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A Escolha Certa com o CEO Errado romance Capítulo 58

Ao adentrar a sala, Dominic se depara com Charles aguardando-o de pé em frente ao sofá, sua postura imponente emanando uma autoridade como um juiz prestes a proferir sua sentença.

— Você precisa de tratamento, jovem. — Charles declara, com seriedade, cada palavra carregada de condescendência. — Esse descontrole é inaceitável.

— Vá se foder! — Dominic cospe as palavras, abandonando completamente sua habitual educação. — Certamente, quando for internado, terei o prazer da companhia da sua adorável filha psicótica. — Dispara, satisfeito ao ver o impacto de suas palavras, enquanto segue em direção à saída sem se dignar a esperar uma resposta.

Na saída, seu olhar recai sobre o paletó jogado ao chão, uma imagem que simboliza perfeitamente o caos daqueles momentos. Com movimentos deliberadamente controlados, mesmo em meio à fúria que o consome, abaixa-se para recolhê-lo. Caminha até seu carro com passos firmes, apoiando-se na lataria onde se apoia como uma estátua quebrada.

— Como odeio essa m*****a família! — Resmunga, entre dentes, suas mãos se fechando em punhos, enquanto a fúria continua pulsando em suas veias como uma corrente incontrolável, alimentando cada pensamento sombrio.

No interior da mansão, Grant finalmente consegue domar sua própria indignação pelo comportamento insolente do neto e retorna à sala principal.

— E Noah? — Grant questiona, franzindo o cenho ao encontrar Charles sentado no sofá, a tranquilidade estampada em seu rosto destoando completamente do caos recente.

— Natasha o está conduzindo ao hospital. — Charles responde, com um tom quase desinteressado, enquanto retira um charuto do bolso com elegância, que só reforça sua postura de poder inabalável. — Aceita? — Oferece, observando Grant declinar com um gesto breve, se dirigindo à saída.

No pátio, Grant solta um suspiro pesado ao avistar Dominic encostado em seu carro, a postura casual contrastando com a tempestade que havia criado. Aparentava uma serenidade quase insultante, como se o caos fosse apenas um leve inconveniente em seu dia.

Com passos firmes, se aproxima, parando diante do neto e cruzando os braços. Seu olhar experiente percorre Dominic, catalogando cada evidência do confronto recente, as marcas de sangue que mancham seus punhos, a respiração ainda levemente irregular sob o exterior controlado, e principalmente, aquele brilho sombrio no olhar que deixava claro que a tempestade estava longe de passar.

— Me deixe em paz, senhor Muller! — Dominic ordena, enquanto seu olhar frio se encontra com o do avô.

— Não, Dominic, não é isso! — Retruca, a voz mais áspera agora, finalmente deixando transparecer a frustração acumulada. Ele se aproxima um passo, como se a distância entre eles fosse a única coisa que o impedia de fazer o que precisava. — Nada com você é simples, isso é verdade. — Afirma, sua voz carregada de uma exaustão silenciosa. Ele estende a mão, quase como um gesto instintivo, tentando alcançar Dominic, mas o neto recua bruscamente, evitando o toque. — Mas, acredite em mim, tudo o que quero é te ajudar, filho. — Continua, agora com um tom mais suave, os olhos refletindo uma mistura de frustração e uma esperança ainda persistente. Ele observa Dominic com um olhar atento, quase como se estivesse esperando que, em algum momento, o neto entendesse finalmente o que ele estava tentando dizer.

— Pare de me tratar como um problema a ser resolvido. — Exige, sua voz carregada de um cansaço profundo, como se cada palavra fosse o peso de anos de frustração. Ele encara Grant com olhos desafiadores, reconhecendo as táticas manipuladoras do avô. — Direcione seus cuidados e ajuda para o neto que realmente está fora de controle. — Completa, o tom firme, mas com uma amarga resignação.

— Você não pode julgar o Noah. — Retruca, com severidade, sua irritação crescendo a cada segundo com essa implicância doentia de Dominic com o irmão. — Não depois de quase matá-lo. — Adverte, a hipocrisia da postura julgadora do neto o enfurecendo. — A vida toda, você sempre machucou seus irmãos. — Acrescenta, com amargura, as lembranças de uma infância problemática pesando em cada palavra.

A expressão de Dominic se fecha instantaneamente, uma sombra de dor antiga cruzando seu olhar antes de ser rapidamente mascarada pelo habitual sorriso sarcástico.

— Bem, o senhor já me culpa pela morte de um. — Dispara, com frieza, observando o carro do motorista estacionar próximo a eles. — Mas ao menos dessa vez teria razão. Afinal, seria um assassinato bem-planejado e não um acidente. — Acrescenta, cada palavra tem uma tristeza que deixa o ar pesado entre eles. Sem esperar por respostas, ele entra no veículo e b**e à porta com força desnecessária, o som ecoando como sua última provocação. — Por favor, me leve para casa, senhor Rivera. — Pede, encostando a cabeça no banco, seus olhos se fechando num gesto de exaustão física e emocional, mas o meio sorriso em seus lábios ainda carrega o veneno de suas últimas palavras.

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