Pelo restante do dia o clima foi leve, trocaram alguns beijos e carinhos, nada muito intenso. À noite, logo após o jantar, Sara foi para o quarto, estava sonolenta, ainda efeito da ressaca, Tyler queria ficar mais com ela, mas também não queria atrapalhar o descanso dela.
Passava da meia noite, Tyler estava em sua cama, imaginando o quanto seria bom tê-la naquele instante, caia uma chuva forte, havia trovões e a noite estava fria, seria perfeito abraçá-la, mas ela dormia tranquila em seu quarto, mal sabia ele que algo a faria o buscar. Os trovões estavam cada vez mais intensos, até que um superou todos os outros, e com ele a luz caiu deixando a casa completamente escura.
– já estou na cama mesmo. – disse Tyler, então não deu importância, em poucos minutos, ele escutou a maçaneta ser girada, ele rapidamente sentou-se, uma luz adentrou ao quarto, em meio a ela ele avistou Sara, usando uma curta e sensual camisola.
– está tudo bem passarinho? – ele perguntou.
– eu estava assustada com os trovões, então liguei a luz, mas agora ela caiu, posso ficar aqui com você? – ela perguntou manhosa.
– claro, vem cá. – ela sem demora foi, se colocando embaixo do cobertor dele, em seguida ela desligou a lanterna do celular e o colocou debaixo do travesseiro.
– o que será que houve com a luz? – ela perguntou manhosa enquanto se acomodava melhor embaixo do cobertor.
– espero que nada sério, Catherine foi ao mercado ontem, a geladeira está cheia, se demorar pode acabar estragando tudo.
– ai, meu sorvete. – disse ela o fazendo rir.
– não se preocupe, que não irei deixar você sem sorvete, formiguinha. – disse ele acariciando o rosto dela que sorriu. – amanhã é dia de buscar os resultados dos seus exames, Loren disse que eu verificasse se está tudo bem, e caso tivesse não precisaria de mais retornos. – Sara respirou fundo, por primeira vez ficou triste por estar bem, pois sabia que, se estivesse, o plano de Tyler se daria inicio. – quero te ver bem, te quero bem. – ele sussurrou, ela virou-se e se acomodou sobre o peito dele, era estranho a forma como os planos dele a causavam medo, mas ele a acalmava. A partir dali o silêncio se estabeleceu, e até o momento que adormeceram permaneceu.
Era manhã, Tyler acordou com ela ainda em seus braços, o abraçando forte, ainda chovia, mas desta vez a chuva era calma e fraca, seguia frio e ele puxou o cobertor os cobrindo melhor, ao se mexer, Sara acordou.
– Tyler…está pesado? – ela perguntou, aquela linda e doce voz rouca e sonolenta.
– não, estava apenas arrumando o cobertor, dorme mais, eu pretendo, não seria capaz de levantar dessa cama, sendo que você está nos meus braços. – ela sorriu e suspirou, aquela sensação era incrível, para ambos.
Quando levantaram naquele dia, era quase hora do almoço, eles fizeram a refeição juntos, então Tyler se dirigiu a clínica para buscar os resultados dos exames, enquanto Sara, ficou em casa, apreensiva pelos resultados. Lá mesmo na clínica, Tyler tratou de olhar cada página, e lá estava comprovada a saúde dela, ele sorriu e comemorou internamente enquanto se dirigia a seu carro, sentado no banco do motorista ele pegou seu celular e ligou para um restaurante a qual muito gostava e fez uma reserva para a noite, precisava comemorar com ela, estava tão alegre, tão apaixonado, mas um pensamento surgiu em sua mente, seu plano, ele suspirou, pensando em como poderia ser invasivo expor ela a um procedimento invasivo como uma inseminação artificial.


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