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A Escolha Certa com o CEO Errado romance Capítulo 52

Dominic permanece estático, o lado do rosto queimando como brasa viva. O choque pela audácia dela supera a própria dor física, enquanto sua mente tenta processar o que acabou de acontecer. Sua raiva, momentaneamente esquecida pela surpresa, retorna como uma avalanche avassaladora, fazendo seu sangue ferver nas veias e sua respiração ficar irregular. Em todos seus anos de provocações e conflitos, ninguém, absolutamente ninguém, havia ousado levantar a mão para ele e mais uma vez Vivienne o fez, mais uma vez ela conseguiu quebrar todas as suas barreiras. Ele observa seus dedos tremendo, uma mistura de fúria e frustração correndo por seu corpo, e fecha a mão em punho, desferindo um golpe na porta com tanta força que o som ecoa pelo corredor. O estrondo faz Vivienne se sobressaltar violentamente do lado de dentro, seu coração disparando, enquanto recua alguns passos instintivamente.

— Senhorita Bettendorf, seria muito gentil da sua parte abrir essa porta agora! — Dominic pronuncia, cada palavra com uma calma estudada, suas mãos deslizando para os bolsos da calça numa tentativa desesperada de esconder seus tremores. — Não me faça perder a pouca paciência que me resta hoje. — Acrescenta, com um tom que mistura ameaça e súplica.

Vivienne caminha de um lado ao outro em passos lentos e erráticos, como uma fera acuada, suas mãos tremem, enquanto tenta conter a mistura explosiva de emoções que ameaça consumi-la. O nervosismo a faz começar a enrolar as pontas do cabelo compulsivamente, um hábito antigo que sempre denuncia seu estado de espírito. Ela está dolorosamente ciente de que está entrando em uma batalha que talvez não tenha forças para vencer.

— O grande Dominic Muller não está acostumado a ouvir um não, não é mesmo? — Vivienne dispara, com amargura, sua voz falhando ligeiramente quando enfim para próxima da porta. — Pois aceite, não quero você aqui. E se insistir, juro que chamo a polícia. — Ameaça, embora sua voz não carregue a mesma convicção de antes.

— Oh, mas que adorável ameaça! Por favor, chame quem quiser. — Responde, com um sorriso audível em sua voz, mesmo que seus olhos demonstrem angústia. — Senhorita Bettendorf, abra essa m*****a porta ou juro que vou derrubá-la. — Declara, mesmo sabendo que é uma ameaça vazia ao ver a sombra dela. Jamais ousaria machucá-la, especialmente agora. — Por favor, Vivienne. — Sussurra, deixando a vulnerabilidade escapar por um momento. — Precisamos conversar.

— Conversar? Agora, você quer conversar? — Rebate, soltando uma risada amarga. — Vá embora, senhor Muller. Já causou danos suficiente por hoje.

— Então me diga, qual foi o dano que cometi dessa vez? — Questiona, sério, o tom baixo e controlado, sem qualquer resquício de ironia. Encosta a testa na porta, sentindo no contato frio da madeira, um alívio momentâneo para a confusão que o consome.

— Seu maldito! — Resmunga, cerrando os punhos com tanta força que os nós dos dedos embranquecem, a raiva de si mesma a consumindo por dentro. — Como pude ser tão idiota? — Pergunta-se, com amargura, virando as costas e tentando fugir para dentro do apartamento. Mas os dedos dele se fecham em seu braço, puxando-a de volta com firmeza. Seus corpos se chocam, e o olhar intenso dele a perfura, fazendo-a abaixar a cabeça num misto de vergonha e frustração.

— O que está acontecendo aqui, Vivienne? — Pergunta, num tom mais suave, seu dedo erguendo o queixo dela, forçando-a a encará-lo. — O que exatamente fiz para te deixar nesse estado? — Insiste, sua voz agora uma mistura de preocupação e curiosidade, precisando entender o que desencadeou toda aquela tempestade de emoções.

— Achei que fosse você. — Começa, sua voz não mais que um sussurro. O perfume dele a envolve completamente, uma fragrância que agora parece zombar dela, uma lembrança do que aconteceu, afinal, até isso era igual. — Mais cedo, um pouco antes do almoço, você esteve aqui. — Afirma, observando como ele se afasta abruptamente, como se suas palavras fossem um golpe físico. A sobrancelha dele arqueia lentamente, sua expressão mudando, enquanto compreende onde aquela conversa irá chegar. — Quer dizer… — Sua voz falha, a vergonha e a raiva se misturando em seu peito. — Pensei ser você, mas agora eu entendo. — Engole em seco, suas mãos tremem visivelmente. — Foi o Noah! — Conclui, num fio de voz, incapaz de encarar a expressão desenhada no rosto dele. O silêncio que segue suas palavras é pesado, carregado de uma fúria que ela pode sentir emanando dele.

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