ATENÇÃO! ESSE CAPÍTULO CONTÉM CENAS DE VIOLÊNCIA SEXUAL QUE PODEM GERAR GATILHOS.
O trânsito estava pesado.
As pessoas estavam voltando para casa, alheias a toda aquela merda que estava acontecendo com os Darius, o pedófilo desgraçado, e a puta psicopata.
O brunch com Hans foi mais rápido do que previu, pois não estava com paciência para tentar arrancar daquele idiota arrogante, porque caralhos ele estava fazendo a garota pensar que não dava a mínima para o relacionamento que tinham.
O jogo foi direto.
Hans disse que daria as informações sobre as contas de Astrid, e em troca, Vitório lhe daria acesso a sua casa para levar Beth de volta. Não gostava de trapaças, mas o velhote estava pedindo com toda aquela pose de dono da merda da Suíça inteira. Então fez o que tinha que fazer, obteve os dados que queria, e depois se levantou com um sorriso diabólico dizendo que não fazia a menor ideia de onde Bettany estava.
Obviamente, Andersen o ameaçou, jurando que se arrependeria, mas ele estava pouco ligando para isso. Em algum momento, Hans perceberia que a força é inútil quando se trata do coração de uma mulher, e o tempo para ele estava passando na velocidade da luz.
Dirigindo na direção da zona industrial, onde Alberto possuía uma usina de reciclagem e resíduos químicos, Vitório avisou sua esposa que teve um problema de trabalho, portanto não tinha hora para voltar.
Ela não gostou nenhum pouco.
Foi incisiva em deixar claro que queria uma explicação melhor que “estou preso no trabalho”, e até o ameaçou sobre qualquer envolvimento com alguma mulher. Parecia que sua esposa era a mais ciumenta das três mulheres Darius, e isso só o enchia de orgulho.
Prometendo explicações, ele desligou.
Seria uma conversa difícil, mas existiam coisas que Lucila não precisava saber, como o fim que Eric DelaVille nessa noite.
Chegando ao local, foi liberado imediatamente pela segurança. Alguns homens de Tiago faziam uma patrulha no portão central, e informaram que o chefe deles estava dentro do galpão D, o esperando com o que Vitório havia solicitado.
- Ótimo... – resmungou em resposta.
Ordenou que Tiago fosse para o local com algumas surpresinhas para o doutor que gostava de garotinhas. Não tinha a intenção de ser rápido, havia coisas que precisavam ficar bem impressas na mente daquele verme antes dele ir para o inferno.
Mas contar a ele sobre o que descobriu com aquele verme, e tentar ajudar a garotinha com quem ela tanto se preocupava, isso sim tinha que fazer. Lucy se preocupava com Mariane, e ligava para o orfanato onde ela estava sendo mantida, todos os dias.
A menina não se comunicava com mais ninguém, e isso deixava Lucila muito angustiada. Tinha que descobrir quem era a mãe daquela criança, antes de qualquer coisa, depois poderia dar razão a toda a sua raiva.
Vitório saltou do carro, e antes que chegasse às portas de ferro, Tiago já as abriu, cercado por dois de seus homens.
- E aí, meu camarada. Como está, Vitório? – perguntou com aquela simpatia distorcida, que para alguém como ele, era normal.
- Bem. Estão todos aí dentro? – perguntou diretamente, adentrando o amplo galpão de teto alto, cheio de maquinários que precisavam de manutenção.
- Nada menos que quatro. – Tiago respondeu, o conduzindo até os fundos, onde um enorme tanque de ferro estava sendo restaurado.
Logo abaixo, no chão de concreto, quatro homens estavam de joelhos, amordaçados e vendados, no meio deles, amarrado a uma cadeira, estava o doutorzinho.
- Ele está cochilando? É isso mesmo? – perguntou Vitório, vendo a cabeça de Eric tombada para frente, de olhos fechados.
- Está sim. O Marcos deu um amansa louco nele há poucos minutos. – Tiago cuspiu no chão. – Esse zé ruela começou a gritar que era um médico importante, que pagaria o sequestro. – Tiago começou a rir, zombando de DelaVille. – Ficou com medo quando os amiguinhos dele chegaram.

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