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A Escolha Certa com o CEO Errado romance Capítulo 51

Grant observa Dominic se contorcer na cadeira, claramente incomodado. A mão dele desliza com frequência pelo pescoço, como se tentasse aliviar uma tensão persistente, enquanto a expressão em seu rosto revela um desconforto que ele mal consegue disfarçar.

— Você bebeu, Dominic? — Grant pergunta, sua expressão endurecendo diante da possibilidade.

— Sabe que não seria uma má ideia nesse momento! — Dominic rebate, com um sorriso irônico. Mesmo tentando se esconder atrás do sarcasmo, seu desconforto é notório. — Então, senhor Muller, que tal irmos direto ao ponto? Qual o motivo dessa adorável reunião familiar? — Pergunta, mas sua mente está distante, totalmente imersa em pensamentos sobre Vivienne.

— Devido à sua inconstância em permanecer na cidade, a partir de amanhã, você irá treinar Noah para os negócios.

— O quê? — Noah e Dominic perguntam simultaneamente, a surpresa estampada em seus rostos. O ambiente logo se enche com uma risada sarcástica de Dominic.

— Ah, claro que não! — Dominic responde, sem conter o riso debochado. — Tenho quase certeza de que o senhor é quem andou visitando nossa adega para sugerir algo assim. — Acrescenta, apertando as têmporas quando as mãos de seu avô espalmam com força a mesa.

— Não é um pedido, Dominic, é uma ordem. — Grant dispara, levantando-se e encarando o neto com total superioridade.

— Perdoe-me a ousadia, mas devo informar que, após uma rápida inspeção visual, não identifiquei nenhuma criança presente neste recinto. — Rebate, com um tom exageradamente irônico, ampliando ainda mais a irritação do avô. — Quer dizer, exceto pelo Noah, claro. — Acrescenta, dando uma piscadela provocativa para o irmão, que o ignora.

— Vovô, Dominic está certo, não tem como isso dar certo. — Noah intervém, mantendo sua postura submissa. — Prefiro que o senhor me passe seus conhecimentos. — Continua, a voz num tom baixo, quase como se temesse desafiar o avô.

— Senhor Muller, por favor, escute o adorável netinho perfeito. — Dominic ironiza, com um meio sorriso, enquanto sua mão percorre o pescoço em um gesto inquieto, o desconforto cada vez mais evidente. — Preciso lembrá-lo que essa brilhante ideia é basicamente um convite para a morte de um de nós? E, naturalmente, não preciso nem especificar que não será a minha. — Completa, com um sorriso torto, provocando uma risada discreta de Noah.

— Quer brigar agora, Dom? — Noah retruca, levantando-se com um olhar desafiador. — Estou farto do seu desrespeito. — Sua voz soa firme enquanto o encara de cima, demonstrando que não pretende recuar.

— Ah, que conveniente! Aqui você pode correr direto para o colo do vovô, não é mesmo? — Provoca, com um sorriso cínico, mantendo sua postura, sem querer perder tempo com o irmão. — Faça-me o favor de se sentar, Noah. Sabemos que você não aguenta nem um minuto dessas pequenas provocações. — Afirma, com desdém, levando a mão ao bolso e retirando o celular. Ao avistar uma mensagem, rapidamente a abre para ler.

— Por favor, senhor Muller, poupe-nos dessa cena dramática. — Dominic responde, se soltando do aperto do avô. — Como o senhor deve ter notado em sua infinita sabedoria, não suporto essas pessoas e, além disso, tenho uma situação consideravelmente mais urgente do que um almoço ridiculamente forçado. — Afirma, com uma reverência irônica, virando as costas e ignorando os protestos do avô.

— Moleque insolente. — Grant resmunga, voltando para a sala de jantar com um sorriso forçado.

Enquanto isso, Dominic dirige pelas ruas da cidade, seus dedos apertando o volante com força. As palavras de Vivienne martelam em sua mente como uma sentença inaceitável, como ela ousa ameaçá-lo? Proibi-lo de participar da gestação dos próprios filhos? Um sorriso amargo contorce seus lábios. De jeito nenhum, ele permitiria esse absurdo.

Ao chegar no prédio dela, estaciona o carro bruscamente, ocupando duas vagas, pouco se importando com as consequências. Seus passos furiosos ecoam pelo corredor, enquanto ele atravessa praticamente o saguão. O ambiente claustrofóbico do elevador aumenta sua raiva crescente, cada segundo de espera é uma tortura. Assim que as portas se abrem no andar dela, ele avança pelo corredor como uma tempestade prestes a explodir, massacrando a campainha com toques violentos e incessantes.

A porta se abre com um estrondo. O olhar de Vivienne é puro ódio, uma fúria selvagem que ele nunca havia visto. Antes que Dominic possa esboçar qualquer reação, a mão dela corta o ar com violência, o tapa atingindo seu rosto com tanta força que sua cabeça vira para o lado, o som do impacto ecoando pelo corredor.

— Mandei você não se aproximar, seu escroto! — Vivienne praticamente ruge, sua voz carregada de um ódio visceral. A porta se fecha com um impacto ensurdecedor, a tranca girando como uma sentença final.

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