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A escolhida para gerar o herdeiro do mafioso romance Capítulo 50

Tyler e Sara estavam no banho, em meio a beijos, carícias e sorrisos, era leve, mas tinha o peso do sentimento deles, que os envolvia.

– por mim ficaria o dia todo com você. – disse ele enquanto suas mãos tocavam a esguia cintura dela.

– fica. – ela pediu em um sussurro.

– não posso, tenho um almoço importante.

– me leva com você. – ela disse enquanto depositava beijos pelo rosto dele.

– é um almoço de negócios, sei que todos iriam adorar você, mas se algum fosse desrespeitoso ou desse em cima de você, eu seria obrigado a matar. – disse ele a fazendo sorrir, ela sabia que ele estava disposto a tudo para protegê-la e aquilo a encantava. – daqui a um mês tenho uma festa para ir, e quero que me acompanhe, quero que todos vejam que tenho a mulher mais linda do mundo a meu lado. – disse ele, ela se acomodou nos braços dele, em um abraço e disse.

– vou adorar te acompanhar.

Após o banho, Sara foi para seu quarto, precisava se vestir, e já era quase hora de Tyler sair. Em seu quarto, enquanto se vestia, Sara pensava no delicioso momento que havia tido com seu marido, então lembrou-se que, mais uma vez ele havia despejado sua excitação dentro dela, seu coração se apertou, e o medo se espalhou, mas junto a ele a culpa, afinal ter filhos era o sonho dele, e ela sentia o peso de o negar isso, de fugir do motivo pelo qual havia sido comprada, mas o medo de ser usada era muito maior, com aquela ideia todos seus traumas se ativavam, quase a levando a desespero.

– eu não posso…– ela disse a si mesma, então terminou de se arrumar o mais rápido possível, pegou sua bolsa, dentro dela ela verificou se o cartão que ele havia lhe dado estava, vendo que sim, ela pegou seu celular e saiu do quarto, ao chegar na sala, viu ele, seu corpo estremeceu e ela desviou o olhar.

– vai sair amor? – ele perguntou se aproximando.

– sim…vou na farmácia.

– está se sentindo bem? – ele perguntou.

– sim, só vou comprar absorvente…e meu sabonete íntimo que está acabando. – disse ela, e isso nem era mentira, o sabonete dela realmente estava acabando. Tyler franziu a testa, tinha alimentado esperanças de que o enjoo que havia sentido na noite anterior teria sido sintoma de gravidez.

– sua menstruação desceu? – ele perguntou.

– não, ainda não. – Sara parou, pensou, então se deu conta, que já deveria ter descido a dois dias. – na verdade está um pouco atrasada, dois dias. – disse ela, Tyler suspirou, certa euforia tomou o interior dele, mas guardou para si, tudo que ele fez foi abraçá-la, iria esperar um pouco mais pra só então falar a ela da possibilidade.

Depois da breve conversa, Tyler e Sara se despediram, cada um seguiu seu caminho, ao chegar na farmácia, Sara pegou o que havia dito a ele, em seguida foi até uma farmacêutica.

– no que posso ajudar? – a moça perguntou.

– preciso de uma pílula do dia seguinte. – disse Sara, a moça sem demora pegou e entregou a ela. – ah, poderia me dar mais uma, vai que acabo vomitando, e não moro tão perto da farmácia. – disse ela, mas na verdade só queria estar preparada para quando acontecesse de novo.

– a senhora tem razão, é bom prevenir. – Sara comprou também uma garrafa de água, e ali mesmo após pagar ela tomou uma das pílulas, Sara apesar de saber para que servia a pílula do dia seguinte, não tinha noção do quão mal elas poderiam fazer quando usadas várias vezes em um curto espaço de tempo, e em dois dias, aquela já era a segunda.

Ao chegar em casa, Sara já não se sentia bem, sentia-se enjoada e sonolenta, para evitar vomitar, ela seguiu para seu quarto, nem mesmo se trocou, só escondeu a outra pílula, em seguida deitou-se, não levando mais que dez minutos para dormir. Tyler chegou em casa por volta das três da tarde, e logo tratou se ir ver ela, ele foi até o quarto de Sara, bateu na porta mas ela não respondeu, então ele abriu, a vendo dormindo, com a mesma roupa que havia a visto sair.

– passarinho, Sara. – ele chamou, mas ela não acordou, então ele se aproximou e sorriu a admirando. – primeiro o enjoo, depois o atraso e agora sono fora de hora. – ele sussurrou, já se sentia pai, Tyler deslizou a mão pelo cabelo, mais uma vez suspirou, em seguida saiu, a deixando descansar.

Quase às seis da tarde, Tyler mais uma vez foi até o quarto dela, que seguia dormindo, então sentou-se ao lado dela lhe acarinhando e a chamou.

– meu amor…precisa levantar, já dormiu a tarde inteira.

– Tyler…que horas são? – ela perguntou, estava desnorteada.

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