ATENÇÃO!!!
ESTE CAPÍTULO CONTÉM DESCRIÇÃO DE TORTURA, QUE PODE GERAR GATILHOS!
Os gritos desesperados de DelaVille preencheram o ar. Ele ofegou e ficou inerte, empalidecendo conforme o sangue jorrava do antebraço aberto numa fratura medonha.
- Misericórdia....eu...eu tenho uma filha!
- Com quem? – Vitório perguntou, limpando os punhos sujos de sangue.
- O ...o que? – tartamudeou o infeliz, surpreso e confuso.
- Me ouviu bem, doutor. Quem é a mãe daquela pobre criança?
- Isso...isso não é importante para você....Por que quer saber? – ele disse choramingando, olhando aterrorizado para o braço com osso de fora.
- Vai querer me fazer perguntar de outra forma?
- Na.....não! – respondeu em pânico. – Bianca! A Bianca é a mãe dela. Aquela moça que apareceu no Instituto...
- Eu sei bem quem ela é. Fui eu quem a levei até o Instituto. – Vitório admitiu satisfeito. Pegou o celular, e enviou a informação para Ticiano. – Continue seu relato. Quando terminar, eu quero saber o que fez com aquela pobre coitada, que quase a enlouqueceu.
- Você.... por que você...
- Não está em posição de fazer perguntas, doutor. – Vitório olhou para a própria camisa branca, manchada de sangue, e sentiu nojo. – Prossiga.
- Não... não tem mais nada.... Ele me ofereceu....os vídeos, mas não aceitei! EU JURO! – Eric disse perturbado. – Depois que recusei, o Felipe não falou mais comigo, e uma semana depois ele morreu.
- O que você fez quando ele morreu? – Vitório perguntou. – Foi a polícia? Denunciou o acordo sórdido que tinham, contou às autoridades que os Drumond sabia que o filho era um sociopata e estavam encobrindo as atrocidades dele? – Vitório perguntou num tom baixo e perigoso, arrastando a chave novamente. – Não, você não fez. Não podia ser pego na sua perversa obsessão doentia, não é?!
Ele levantou a chave, e o golpeou em cheio entre as pernas, o corte do metal cheio de rebarbas estava para baixo, e uma bola de carne foi instantaneamente decepada.
Dessa vez não houve grito, não teve choro. Eric apagou imediatamente, como se estivesse morto.
- Tiago! – chamou Vitório.
Assim que o chefe da elite Security Four se aproximou, ele cuspiu no chão, com uma risada.
- Puta merda, você decepou um dos ovos do desgraçado, chefe. – ele constatou, olhando para o pedaço de carne ensanguentado no chão. – E a outra está por um fio. Que mira, heim.
- Faz esse monte de merda acordar. Essa porra desmaiou.
- Vou tentar. – ele chutou o tornozelo esmagado de Eric. – Olha só o estrago. Se divertiu mesmo, cara.
- Não quero ficar aqui a noite toda. – rosnou Vitório, soltando a chave que caiu pesadamente no chão, o odor estava insuportável. – Já jogou o lixo fora?
- Com certeza, ele disse, digitando rapidamente. – Os quatro maridos dessa mulherzinha aí, já estão na vala certa.
Vitório só acenou com a cabeça e esperou impacientemente.

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