Vitório
De braços cruzados sobre os seios, Lucila olhava para o rio que fluía montanha abaixo, em uma queda d’água de três metros.
“Eu não vou pular aí, e você também não vai. É muito alto, a gente pode morrer lá embaixo!” ela gesticulou totalmente temerosa.
A paisagem do alto da Pedra que Canta, o nome da montanha em que estavam, era de tirar o fôlego. Ela adorou o final da subida íngreme por dentro do mato fechado, sem nem mesmo reclamar do calor, dos insetos e dos arranhões em sua pele delicada, mas propor que se refrescassem na pequena cachoeira que cantava como uma sereia lá embaixo, foi vetado imediatamente.
Já esperando por isso, Vitório se aproximou mais, e ajeitou o chapéu de vaqueira que trouxe para ela, segurando sua cintura fina. Lucila sempre foi presa em uma jaula de cristal, ela não viveu nenhuma experiência como essa, ela nunca se deixou levar pelas emoções do momento como agora, ela sempre foi criada como uma dama, e agiu assim o tempo todo.
Mas depois de ontem a noite, ele sentiu a necessidade de seu coração de viver o inesperado, o novo, o libertador. Vitório a beijou, sentindo o gosto das frutas silvestres que deu a ela no caminho, sua língua dançando com a dela, a degustando lentamente.
Alguém mudou a placa que levava a casa grande, propositalmente. E ele tinha que descobrir quem foi, para agradecer, mas já imaginava que foi Amélia, ela tinha um refinamento em ver as coisas de fora, de subentender tudo que não foi dito.
Sua cunhada deu a oportunidade perfeita para trazer Lucila até El Corazón del Cielo, e ele não ia desperdiçar essa oportunidade para fazer sua esposa viver muitas coisas que nunca imaginou, desde se aventurar no mato, como ele mesmo fazia quando tirava um tempo para si, a experimentar coisas novas na cama.
- Não é tão alto assim, e não há pedras lá embaixo. – disse se afastando poucos centímetros.
“Mas pode haver cobras!” ela gesticulou, fazendo uma careta de esgar.
- A única cobra que pode te atacar por aqui, você já domou. – ele brincou, fazendo sua linda face corar e ela olhar para ele com o queixo para cima e a boquinha franzida.
“Vitório!”
- Vamos... – ele a abraçou por trás, fazendo seus corpos suados roçarem um no outro. – Não está curiosa para a sensação? Olhe para isso, a água fresca fluindo, o barulho que faz. Vai ser gostoso se refrescar com um salto.
Ela pareceu hesitar, pensativa. Passando a língua por seu pescoço, ele acariciou as curvas belas e sinuosas.
- Além do mais, você já está toda suadinha... – beijou sua nuca arrepiada. – Ou você prefere ficar aqui em cima, ali debaixo daquela árvore e ...
Ela se virou de súbito, seus lindos olhos de safira brilhando intensamente. “É a mulher mais linda nesse mundo...” ele pensou, se divertindo com a sua expressão.
“Tudo bem, eu pulo. Mas quero que me segure, eu nunca entrei em água doce assim, tenho medo do que pode ter lá.”
- Bobinha... – ele levou as mãos dela até o seu pescoço, e a levantou, fazendo suas pernas abraçarem sua cintura. – Acha mesmo que eu permitiria que você pulasse sozinha? – Vitório tirou o par de tênis e entrou no rio com ela, o coração de Lucila batia tão forte que quase dava para ouvir. – Além do mais, eu quero ver quando sua roupa ficar molhada, grudada no seu corpo delicioso.
Não deu tempo para ela entender o que ele quis dizer com a última parte, e chegando a borda do lago, ele a segurou com força e pulou. Muitas coisas passaram por seu lindo olhar durante a queda, mas quando ela sorriu, o azul de seus olhos ficaram límpidos e seu sorriso solto chegou até seus olhos.
- É um desafio?! – perguntou, alucinado, segurando seu pau pulsando dentro da água. – Esse seu atrevimento pode te custar caro, querida. Quer pagar o preço.
Lucila sorriu, sem se intimidar quando ele segurou seu tornozelo, e beijou seu pé delicado, a puxando para mais perto.
Mas quando achou que tinha vencido, ela desceu a mão até sua bucetinha, de um jeito tão insinuante que Vitório quase gozou.
“É isso o que você quer?” – ela gesticulou, antes de enfiar dois dedos na fenda rosada, que estava parcialmente inundada pela água fresca.
- Porra! – Vitório arfou, movendo sua mão em seu pau pulsante.
Os movimentos dos dedos dela se intensificaram, em um vai e vem frenético que o descontrolou. Ele segurou seus joelhos com força, abrindo mais suas pernas, pronto para penetrar aquela bucetinha gostosa.
A mulher que sempre foi tímida e recatada tinha outros planos, e quando ele se inclinou, ela agarrou os cabelos dele com força, e levou sua boca para onde ela bem queria. Bem no meio de suas pernas!
Vitório não esperava por isso. E tentou resistir.
Uma mulher o conduzindo? Determinando o que ele faria com o corpo feminino que desejava? Não, isso não era nem de perto o que ele gostava e praticava. Tentou se afastar, mas ela agora cruzou os tornozelos atrás do pescoço masculino, e o cheiro de seu melado fresco foi a mesmo que uma droga adentrando suas narinas. Em seguida, já degustava seu clitóris inchado, lambendo e chupando com vontade, enquanto ela, a bandida que o segurava com força contra sua buceta, arfava gemendo feito louca!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Esposa Muda do CEO