Vivienne sente suas pernas vacilarem e seu coração acelerar em um ritmo frenético contra seu peito. A presença dele ali, provoca uma onda de náusea que ela luta para controlar. Instintivamente, recua um passo, pressionando a bolsa contra o corpo como se buscasse alguma proteção.
— Não gosto de perder minhas posses, Vivi. — Noah vocifera, pressionando-a contra a parede com violência, seus braços criando uma prisão sufocante ao redor dela. Seus olhos brilham com satisfação ao notar o medo pulsando nas pupilas dela, sua respiração irregular denunciando seu desconforto. — Especialmente para o idiota do meu irmão. — Continua, a sua voz descendo para um tom suave, enquanto seu nariz traça um caminho predatório pelo pescoço dela. — Sinto sua falta. Você sempre foi minha favorita, a única que realmente me satisfaz. — Afirma, seus dedos tocando o rosto dela com uma delicadeza, que contrasta com a ameaça latente em sua postura. — Por favor, Vivi, volte para mim. — Implora, enquanto tenta capturar seus lábios, apenas para encontrar o vazio quando ela vira o rosto, a repulsa evidente em sua expressão, quando os lábios dele marcam sua face como uma queimadura.
— Me solte, Noah. — Vivienne exige, sua voz falhando ao tentar encontrar uma firmeza que o medo corrói. — Me solte imediatamente! — Repete, a raiva crescendo ao perceber que, mesmo em suas súplicas, ele a trata como um objeto de sua propriedade.
— Não. — Sussurra, seus dedos capturando o queixo dela com força, forçando-a a encarar aqueles olhos que um dia a fizeram se perder. — Por que essa obsessão em manter esse filho? — Questiona, observando-a cerrar os dentes em fúria contida. — Se fosse meu, compreenderia. Sei que seu amor me pertence, sempre pertenceu. — Afirma, com uma confiança inabalável, provocando uma risada amarga dela antes que sua mão acerte com força a dele, libertando seu rosto do aperto possessivo.
— Não é sobre vocês, Noah. — Declara, suas mãos empurrando aquele corpo que um dia a fez delirar, mas que agora se apresenta como uma barreira sufocante. — A paternidade é irrelevante, eles são meus! — Murmura, cedendo momentaneamente numa fraqueza que odeia em si, permitindo sua testa repousar contra o peito dele. Um gesto tão familiar que agora só traz tristezas, lembrando-a de quantas vezes se perdeu ali, acreditando em promessas vazias. — A culpa é inteiramente sua. — Dispara, quebrando o contato como se o toque dele queimasse sua pele, negando com a cabeça numa tentativa desesperada de afastar as lembranças. — Eu te odeio, Noah. Te odeio com uma intensidade que me assusta. — Vocifera, suas mãos agarrando os braços dele com força. — Se algum dia existiu amor, você o matou com suas mentiras. — Assegura, suas unhas cravando através do tecido fino da camisa como pequenas lâminas de vingança, fazendo-o recuar o suficiente para ela escapar daquela prisão física, que espelha a prisão emocional em que ele a manteve por tanto tempo.
— Você não me odeia, Vivi. — Afirma, com aquela certeza arrogante que sempre a enfureceu. — Esse seu comportamento só prova o quanto ainda me quer. Essa raiva toda? É desejo reprimido. — Provoca, seus olhos percorrendo o corpo dela com uma possessividade excessiva. — Você sempre volta para mim, sempre. E sabe por quê? — Questiona, dando um passo em sua direção. — Porque ninguém nunca vai te fazer sentir o que eu faço.
— Tanta confiança para um desempenho tão medíocre. — Murmura, com um sorriso perverso, recuando alguns passos. — Há dois dias, eu até concordaria com você. — Declara, passando a língua pelos lábios provocativamente. — Até seu irmão me mostrar como é ser possuída por um homem que realmente sabe o que faz. — Provoca, deliciando-se com a fúria ardendo em seu olhar. — Ele foi tão intenso, tão selvagem, que cada centímetro do meu corpo ainda lembra dele. — Acrescenta, e por trás do tom provocativo, sua voz trai a sinceridade daquelas palavras. As lembranças daquela noite ainda pulsam em sua memória, superando qualquer outro momento de intimidade que já viveu. — Que deixou uma marca impossível de esquecer, agora carrego o fruto daquela noite, gêmeos, talvez trigêmeos. — Sussurra, e mesmo querendo ferir o ego dele, não consegue evitar o toque suave e protetor em sua barriga.
— Odeio, odeio vocês! — Grita, em um frenesi descontrolado, a bolsa cortando o ar com força crescente. Os objetos dentro dela aumentam o impacto dos golpes, arrancando gemidos de dor dele. — Vocês destruíram tudo! — Vocifera, entre golpes cada vez mais violentos. Noah tenta se defender, erguendo os braços instintivamente, cambaleando, enquanto ela avança numa fúria desenfreada. — Saia, Noah, saia! — Ordena, sua voz explodindo numa fúria assustadora. — O seu avô teve chance de sair com vida daqui, mas você não terá! — Ameaça, seus olhos vidrados numa expressão perturbadora. — Você não tem ideia do que sou capaz para proteger o que é meu! — Esbraveja, e com uma força alimentada pela adrenalina, desfere um empurrão tão violento que o lança ao chão.
Noah permanece caído, atordoado, seus olhos arregalados, revelando medo diante daquela explosão de fúria que nunca havia presenciado. Seu corpo treme visivelmente, denunciando o choque daquele momento, enquanto observa aquela mulher que parece possuída por seus próprios demônios.
— Talvez eu precise de terapia para controle de raiva. — Comenta, com um sorriso perturbador, passando a mão pelos cabelos desgrenhados, seus olhos brilhando com satisfação, ao observá-lo do alto, enquanto pressiona repetidamente o botão do elevador. — Seja prudente, Noah, faça um testamento caso decida voltar. — Conclui, com frieza, que contrasta assustadoramente com seu surto anterior, adentrando o elevador e deixando-o ainda no chão, visivelmente traumatizado com aquela demonstração de violência.

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