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A Escolha Certa com o CEO Errado romance Capítulo 54

A mão de Dominic traça um caminho lento e torturante pelo rosto de Vivienne até encontrar sua nuca. Seus dedos deslizam entre os fios de cabelo numa carícia proposital que a faz suspirar. Cada reação dela é minuciosamente observada por ele, o tremor sutil em seus lábios, a maneira como sua respiração fica mais pesada, o rubor que tinge suas bochechas. Quando os olhos dela se fecham em rendição, ele sente seu próprio corpo reagir. Seus dedos se entrelaçam possessivamente nos cachos dela, trazendo-a para mais perto enquanto sua outra mão firma-se em sua cintura, sentindo o calor da pele dela mesmo através do tecido. Seus olhos escurecem de desejo ao fixarem-se nos lábios avermelhados e entreabertos dela, tão convidativos que despertam seus desejos mais profundos.

— Dominic. — Vivienne suspira o nome dele, num tom quase suplicante, as mãos subindo até a nuca dele num toque que o faz estremecer. Seus dedos delicados se entrelaçam em seus cabelos, arrancando um suspiro profundo de sua garganta. — Me mostre! — Exige, num sussurro rouco contra os lábios dele, o corpo arqueando levemente ao encontro do dele. — Mostre a diferença. — Pede, a voz carregada de uma urgência que faz o sangue dele ferver nas veias, cada palavra alimentando o desejo latente entre os dois.

Os lábios de Dominic encontram finalmente os dela, o beijo começando controlado, mas exigente. A forma como ela se entrega, respondendo com a mesma intensidade, dissolve suas últimas barreiras. O beijo se transforma em uma troca profunda, os desejos reprimidos fluindo sem reservas. Suas mãos deslizam pelas costas dela, explorando cada curva, provocando arrepios a cada toque. Quando ela interrompe o beijo, ofegante, ele encosta a testa na dela, e as respirações quentes e irregulares se misturam, intensificando a tensão que os envolve. O olhar que trocam é puro desejo, necessidade e uma profundidade ainda inexplorada. Com o indicador, ele ergue o queixo dela numa carícia deliberadamente lenta, inclinando-o e tomando seus lábios novamente, num beijo intenso.

— Tenho certeza. — Dominic sussurra, roucamente, em seu ouvido, seus lábios roçando a pele sensível e fazendo-a tremer. Ele se afasta apenas o suficiente para que ela veja o desejo ardente em seu olhar. — Que a partir desse momento, você nunca mais será enganada. — Afirma, aproximando-se para morder levemente seu lábio inferior, antes de sugar o local num beijo que a faz gemer baixinho. — Pois agora, você sabe como é ser beijada por um homem. — Completa, com um sorriso predatório, o corpo dela tremendo em resposta às suas palavras.

— Um pouco convencido demais, não acha? — Murmura, ainda sem fôlego, suas pernas, levemente bambas. O rubor em suas bochechas se espalha pelo pescoço, denunciando o efeito que ele tem sobre ela.

— Convencido? — Repete, num tom grave, seus lábios deslizando pelo pescoço dela numa trilha de beijos que a faz arquear contra ele, um gemido rouco escapando de seus lábios. — Nenhum pouco convencido, senhorita Bettendorf. — Continua, sua voz mais baixa, enquanto roça seus lábios nos dela provocativamente. — A palavra correta é “seguro”. — Afirma, capturando seus lábios num beijo que a faz derreter em seus braços. — Um homem seguro do que faz. — Completa, com a respiração irregular, satisfeito ao sentir como ela estremece a cada toque seu, como seu corpo responde instintivamente a ele, como se fossem feitos um para o outro.

Vivienne sorri com a resposta dele, achando-o presunçoso, mas como discordar quando seu corpo insiste em evidenciar o quanto ele está certo? Contrariando seu desejo evidente, ela se afasta, sentindo cada fibra de seu ser protestar com aquela decisão. A relação entre eles é complexa demais para se envolver assim. Ao se virar, observa-o encostado na porta, sua postura impecável, o olhar percorrendo cada detalhe dela com desejo explícito.

— Bem, acredito que as diferenças foram resolvidas. — Vivienne declara, tentando ignorar o formigamento em seus lábios. — O senhor pode se retirar agora. — Afirma, arrancando uma risada rouca dele.

— Fui desligada por ausência não justificada. — Responde, sucintamente. O gesto imperioso da mão dele a faz continuar. — O senhor Larsen conduziu o processo no corredor, negando-me direito de defesa e fazendo insinuações moralmente questionáveis. — Acrescenta, observando a expressão dele endurecer. — O senhor também contribuiu ao encerrar abruptamente a chamada com ele.

— Retorne às suas atividades amanhã. — Instrui, com autoridade absoluta.

— Por qual motivo? — Questiona, analisando-o. — O senhor interviria assim por qualquer funcionário? — Indaga, desconfortável com a possibilidade de favorecimento.

— Sua insinuação é profundamente ofensiva, senhorita Bettendorf. — Afirma, com uma frieza que quase beira a indiferença. — Minhas empresas não toleram irregularidades trabalhistas. Casos similares, quando chegam ao meu conhecimento, recebem tratamento igualmente rigoroso. — Assegura, consultando discretamente seu relógio. — Não presuma privilégios devido à sua condição. — Declara, observando o rubor tingir o rosto dela. — A decisão é sua. Caso decline, sugiro buscar as medidas jurídicas apropriadas. — Orienta, dirigindo-se à porta. — Tenho assuntos urgentes a resolver. — Informa, virando-se para ela com um toque de arrogância. — A propósito, reestabeleça meu contato agora que o mal-entendido foi esclarecido. — Ordena, o tom carregado de irritação contida. — E, senhorita Bettendorf. — Murmura, o olhar deslizando provocativamente por ela. — Da próxima vez que decidir me agredir, sugiro uma abordagem mais íntima. — Sugere, dando um passo à frente, deixando o calor de sua presença pairar entre eles. — Que tal por cima de mim, numa cama, onde suas intenções poderiam ser muito mais eficazes e bem mais interessantes. — A voz dele é um sussurro sedutor, um sorriso insinuante e irresistível brincando em seus lábios, enquanto se afasta lentamente, deixando-a imóvel, o coração disparado e o rosto em chamas diante daquela provocação.

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