Assim que Beatriz enviou a mensagem, um grande ponto de exclamação vermelho apareceu ao lado dela.
O seu coração falhou uma batida. Arthur a havia bloqueado de novo.
A respiração de Beatriz descompassou-se. Ela franziu o cenho ao encarar a tela da conversa e soltou uma risada fria e repentina.
O que ele queria dizer com aquilo? Aquilo era um tratamento de silêncio para ignorar a situação?
Ela abriu os contatos, procurou o número de Arthur e ligou. Descobriu que o seu número de telefone também havia sido bloqueado.
Beatriz não desistiu. Uma raiva imensa ferveu dentro dela. Ela ligou para Jonas Mendes, que atendeu muito rapidamente:
— Senhora, em que posso ajudar?
O tratamento que Jonas utilizou fez os lábios de Beatriz curvarem-se com ironia:
— Estou procurando o seu chefe, o Sr. Diniz.
— O Sr. Diniz... — Jonas hesitou e, apertando os lábios, disse: — O Sr. Diniz pegou um voo esta manhã. Foi para o exterior.
— Se precisar de alguma coisa, pode me dizer. Eu cuido de tudo para a senhora.
Exterior...
Será que ele fora procurar Sophia Lemos outra vez?
Beatriz respondeu com uma voz sombria:
— Diga a ele que preciso falar com ele. Quando ele tiver um tempo, mande-o me procurar.
— Senhora... — Jonas pesou as palavras e respirou fundo: — Houve algum mal-entendido entre a senhora e o Sr. Diniz? Entre casais, é normal ter brigas... Eu consigo ver que o Sr. Diniz se importa muito com a senhora.
Para Beatriz, aquelas palavras não significavam nada. Sendo secretário de Arthur, era óbvio que ele defenderia o patrão.
— O seu chefe sabe que você está me dizendo tudo isso? — Beatriz retrucou com frieza. — Isso partiu dele?
Jonas ficou surpreso. Mesmo pelo celular, ele podia sentir a aura de frieza vindo do outro lado da linha.

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