Sara e Tyler estiveram juntos por longas horas, até almoçaram juntos no quarto dela, em clima de romance e muito carinho, o que estava a deixando nas nuvens, depois da refeição, eles tiraram um cochilo, do qual só despertaram ao fim da tarde.
– dormiu bem, passarinho? – ele perguntou em um sussurro assim que ela acordou.
– sim, podemos ficar um pouco mais na cama, não é? – ela perguntou ainda sem ter noção da hora.
– Na verdade não passarinho, já é quase noite. – disse ele lembrando-se do jantar que teriam a noite, chegou sentir certo medo, coisa que não costumava sentir.
– tudo bem, então vou levantar para me aprontar. – disse ela, em seguida sentou-se e soltou um longo suspiro, ele vendo o desconforto, a puxou para seu colo e a abraçou.
– passarinho, é só essa vez, lhe prometo, lhe juro que não será mais exposta a isso, a eles, a menos que queira…
– não, eu não quero, por mim não os veria nem desta vez. – disse ela com certo rancor, apesar de ser doce e compreensiva, Sara não conseguia perdoar os anos de maus tratos vividos.
– tudo bem, passarinho. – disse ele, sentia na pele a preocupação do mal estar que ela sentiria, ainda sim, seu lado vingativo falava mais alto e queria esfregar na cara dos pais dela o quão bem Sara estava.
Em seu quarto, Tyler tomou um banho e se aprontou para o jantar, estava pensativo, pensando em como Sara iria reagir ao saber o que ele havia feito, ele respirou fundo, por primeira vez em anos estava sem coragem para fazer algo, para conseguir a coragem que precisava, ele foi até seu escritório, de um armário que havia lá, ele retirou uma garrafa de whisky, pegou um copo e após abrir a garrafa o preencheu com a bebida e tomou um longo gole, mas não era o suficiente, precisava de mais, bem mais.
Quando Sara terminou de se aprontar, saiu em busca de Tyler, uma das empregadas lhe disse que havia o visto entrando no escritório, ela logo foi em busca dele, ansiosa para que ele aprovasse a forma a qual havia se arrumado, mas preocupada com o rumo que aquele jantar teria.
– Tyler. – disse ela assim que abriu a porta, então o viu, em frente a mesa, enchendo mais um copo de whisky, ela suspirou, ele estava tão bonito, tão sexy.
– está deslumbrante. – disse ele fixando seu olhar nela, Sara estava usando o vestido por ele escolhido, nas orelhas um brinco simples, apenas um ponto de luz, no pescoço uma gargantilha, que deixava o look ainda mais sexy, no pé, uma sandália de tiras, e como Tyler havia imaginado, o vestido havia desenhado bem seu corpo e deixado os lindos seios dela em evidência.
– obrigada…está bebendo?
– só um pouco, pra ficar mais leve. – ela franziu a testa, ele parecia preocupado, então Sara se aproximou, segurou a mão dele e perguntou.
– Tyler, aconteceu algo sério?
– sim.
– o que? – ela perguntou, mas antes que ele pudesse responder, a campainha tocou, ele tomou o restante da bebida que havia no copo, o colocou sobre a mesa e disse.
– eles chegaram. – Sara suspirou reunindo suas forças, mas antes de saírem dali, ela o deu um abraço e disse.
– seja lá o que for Tyler, vai dar certo. – disse ela em um sussurro, aquilo o confortou um pouco, mas não totalmente.
Sara e Tyler seguiram em direção a sala de mão dadas, de longe ela avistou Donato e Margaret, Sara engoliu seco e apertou a mão de Tyler, sua mãe ao vê-la mais de perto, a olhou de cima a baixo, julgando exatamente tudo.
– boa noite Tyler. – Donato disse estendendo a mão para cumprimentá-lo.
– boa noite Donato, boa noite Margaret.
– sim, agora ela está bem, mas não graças a vocês. – disse ele com um olhar carregado de raiva, que chegava a causar desconforto em Donato. – como podem ver, agora além de linda, Sara está feliz, bem cuidada, sendo ela mesma, sem sombra de dúvidas foi a melhor escolha trazê-la pra cá.
– não me diga que está apaixonado. – disse Margaret com certo desdém.
– eu costumo dar valor as pessoas certas e Sara foi a melhor pessoa que conheci em toda a minha vida. – Tyler disse a olhando com doçura e firmeza, em seguida segurou a mão dela e depositou um beijo sobre a mesma, Margaret apenas revirou os olhos, ainda que nunca tivesse dito, tinha um relacionamento frustrado com Donato, ela gostaria de ter bem mais dele, mas ele nem de longe era um homem romântico, empenhado, protetor, assim como Tyler estava se mostrando com Sara.
– vamos ao assunto que importa. – disse Donato enquanto a empregada os servia.
– fale. – disse Tyler.
– nosso filho Loan sumiu, da noite para o dia, já o procurei em todo lugar, entrei em contato com amigos da máfia, mas ninguém conseguiu descobrir nada, por isso recorri a você, que tem muitos contatos, até mesmo dentro da polícia.
– já procurou no iml, vai que né… – disse ele em um tom divertido em seguida riu, mesmo sabendo do destino que ele mesmo havia dado a Loan, queria tornar aquele jantar o mais preocupante e incômodo para Donato e Margaret.
– não, não, meu filho não está morto, eu sinto que não. – Margaret disse um tanto alterada, aquilo doeu em Sara, saber que Loan mesmo sendo a pessoa asquerosa que era, tinha todo o amor dos pais, enquanto ela, nada.
– tenha calma querida, Tyler vai nos ajudar a encontrar Loan, não é, Tyler?
– claro, não se preocupem, irei ajudar. – disse ele, em seguida deu a primeira garfada e ficou em silêncio, e Sara também deu início a refeição.

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