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A Escolha Certa com o CEO Errado romance Capítulo 40

O sorriso de Dominic é uma fachada, tentando esconder sua frustração crescente. Vivienne o manipula como se fosse um peão em seu tabuleiro, desafiando seu controle e despertando nele uma irritação crescente. Ele tenta manter a compostura, mas sente-se vulnerável diante de sua confiança desafiadora.

— Obrigado. — Dominic agradece, com uma polidez forçada. — Fique com isso, imagino que não houve tempo para preparar o almoço. — Afirma, estendendo os pacotes de comida com educação. — Insisto. — Declara, diante da hesitação evidente. — Aparentemente, minha companhia para o almoço esqueceu nosso compromisso. — Comenta, sua voz controlada, mal disfarçando a fúria que ferve por dentro.

— Obrigada, senhor. — A mulher aceita a gentileza com gratidão. — Deseja deixar algum recado para a senhorita Bettendorf? — Oferece, solícita.

— Não será necessário, obrigado. — Responde, dirigindo-se ao elevador. No espaço confinado que parece diminuir a cada segundo, pega o celular e disca para Vivienne. — Onde você está? — Pergunta, sem rodeios, sua irritação transbordando assim que ela atende.

— Quem fala? — Vivienne questiona, e ele pode praticamente visualizar o sorriso provocante em seus lábios.

— Senhorita Bettendorf, não brinque com minha paciência. — Adverte, sua raiva atingindo novos níveis. — Onde você está? — Repete, uma risada amarga escapando, quando ela simplesmente encerra a chamada. — Ah, pequena diabinha, você irá se arrepender dessa provocação. — Murmura, abandonando o elevador com passos decididos em direção à saída.

No apartamento de Joana, Vivienne permanece estirada no sofá, seu corpo tenso, enquanto suas mãos apertam o saco de papel, usando-o compulsivamente para controlar a respiração descompassada.

— Para quem estava quase sem ar, você soou muito controlada ao atender aquela ligação. — Joana comenta, observando a amiga fixar o olhar perdido no teto.

— Não consigo respirar direito. — Vivienne responde, levando novamente o papel aos lábios num gesto quase desesperado.

— Chega dessa palhaçada. — Ordena, abandonando a poltrona e caminhando até ela para arrancar o saco de suas mãos. — Que diabrura você está aprontando dessa vez? — Questiona, encarando-a de cima, com o olhar que sempre usa quando Vivienne apronta algo audacioso.

— Estou perdendo o controle, Jo. — Confessa, sentando-se e baixando a cabeça em derrota. — Acho que os genes dos Muller, já começaram a me contaminar. — Declara, suas mãos pousando instintivamente sobre a barriga, enquanto uma risada descontrolada escapa. — Se continuar nesse ritmo, vou parar direto numa ala psiquiátrica. — Admite, com um suspiro pesado.

— O que foi que você aprontou agora? — Pergunta, acomodando-se ao lado da amiga, com uma mistura familiar de preocupação e curiosidade.

— Eu agredi o Noah. — Responde casualmente, como se estivesse comentando sobre o tempo, observando a expressão da amiga passar de choque absoluto para uma crise histérica de risos.

— Mudando de assunto. — Joana interrompe seus pensamentos impróprios, com o tom que sempre usa quando vai tocar em algo sério. — Não irá mesmo processar aquele idiota do seu chefe? — Pergunta, voltando à questão da demissão.

— Deveria, mas você sabe que não posso me envolver em confusão agora. — Responde, resignada, a raiva voltando ao lembrar das palavras ofensivas dele. — E lá vou eu enfrentar mais uma maratona de processos seletivos. — Resmunga, já exausta, só de pensar em todas as entrevistas que terá que encarar.

— Por que não conta para o senhor controlador? — Questiona, com uma pitada de provocação, agora sabendo que Dominic era seu novo chefe. — Tenho certeza de que ele adoraria exercer mais um pouquinho de poder.

— Nem pensar! — Dispara, instantaneamente, como se a mera ideia a assustasse. — Já basta tudo que está acontecendo, não quero dever nada para ele. — Afirma, categoricamente, desejando que pudesse simplesmente evitar qualquer contato com qualquer Muller pelo resto da vida.

— Vivi, ele é o pai dos teus bebês. — Declara, fazendo-a revirar os olhos com impaciência, irritada por ter que ouvir algo tão repetido a cada cinco minutos. — Aproveite disso e use… — A voz dela é cortada pelo som estridente da campainha. — Você pode atender? — Solicita, ainda com as mãos mergulhadas na preparação da salada.

— Claro! — Responde, apressadamente, internamente agradecida por escapar daquela conversa incômoda. Seus passos ecoam pelo piso enquanto caminha até a porta, girando a maçaneta com um movimento rápido. — Ai, meu Deus! — O grito escapa de seus lábios antes que consiga se controlar. Num reflexo desesperado, ela b**e à porta com toda a força que consegue reunir, sentindo seu coração disparar no peito.

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