— Eu cumprirei o que lhe prometi; eu não concordaria com você e, ao mesmo tempo, a forçaria a fazer uma amniocentese.
Ele fez uma pausa e olhou para ela, ainda em silêncio.
— A médica disse que o bebê ainda está na sua barriga. Por favor, pelo bem do bebê, fale comigo, está bem?
O coração de Beatriz se apertou.
O bebê ainda estava ali...
O peito dela encheu-se de dor.
O bebê, que já era tão frágil, havia sido submetido à força a um sofrimento tão imenso.
A culpa era dela, por ser uma mãe inútil.
— Ou o que você quer que eu faça? — Arthur olhava profundamente para Beatriz.
Era raro ele se dispor a explicar.
— Eu ia viajar para o exterior. Jonas me ligou, mas o meu celular estava desligado e eu não atendi.
— Sophia...
Ao mencionar esse nome, Arthur fixou o olhar no rosto de Beatriz, observando as suas reações emocionais.
Se houvesse a menor alteração na expressão de Beatriz, ele pararia de falar, mas, supreendentemente, ela não teve reação alguma. Ao escutar aquele nome, o rosto dela continuou tão sereno quanto águas paradas.
— Antes de eu embarcar, ela me encontrou no aeroporto, dizendo que tinha algo importante a tratar... — Ele apertou os lábios e continuou.
— Que o seu pai havia visitado este hospital no passado e que testes importantes haviam sido feitos aqui. Eu vim para verificar se o seu pai realmente esteve aqui.
— Quando cheguei com ela ao hospital e vi os meus pais, o meu primeiro pensamento foi que eles também estavam interessados em comprá-lo. — Arthur prosseguiu.
Ele não imaginava que, a apenas uma porta de distância, a própria esposa estivesse na sala de cirurgia.
O homem continuou se explicando lentamente para ela.

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