguido por sussurros surpresos dos funcionários.

— Seu asqueroso, nojento! — Cospe as palavras com desprezo, controlando a vontade de continuar batendo. — Como ousa me ofender com suas suposições imundas? Quem você pensa que é? — Desafia, com a voz trêmula de raiva, vendo-o levar a mão ao rosto vermelho. — Aguarde o contato do meu advogado, seu porco. Farei questão de expor cada palavra suja que saiu da sua boca. — Finaliza, com ódio, dando por encerrada a discussão.

Vivienne vira-se e, aliviada ao ver as portas do elevador abertas, apressa o passo para sair dali quanto antes, abandonando os cochichos e um Henrik ainda atordoado. Após mais de uma hora no departamento de recursos humanos finalizando seu desligamento da empresa, ela sai do prédio com a cabeça erguida. Mesmo com todo o turbilhão de emoções, não demonstra nenhum sinal de fraqueza, enquanto caminha lentamente pela calçada, completamente perdida em seus pensamentos.

“Você tem exatamente cinco minutos para me retornar. Não ouse me ignorar, Vivienne. Você sabe muito bem do que sou capaz quando contrariado.”

Um tremor percorre seu corpo ao ler a mensagem autoritária. Noah sempre teve o dom de intimidá-la usando poucas palavras, e ela reconhece aquele tom que invariavelmente precedia situações tensas. Com as mãos trêmulas, desliga o celular e o guarda na bolsa, buscando alguns momentos de paz longe das pessoas que têm transformado sua vida em um tormento constante.

Após descer do ônibus no ponto mais próximo de casa, caminha sob a chuva fina que cai sobre a cidade. Ao entrar no prédio e seguir em direção aos elevadores, seu corpo congela ao reconhecer a silhueta que aguarda. Tenta recuar discretamente, mas o som de seu salto no piso polido a entrega, fazendo-o virar em sua direção.

— Por que você está me ignorando? — Noah questiona, sua voz grave ecoando pelo hall vazio. Ele avança em sua direção com passos lentos e determinados. A maneira como ele se move, controlada e ameaçadora, faz o sangue de Vivienne gelar.

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