Beatriz cedeu e acabou levando Nicolas ao jardim de infância.
— Mamãe Bia. — Nicolas olhou para ela, com sua doce voz infantil: — Meu resfriado já passou ontem à noite. Hoje só estou com um pouco de nariz escorrendo. Se eu me sentir mal, vou pedir para a professora ligar para você, não se preocupe.
Apesar da pouca idade, a maturidade de Nicolas chegava a doer no coração de quem via.
— Pode entrar. — Beatriz olhou profundamente para ele e acariciou sua pequena cabeça.
Ela voltou ao trabalho no Hospital Huadong e, logo após terminar uma cirurgia, recebeu uma ligação do jardim de infância.
Disseram que a criança havia tido um conflito com outro menino e que acabaram brigando.
Beatriz suspirou fundo, pediu licença do trabalho rapidamente e foi até o jardim de infância.
Assim que chegou, viu que Nicolas estava todo coberto de poeira e havia arranhões em seus braços.
Beatriz ficou com o coração apertado. Apressou-se em verificar se ele tinha outros machucados e perguntou o que havia acontecido.
— Seu filho brigou com o outro menino, veja como ele o deixou. — A professora, de braços cruzados, encarou Beatriz.
Beatriz olhou para a criança ao lado. Era um menino gordinho que, além de estar um pouco sujo, não apresentava nenhum ferimento visível.
O responsável pela outra criança também se aproximou, e era uma velha conhecida.
A mãe de Sophia.
— Então o filho dessa mulher sem vergonha bateu no meu neto!? — A Sra. Lemos soltou um riso frio ao ver Beatriz.
— Esse bastardozinho tem que se curvar e pedir desculpas ao meu neto agora mesmo!
— Bebê, conte para a mamãe, o que aconteceu? — Beatriz franziu a testa, olhando gentilmente para Nicolas.

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