Os primeiros raios de sol começaram a aparecer, ainda chovia, Tyler suspirou frustrado, em algumas horas Sara estaria indo pra uma das consultas mais importantes da gestação, e daquela forma, ele não poderia ir.
– que droga, porque justo hoje? – ele perguntou, quando mexeu seu braço sentiu a dor se intensificar, seus olhos se encheram de lágrimas, não dá dor em seu braço, estava machucado por dentro, mas não ia mais ficar ali, tinha que fazer algo. Tyler abriu o portão luvas, em busca de algo que pudesse proteger seu celular da chuva, o que encontrou foi uma embalagem vazia de salgadinho deixado por Sara, ele sorriu lembrando se dela, então pegou, sacudiu os farelos que restavam dentro, em seguida enrolou seu celular com dificuldade, seus dedos estavam inchados, mas conseguiu, logo em seguida saiu do carro, sem se importar com a chuva, sua ideia era caminhar o suficiente para conseguir sinal, ou encontrar alguém que lhe desse carona.
Sara acordou às seis da manhã, ao deslizar a mão pela cama viu que Tyler não estava ali, ele não havia voltado, ela suspirou, então se levantou, precisava se aprontar, para tomar café da manhã, em seguida ir para consulta, em sua mente, ela imaginava que ele chegaria a qualquer momento.
– ele deve ter dormido em hotel, por conta da chuva. – disse ela, então pegou seu celular e enviou uma mensagem pra ele.
Tyler caminhava na chuva, já havia andado por bons quilômetros, seu corpo tremia de frio, estava inteiramente molhado, com isso seu braço doía mais ainda, mas não lhe importava, só queria chegar em casa, foi quando ele avistou um carro, seguindo em direção a cidade, aquele já era o terceiro, ele acenou, mas o carro passou por ele rápido, ele se sentiu frustrado, mas não parou continuou caminhando, já cansado, ele parou embaixo de uma árvore a beira da estrada, foi então que sentiu seu celular vibrar, seu coração se aqueceu, ele cuidadosamente o retirou do bolso, eram notificações, havia encontrado sinal, a primeira coisa que fez foi ligar para Patrick.
– e aí papai do ano, ansioso pra descobrir o sexo do bebê? – Patrick perguntou animado.
– Patrick, preciso de ajuda, como você sabe, ontem estava em uma negociação com Tores, o que durou muitas horas, mas na volta sofri um acidente, perdi o controle ao atropelar uma raposa e bati em uma árvore.
– ah Deus, como você está? Onde está?
– ainda na estrada, no local do acidente estava sem sinal, tive que andar vários quilômetros na chuva até conseguir sinal, preciso que mande alguém me buscar.
– você se machucou, está tudo bem?
– eu estou bem, só manda alguém, agora. – disse Tyler, em seguida soltou um longo suspiro, com a voz sofrida disse. – eu não vou chegar a tempo de acompanhar Sara na consulta.
– Tyler, vai dar tudo certo.
– como vai? Eu vou perder um dos momentos mais importantes da gravidez da minha esposa. – ele disse aflito.
– olha pelo lado bom.
– que lado bom, Patrick?
– você tá vivo Tyler, poderia ter sido pior. – disse ele, Tyler suspirou aliviado, mas não totalmente, agradecia por estar vivo, mas estava chateado por perder aquele momento.
– você tem razão, por favor, não conta pra Sara o que aconteceu, não quero que ela se preocupe, vou avisar pra ela que não chegarei a tempo da consulta.
Após encerrar a ligação, Lorence se aproximou de Patrick, vendo nele a aflição, ela buscou em seu rosto indícios do que havia acontecido, mas não encontrou, então perguntou.
– está tudo bem?
– não, Tyler sofreu um acidente. – ele contou.

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