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A Escolha Certa com o CEO Errado romance Capítulo 63

Grant levanta-se com deliberada lentidão, ajustando os punhos da camisa sobre o terno num gesto provocativo. Com passos calculadamente vagarosos, aproxima-se do bar particular, examinando as bebidas com uma falsa casualidade que beira a afronta.

— Você realmente não deveria manter tantas tentações ao seu alcance. — Grant adverte, voltando-se para Dominic com a garrafa de uísque mais cara da coleção.

— Apenas esclareça suas ações. — Dominic exige, pressionando as têmporas numa tentativa de conter sua fúria crescente. — Por que insiste em me provocar quando conhece, intimamente, as devastadoras consequências? — Pergunta, contornando a mesa para assumir sua posição. — Suas patéticas tentativas de desviar o foco com provocações baratas não funcionarão. — Garante, sua voz carregada de convicção, enquanto cruza os braços, uma postura firme que exala determinação. — Então, por que não apresenta logo sua versão mentirosa dos fatos? — Sugere, a provocação escorrendo em cada sílaba. — Assim, sou forçado, mais uma vez, a iniciar minha investigação sobre suas verdadeiras ações. — Completa, seu olhar afiado, deixando claro que reconhece e despreza cada tentativa de manipulação do avô.

— Impressionante, como a mocinha não deposita a mínima confiança em você. — Comenta, com malícia, girando o uísque no copo como se conduzisse uma orquestra do caos. — Tenho absoluto controle sobre cada respiração em minha empresa. — Afirma, ocupando a cadeira com a arrogância de um rei em seu trono. — Conheço intimamente cada funcionária que sucumbiu aos encantos de Noah. Sempre fiz questão de lembrá-las de sua insignificância. Com sua pequena selvagem, não foi diferente. — Mente, com a precisão de um homem experiente, observando a máscara de indiferença do neto, plenamente consciente de sua descrença. — Não se aflija, filho, ela apenas se assustou diante de minha presença. Você conhece bem minha natureza dominante. — Acrescenta, saboreando a tensão palpável em Dominic. — Aliás, você escolheu deploravelmente a mãe de seus herdeiros. Ela é absurdamente agressiva e carece completamente de refina…

— Não, eu definitivamente não escolhi. — Rebate, cortando-o com evidente irritação. — Aprecio cada aspecto de sua natureza indomável. — Admite, sustentando o olhar de repulsa do avô. — Afinal, apenas uma mulher de espírito inquebrável sobreviveria ao campo minado que é esta família. Tem sido um prazer imensurável que justamente ela carregue meus filhos. — Continua, cada palavra destilando desafio. — E sinceramente? Lamento profundamente que ela não tenha transformado sua mão em um alvo permanente naquela mesa. — Declara, saboreando o breve lampejo de surpresa nos olhos do avô. — Não temos mais nada a discutir. Retire-se da minha casa. — Ordena, com autoridade, reconhecendo os sinais de seu próprio controle, se esvaindo perigosamente.

— Ainda não, filho! — Rebate, com firmeza, depositando o copo na mesa com um gesto deliberado. — Precisamos conversar sobre o Noah. — Declara, o peso na voz sugerindo que o assunto exige atenção imediata.

— Oh, ele ainda respira? — Indaga, com ironia, mantendo sua seriedade, enquanto provoca deliberadamente.

— Sua mãe deve estar se contorcendo em seu túmulo neste momento. — Declara, com crueldade, sua expressão, alterando-se gradualmente em irritação.

— Ah, certamente que não. — Retruca, instantaneamente, apropriando-se do copo de uísque abandonado pelo avô e bebendo seu conteúdo num único gesto. — Afinal, a esta altura ela não passa de pó. — Acrescenta, com frieza idêntica, embora seus olhos traiam momentaneamente a vulnerabilidade e a tristeza profunda ao mencionar a mãe.

— Você é verdadeiramente desprezível, Dominic.

— Saia! — Ordena, sua voz quebrando, escancarando a porta, enquanto cada fibra de seu ser pulsa com dor contida. — Mandei você sair! — Grita, seu punho encontrando a parede com a força de anos de acusações acumuladas. — O senhor me acusa incessantemente por um maldito acidente, transforma minha existência em um inferno, mas trata a verdadeira responsável como uma filha preciosa. — Murmura, lutando contra as lágrimas que as memórias daquele dia fatídico insistem em provocar. — Pergunte ao Noah o que de fato aconteceu, já que nunca sequer me deu o direito de contar a verdade. — Declara, enquanto tenta, com esforço visível, recuperar o controle de si. — Retire-se imediatamente, senhor Muller, ou serei responsável pela morte de mais um membro desta família. — Afirma, sua voz reduzida a um sussurro, enquanto fecha os olhos, desejando desesperadamente escapar desta existência sufocante.

— Odiarei você e tudo que vier de você até meu último suspiro. — Dispara, cada palavra carregada de um ódio profundo. Seu desprezo não é apenas pela existência do neto, mas por cada parte dele, cada respiração, cada batida de seu coração, enquanto atravessa a porta como uma sombra de amargura que se recusa a desaparecer.

— Já decorei cada palavra desse mantra de ódio. — Responde, batendo a porta com força. Sua testa encontra a madeira fria, buscando desesperadamente algum alívio, enquanto tenta conter as emoções que ameaçam transbordar de seu peito. — Preciso escapar desse inferno. — Resmunga, sua respiração pesada e irregular, denunciando sua luta interna por controle.

E então, como um choque inesperado no turbilhão de suas emoções, ele sente braços delicados envolverem sua cintura. O gesto, carregado de uma ternura que há tanto tempo parecia inalcançável, o desarma por completo.

— Sinto muito — Vivienne murmura, com uma suavidade que contrasta com toda a violência anterior, encostando sua testa nas costas largas dele, oferecendo silenciosamente o tipo de conforto que palavras jamais poderiam expressar, como se tentasse absorver um pouco da dor que o consome.

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