Sophia estufou a barriga e apoiou a cintura:
— Beatriz... eu estou meio incapacitada. Com os meses já avançados, fazer qualquer coisa é um esforço. Você poderia me ajudar e pegar a água quente e a toalha? Eu mesma vou limpá-lo.
— Onde fica o banheiro?
Sophia apontou a direção do banheiro.
Beatriz se virou para caminhar até lá, mas o homem no sofá esticou a mão, agarrando o pulso dela, enquanto murmurava:
— Esposa, não vá...
O rosto de Sophia enrijeceu.
Ela lançou um olhar para Beatriz e rapidamente estendeu a mão para afastar os dedos de Arthur do braço de Beatriz:
— Arthur, você pegou a pessoa errada. Sua esposa está bem aqui.
Beatriz repuxou os cantos dos lábios e foi preparar a água quente e a toalha.
Sophia, de forma atenciosa, secou o suor fino na testa de Arthur.
Mas sempre que ela tentava limpar, Arthur a empurrava, recusando.
Depois de repetir isso várias vezes, Sophia não aguentou mais. Ela se virou para Beatriz e reclamou, meio sorrindo:
— Beatriz, como você aguentava ele antes? É muito difícil agradá-lo.
— Ainda bem que você já o deixou e agora é apenas a ex-esposa.
Mais uma vez, Sophia usava suas palavras para reafirmar o seu território.
— A propósito, como foi quando o Arthur preparou a aliança de casamento para você? — Sophia perguntou. — Tenho a impressão de que ele anda muito misterioso ultimamente, como se estivesse preparando alguma surpresa para mim... O bebê está prestes a nascer, e o casamento é apenas uma questão de tempo.
O tom de Beatriz era neutro:
— Não sei, talvez a família dele tenha preparado.

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