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A Escolha Certa com o CEO Errado romance Capítulo 61

Dominic ajusta rapidamente o roupão, seu corpo se movendo por instinto para criar uma barreira protetora entre Vivienne e seu avô. A presença não solicitada de Grant, após ignorar sistematicamente suas ligações, só aumenta sua irritação.

— A que devo a honra desta visita matinal, senhor Muller? — Questiona, embora o sarcasmo seja evidente, seu tom formalmente hostil deixa clara sua contrariedade com a visita.

— Quem é essa adorável jovem? — Grant pergunta, com uma falsa cordialidade que faz Dominic quase revirar os olhos. — Seja educado, filho, me apresente. — Insiste, com uma doçura estudada que faz o estômago de Vivienne revirar.

Dominic arqueia uma sobrancelha, como se algo o incomodasse, embora não consiga identificar o que exatamente. Ele dá um passo calculado para o lado, abrindo espaço e fazendo Vivienne parecer ainda menor diante dele.

— Perdoe minha falta de modos. — Dominic começa, com um sorriso forçado que mal esconde sua irritação. — Permita-me apresentar a mais recente adição à nossa disfuncional árvore genealógica. — Declara, sua voz transbordando ironia, como se fosse natural. — Essa é Vivienne Bettendorf, a futura mãe dos seus bisnetos. — Acrescenta, olhando para Vivienne, notando a tensão crescente em sua postura. — Vivienne, esse é meu adorável avô, Grant Muller. — Apresenta, a provocação nas palavras parece quase um insulto. — Especialista em visitas surpresas e manipulações familiares. — Finaliza, arrancando uma risada seca de Grant, que claramente está controlando a raiva que se mistura à sua máscara de gentileza.

— Sempre brincalhão! — Grant responde, tentando manter a compostura diante das provocações, enquanto lida com os insultos mascarados no sarcasmo irritante de Dominic.

— Se… — Vivienne tenta falar, mas é interrompida bruscamente.

— Senhorita Bettendorf, é um prazer finalmente conhecê-la. — Grant cumprimenta, sua voz suave, mas com uma intensidade que a faz se sentir pequena diante dele. De repente, ele a puxa para um abraço, seus braços fortes envolvendo-a com força, mas o gesto parece mais uma armadilha do que uma saudação. — Se você ousar abrir a boca, será a última vez. — Sussurra, em seu ouvido, sua voz carregada de uma ameaça tão fria que provoca um arrepio imediato em sua espinha. — Uma mulher tímida, pelo visto. — Observa, afastando-se com um sorriso dissimulado, que exala anos de manipulação bem ensaiada. O olhar que lança a ela é calculado, como se estivesse analisando cada fraqueza que pudesse explorar.

— Você está bem? — Dominic pergunta, seus olhos estudando cada mudança na expressão dela. A Vivienne provocadora de minutos atrás foi completamente substituída por alguém que parece prestes a fugir.

— Mas, Dom...

— Sem “mas”, senhor Muller. — Interrompe, sua paciência claramente esgotada. — Escritório ou rua, a escolha é sua! — Finaliza, seu tom firme, deixando claro que não há margem para discussão, enquanto guia Vivienne até uma sala de jantar impecavelmente arrumada. — Senhora Valens, por favor, nos dê um minuto. — Solicita, puxando a cadeira para Vivienne com uma gentileza que contrasta com sua postura impaciente, sentando-se ao lado dela. — Algum problema? — Pergunta, a voz grave, quase desafiadora, mas com um toque de preocupação que tenta esconder. Ele observa Vivienne negar com a cabeça, mas o gesto não o tranquiliza. Ao contrário, a aversão dela em não o encarar aumenta ainda mais a inquietação dele. Ele se move rapidamente, puxando a cadeira dela e virando-a para si, suas mãos se fechando no rosto dela com firmeza. Suas mãos, inicialmente firmes, tocam suavemente as bochechas de Vivienne, mas não há como esconder a tensão nos dedos que a seguram. A preocupação em seus olhos é evidente, enquanto a encara com intensidade. — Vivienne, você já conhecia o meu avô? — Questiona, a voz agora carregada de uma inquietação perceptível. A possibilidade de que Grant tenha feito algo que a abalasse o afeta de forma que ele não consegue disfarçar. Sua mandíbula se aperta levemente, uma pequena linha de tensão se forma entre suas sobrancelhas, enquanto aguarda a resposta dela, mas ele já sabe que, mesmo que ela negue, algo está errado.

— Não, claro que não! — Vivienne responde, a voz mais aguda do que o esperado, suas mãos tremendo levemente sob as pernas. — Apenas ouvia falar sobre ele quando trabalhava na Muller Capital Partners. — Acrescenta, sua respiração ligeiramente mais curta, enquanto as palavras de Grant ecoam em sua mente, como uma ameaça persistente. O estômago dela revira e a sensação de desconforto se intensifica, uma mistura de medo e incerteza que ameaçam transbordar.

— Certo. — Responde, depositando um leve beijo na testa dela, ajustando cuidadosamente sua cadeira em frente à mesa, ciente de que a pressionar não trará resultados. — Por favor, se alimente. — Instrui, demonstrando um misto de autoridade suave e uma necessidade de cuidar dela, não só por ela mesma, mas pelos bebês. Com um último olhar, se afasta, saindo da sala com passos decididos, mas carregados de uma leve hesitação. Ele adentra a cozinha, tentando processar tudo o que aconteceu até ali. — Senhora Valens, por favor, atenda a senhorita Bettendorf. — Solicita, com a autoridade habitual, mas sua voz parece quase distante, como se ele estivesse mais preocupado com o que estava por vir. Sem esperar resposta, segue diretamente para o seu quarto, onde a necessidade de se preparar, de organizar seus próprios pensamentos, o consume.

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