Beatriz riu desdenhosamente, ignorando por completo as atitudes da Sra. Lemos.
Tirou da bolsa um cotonete com iodo para desinfetar os ferimentos de Nicolas.
Havia marcas de arranhões em seu braço. Ela agiu com muita delicadeza; Nicolas franziu a testa, mas não emitiu um único som de dor.
Enquanto limpava, Beatriz soprava levemente, com movimentos extremamente suaves.
Sophia chegou rapidamente, acompanhada de Arthur.
Ao ver Beatriz cuidando de Nicolas com tamanha dedicação, o rosto de Arthur não ficou nada bom, e seus olhos adquiriram um tom excepcionalmente sombrio.
Sophia também pareceu não esperar que fosse Beatriz ali e, surpreendentemente, que ela tivesse um filho tão grande.
Ela virou a cabeça para olhar Arthur e franziu a testa, especulando se aquele menino não seria, na verdade, filho dos dois...
A Sra. Lemos, ao vê-los chegar, fez um alvoroço choroso e arrastou Gustavo até eles.
— Ainda bem que vocês chegaram! Sophia, você não sabe o quão absurda essa mulher é. Ela não para de intimidar a mim e ao Gustavo! — A Sra. Lemos choramingava, lamentando-se a cada palavra.
— Mãe, não se exalte. O que exatamente aconteceu aqui? — Sophia franziu a testa.
— O seu sobrinho xingou o meu filho sem nenhum motivo e ainda o machucou. — Beatriz, neste momento, levantou-se e olhou-a diretamente nos olhos.
— Se necessário, chamarei a polícia para resolver isso. Afinal, o jardim de infância tem câmeras de segurança.
Sophia paralisou, pois conhecia muito bem a índole de sua própria mãe e o gênio de Gustavo.
— Mãe, qual é o problema de vocês? Está claro que foram vocês que erraram primeiro. Peçam desculpas a eles imediatamente. — Ela virou-se para repreender sua mãe e o sobrinho.
— Sinto muito, minha mãe já tem certa idade, e a criança é pequena, não entende muito bem as coisas. — Com um semblante constrangido, ela olhou novamente para Beatriz.

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