Beth
Alguns minutos se passaram, até que a governanta dos Darius a conduziu para fora da casa.
Ao entrar no carro, as lágrimas banharam o seu rosto, os soluços a balançaram incessantemente. Seu coração estava apertado e dolorido, e sabia que esse sentimento era bem conhecido.
Rejeição.
Sim, a rejeição a acompanhava há muito tempo, desde que sua mãe a abandonou e decidiu que não tinha mais uma filha.
Por algum motivo bobo, esperou que Lucila sentisse o mesmo que ela, que ficasse em êxtase com a possibilidade de ter alguém no mundo para chamar de família. Mas estava obviamente errada.
Beth abraçou o volante do carro e deixou fluir seus sentimentos.
A sensação de ser abraçada por Lucy a confundiu, fez com que imaginasse que ela sentiu aquela mesma sensação de carinho que surgiu logo que se conheceram.
Beth colocou o carro em movimento, seus olhos ainda estavam embaçados, e para piorar, tinha deixado os óculos em seus aposentos, na mansão. Tudo para tentar causar uma boa impressão.
O rádio tocava uma música sobre amor e perdas. Tudo o que ela não queria ouvir agora.
Levou a mão para desligar, mas acabou desistindo.
Tinha que aceitar a triste realidade. Ela era alguém que não teria o amor que tanto ansiava. Nem da família, e muito menor do homem que amava.
Dirigiu em silêncio, sentindo seu coração quebrado em mil pedaços. Quando adentrou o prédio opulento, ela se preparou mentalmente para o que estava por vir, pois sabia que Hans não perdoaria o que ela fez.
Dohler a interpelou logo na garagem.
- Eu deveria te dar umas palmadas! Sumir desse jeito, no meio desse circo! – ele falou ríspido, a tirando para fora do carro, pelo braço.
- Calma, eu estou bem, por que está tão nervoso, eu...



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