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A Esposa Muda do CEO romance Capítulo 223

Lucy olhou para Beth, com seu coração apertado. Tinha tantas coisas que queria dizer a sua irmã, e agora, tudo o que podia fazer era ouvi-la e ser para ela tudo o que precisava.

- Me senti tão boba em pensar que poderia conquistá-lo, e mesmo assim não conseguia enfrentá-lo. Voltei para o quarto e fingi que estava arrumando as coisas. Quando ele voltou, me disse que a noite passada foi um erro, mas que não deveria me preocupar, pois ele ia assumir a responsabilidade. – Beth levantou os olhos profundamente tristes para Lucy. – Eu não conseguia acreditar que ele estava me tratando como se eu fosse um problema em suas companhias a ser resolvido. Disse que não era necessário, que eu poderia ir embora e seguir em frente. – Ela limpou o rosto novamente. – Foi quando ele disse que isso estava fora de questão, que prometeu ao meu pai que cuidaria de mim. E agora que tinha tirado a minha virgindade, me faria sua esposa, como tinha que ser.

- Mas isso não é solução, é como se ele estivesse te ordenando que se case com ele, para acabar com o problema.

- Também penso assim, e eu falei que não queria. Me recusei e pedi que meu tio o convencesse a me deixar ir, mas quando meu tio soube que estávamos envolvidos, ele me disse que não podia ajudar, pois eu tinha feito a escolha de ceder ao Hans. – ela inspirou profundamente. – Tentei evitá-lo pois aquela dor de ser só alguém que esquentou a cama dele por uma noite estava me consumindo, eu me sentia patética demais para olhar para ele. – Beth levantou o olhar, havia tantas emoções ali. – Mas ele não era do tipo que aceita não como resposta, e depois daquilo, minhas coisas foi levada para a suíte principal e ele anunciou para todos os funcionários que eu era sua mulher. – Os lábios da moça estremeceram, enquanto ela tentava reprimir novas lágrimas. – A pouca dignidade que me restou, foi quebrada quando ele me levou para o quarto e ...e.... me fez dividir com ele uma vida matrimonial, mesmo sem repetir o ato sexual.

- Então...ele te forçou a se casar? – perguntou Lucy desconcertada.

- Não exatamente. Apesar de saber o que ele estava fazendo, eu não conseguia recusar nada do que ele me mandava fazer. Esse sentimento tolo me escraviza, Lucy... – seus olhos marejaram novamente. – Eu amo... eu o amo como uma tola...

Lucila a abraçou forte.

- Não fica assim, nós vamos dar um jeito nisso. – Segurou seu gosto apático em suas mãos e o enxugou com os polegares. – Você não está mais sozinha, Beth. E se ir embora, é a forma que encontrou para blindar seus sentimentos e esquecer um homem que não te ama, eu vou te apoiar e ajudar.

- Hans é um homem que não aceita ser contrariado, sua palavra é lei. Ele nunca mudaria de opinião, e eu não consigo imaginar a minha vida e a do meu filho sem amor. Como eu poderia trazer uma criança ao mundo, em um casamento onde fingimos ser um casal, onde o pai do meu bebê me vê como um erro?!

- Uma criança precisa de um lar estável emocionalmente, e essa situação não seria adequada nem para você e nem para o bebê.

- Por isso eu aproveitei que ele demorou para voltar essa noite, e usei o uniforme de um dos rapazes da manutenção para poder sair. Foi difícil sair da garagem, com o carro da lavanderia, mas eu precisava sair de lá. – ela olhou para Lucy com aquela expressão despedaçada. – Não suportaria continuar sendo a sombra obediente que ele quer no lugar de esposa, não posso mais lidar com sua frieza. Isso está me corroendo por dentro.

- Não precisa explicar mais nada, querida. – Lucy disse com firmeza. – Ele feriu seus sentimentos, e te manipulou. Você tem todo o direito de assumir o controle da sua vida e fazer por você e por esse bebê, o que deve ser feito.

- Lucy... obrigada. – ela murmurou entre lágrimas, e uma sombra sutil de sorriso surgiu. – Eu...eu não sei como te agradecer por me receber...por me ajudar...

- Você é minha irmã, Beth. Não tem que agradecer. Deixe tudo comigo. – ela disse, a abraçando de novo.

Longos minutos se passaram em que apreciaram aquele abraço repleto de carinho, até que um dos bebês de Lucy chutou forte, e as fez se afastarem , sorrindo ternamente.

- Como está o seu bebezinho? Ele parece bem forte.

- São eles. – ela corrigiu sorrindo amplamente. – Estou esperando dois bebês, mas não são gêmeos. – vendo a expressão confusa de Beth, ela disse suavemente, enquanto se levantava. – É uma história inédita, depois eu te conto. Agora vou pedir a Mila que prepare um quarto confortável para você e uma boa refeição leve. Uma grávida não deve perder peso desse jeito, está ainda mais magra do que da ultima vez que te vi.

Capítulo 223 Eu vou te apoiar, irmã. 1

Capítulo 223 Eu vou te apoiar, irmã. 2

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