Os amigos do círculo social de Arthur sempre acreditaram que Beatriz era uma mulher calculista.
Após a queda da família Cavalcante, ela teria se aproveitado de um favor insignificante, prendendo-se desesperadamente à Família Diniz e tramando para casar-se com Arthur.
O homem franziu as sobrancelhas com força, pegou o casaco e se levantou:
— Não fale sobre o que não deve ser dito.
Dito isso, abriu a porta do camarote e foi embora.
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Após terminar de conversar com a equipe de especialistas, Beatriz foi à unidade de terapia intensiva ver a mãe.
A mãe deitada na cama com o rosto pálido; Beatriz a encarava firmemente. Seu coração se apertava de medo, medo de que a mãe partisse e a deixasse para sempre.
Quando saiu, o céu já havia escurecido.
O telefone tocou, e era Arthur perguntando onde ela estava e mandando que descesse.
Beatriz não perdeu tempo e desceu, e logo avistou o Bentley preto estacionado lá embaixo.
O homem saía do carro naquele exato momento, vestido com roupas casuais e elegantes de tecido de veludo. Alto e distinto, lançou-lhe um breve olhar indiferente.
Em seguida, ele caminhou na direção dela.
Beatriz permaneceu parada em silêncio; Arthur estendeu a mão para puxá-la, as mãos da mulher estavam gélidas, sem o menor sinal de calor.
Ele perguntou:
— Por que não veste mais roupas?
Ela não respondeu. Sabia que Arthur não estava preocupado com ela, e sim com o filho dele que estava na barriga.
A grande mão do homem envolveu a dela, esfregando-a suavemente, sentindo a sua pele delicada. Aos poucos, as mãos de Beatriz foram ganhando calor; ele não parecia ter a intenção de soltar, apenas continuava a brincar com as mãos dela.
Beatriz puxou a mão de volta, colocou-a no bolso e olhou para ele com indiferença:
— Você me mandou descer, quer alguma coisa?
Arthur torceu os lábios ligeiramente, sentindo-se enfadado com a recusa.
— Entre no carro.
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Depois de entrar no carro.


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