A expressão no rostinho de Sophia congelou: — Então, no fundo do seu coração, você ainda guarda rancor de mim por alguma coisa...
Ela apertou os lábios, com um olhar de extrema mágoa: — Você havia me prometido que iria ao meu casamento com o Arthur, não vai voltar atrás, vai? Se não for, as pessoas realmente vão pensar que sou a amante.
De fato, Beatriz havia prometido.
Beatriz observou Arthur e Sophia.
Pelo que Sophia dizia, os dois iriam se casar?
— Basta me enviar o convite.
Sophia mordeu o lábio: — Assim que o bebê nascer e eu me recuperar, faremos a cerimônia. Antes, era você quem cuidava da gestação. Agora, no exterior, estamos na mesma escola, o que prova que ainda temos um vínculo. Por isso, gostaria muito de pedir que continuasse cuidando de mim e do bebê.
— Além disso, lá no Brasil, ninguém conhecia a minha condição de saúde tão bem quanto você. Buscar outro médico no exterior deixaria o Arthur e eu inseguros; é sempre mais confiável ter alguém conhecido.
Com um olhar indiferente, Beatriz respondeu: — Sinto muito, mas não tenho tempo para cuidar da sua gestação. Existem muitos médicos excelentes no exterior, peça ao seu namorado para procurar alguém mais capacitado.
Ela recusou diretamente, quase sem pestanejar.
— Arthur... — Sophia balançou o braço dele, com um tom manhoso.
Com um olhar inexpressivo, Arthur virou-se para Beatriz: — Vamos conversar.
— Não tenho nada para conversar com você. — Beatriz respondeu com frieza, dando um passo para sair.
No entanto, foi impedida por Arthur: — Apenas cinco minutos.
— Sophia, entre na escola primeiro e me espere. Assim que eu terminar de conversar com ela, vou ao seu encontro.
Sophia apertou os lábios e assentiu com a cabeça.
— Beatriz, então converse com calma com o Arthur. Fiquei muito tempo em pé e minha lombar está doendo bastante mesmo.

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