— Se você se perder por aqui, é só me ligar. Não importa onde esteja, eu virei buscá-la.
Foi a última coisa que Alistair disse antes de ir.
Beatriz apenas sorriu sem responder. Ela era fluente em inglês, conseguia ler qualquer placa e também tinha o GPS. Perder-se era uma situação que dificilmente aconteceria com ela.
No entanto, não esperava que, ao sair da escola, avistaria um carro executivo preto estacionado na entrada.
Arthur e Sophia desceram do veículo.
Beatriz franziu levemente a testa.
— Beatriz? — O rosto de Sophia se iluminou em um sorriso. — Então você também estuda nesta escola, que coincidência incrível.
— A escola que o Arthur escolheu a dedo para mim é realmente excelente, a ponto de até a Beatriz vir para cá.
Beatriz lançou um olhar para a mão de Sophia, que segurava firmemente o braço de Arthur, e logo depois desviou os olhos.
Não tinha paciência para lidar com Sophia.
E, quanto a Arthur, tinha menos vontade ainda de vê-lo.
O caso em que seu pai havia sido preso injustamente anos atrás sequer fora solucionado, e agora havia mais um caso suspeito de assassinato.
Esse mesmo processo custou a vida do seu pai e destruiu toda a família Cavalcante.
E tudo aquilo parecia ter relação com a Família Diniz.
Contudo, sem provas, não era algo que ela pudesse simplesmente dizer.
Beatriz deu um passo para ir embora.
— Beatriz, você me odeia por eu ter tirado o Arthur de você? É por isso que não quer nem falar comigo agora? — Sophia a chamou, detendo-a. — Na verdade, não precisa me odiar. Arthur não a ama, e o divórcio de vocês não aconteceu por minha causa...
— Se eu fiz algo que te magoou, fala comigo diretamente. Senão, vou ficar a noite toda remoendo isso e não vou conseguir dormir. Até o bebê que carrego na barriga vai sofrer junto comigo, sem poder descansar...

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