Com o grito de Vivienne, Joana corre até a sala e a encontra encostada à porta, como se tivesse visto um fantasma, a mão pressionando o peito, os olhos arregalados em pânico e a respiração descompassada, como se o ar tivesse sido arrancado de seus pulmões.
— Vivi, o que houve? — Joana pergunta, alarmada, aproximando-se da amiga em pânico.
— El… El… — Vivienne tenta falar, mas as palavras se engasgam em sua garganta. Ela apenas aponta para a porta, por cima do ombro, como se estivesse paralisada.
— Não estou entendendo. — Joana comenta, a confusão em sua voz. Ela se aproxima rapidamente, afastando Vivienne da porta com um gesto firme.
— Pelo amor de Deus, não! — Impede, num sussurro exaltado, usando o corpo inteiro como barricada humana. — O senhor controlador supremo está aqui. — Sussurra, sua voz ecoando nada discretamente.
— Senhorita Bettendorf, presumo que esteja ciente de que o “senhor controlador supremo” possui uma audição impecável? — A voz de Dominic ressoa pela porta, fazendo-a se sobressaltar. — Abra a porta. — Exige, com um tom que tenta, sem sucesso, manter a civilidade, mas que transborda de uma irritação crescente.
— Socorro, o que eu faço? — Pergunta, num sussurro desesperado, buscando auxílio no olhar igualmente perplexo da amiga.
— Como diabos ele descobriu meu endereço? — Joana questiona, mais impressionada que preocupada.
— A senhorita Bettendorf e suas provocações infantis me forçaram a adicionar “invasão de privacidade” à minha crescente lista de delitos. — A resposta atravessa a porta com seriedade, mas com uma leveza de quem parece não se importar nem um pouco com as consequências. — Abra essa porta imediatamente. — Ordena, sua paciência chegando ao limite. — Não sou o lobo mau dos contos de fadas, senhorita Bettendorf, mas a senhorita está me incentivando a uma mudança de personagem. — Acrescenta, com uma ameaça nítida, como quem não hesitaria nem por um segundo em arrombar aquela porta se fosse preciso.
— Então, comece a soprar, lobo malvado. — Vivienne provoca, seu medo inicial se transformando em uma ousadia desafiadora.
— Vivienne! — Joana repreende, com um tapa sonoro no braço da amiga. — Abre logo essa porta antes que ele a derrube! — Ordena, não querendo explicar ao síndico, como um homem elegantemente vestido destruiu sua porta.
— Você o distrai, enquanto fujo pela escada de incêndio. — Sussurra, não querendo enfrentar um Dominic claramente irritado com suas provocações.
— Para de criancice. — Adverte, empurrando-a em direção à porta. — Abre logo essa porta. — Repete, mãos na cintura e pé batendo no chão.
— Chata! — Reclama, feito adolescente rebelde, suspirando dramaticamente em frente à porta. Suas mãos tremem levemente na maçaneta. — Bom dia, senhor Muller. — Cumprimenta, com seu sorriso mais angelical, ao abrir a porta, observando a expressão dele oscilar entre assassino em série e executivo controlado. — No que posso ajudá-lo? — Continua, sua voz quase traindo a falsa segurança.
— Você vem comigo. — Dominic dispara, sem rodeios, agarrando sua mão e praticamente arrastando-a porta afora.
— Sei muito bem quem o senhor é. — Joana responde, rispidamente, tentando espiar sua amiga que continua visivelmente afetada no sofá.
— Perdoe minha falta de etiqueta, mas a senhorita Bettendorf tem um talento especial para despertar meus impulsos menos civilizados. — Comenta, com uma malícia polida, arrancando uma risada nervosa de Joana, que não pode discordar da forma como a amiga o provoca. — Espero que não seja um inconveniente, eu almo…
— Você não foi convidado. — Vivienne interrompe, finalmente encontrando sua voz, mesmo que ainda trêmula pelo efeito que ele causou.
— Pelo contrário, querida. — Rebate, o tom carinhoso soando como uma provocação deliberada. — Tenho sua mensagem solicitando minha presença para o almoço, lembra? — Provoca, virando-se para ela com uma piscadela que promete retaliação pelas provocações anteriores. — Mas, já que os planos mudaram, ficarei honrado em experimentar essa iguaria típica. — Declara, enquanto seu olhar desliza lentamente pelo corpo dela, tornando o ambiente perceptivelmente mais quente.
— Por mim, sem problemas. — Joana responde, evitando propositalmente o olhar assassino da amiga. — Vamos para a cozinha. — Instrui, passando por Vivienne e sentindo praticamente as ondas de fúria emanando dela.
— Perdi o apetite. — Vivienne resmunga, sendo completamente ignorada pela amiga que desaparece na cozinha. Seus olhos seguem involuntariamente os passos lentos de Dominic, que se move em sua direção com uma elegância predatória que faz seu coração acelerar.
— Tudo bem, podemos pular direto para a sobremesa. — Sugere, com uma sensualidade que faz cada célula do corpo dela vibrar em resposta. Seu olhar desce com uma lentidão torturante até os lábios dela, que parecem ainda mais tentadores após terem sido mordidos nervosamente. — Tenho certeza de que será muito mais satisfatório que qualquer refeição. — Acrescenta, num tom tão baixo e sedutor que faz a respiração dela falhar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Escolha Certa com o CEO Errado