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A Esposa Muda do CEO romance Capítulo 241

A foto ocupava toda a tela.

Mariane, a pequena Mariane, aquela menininha que já tinha sofrido tanto, a filha de Bianca… jogada de bruços num colchonete imundo, amordaçada, seus bracinhos amarrados por fita adesiva cinzenta. Os olhos da criança estavam arregalados, brilhando de pavor puro, tão intenso que perfurou a alma de Lucy como gelo.

Bianca tocou a mensagem, expandindo o texto.

“Quer ver sua filha viva, sua puta maldita? Então leve a sua nova amiguinha muda para o endereço informado. Se tentar fugir ou avisar alguém, eu corto a garganta dela antes que possa chegar até mim. Chegou a hora de você pagar pelo que me fez. Estou de olho em você, não tente nenhuma estupidez.

Não me faça esperar, doidinha.

Você sabe que eu cumpro minhas promessas.”

E ao final, o endereço, uma área isolada, saída quase direta para a Rodovia dos Bandeirantes.

Lucy sentiu o estômago despencar.

Astrid.

Aquela mulher era o próprio demônio em forma humana.

A respiração de Lucy ficou irregular por alguns segundos. O primeiro bebê se mexeu dentro dela, como se respondesse ao pico de adrenalina que inundava seu sangue. Mas ela cerrou os punhos, e não disse nada.

Se desesperar não era opção.

— Ela… ela vai matar a minha filha, Lucila! — Bianca choramingou, esfregando o rosto com a mão livre. — Eu tentei fugir, juro que tentei! Mas ela mandou alguém nos vigiar, eu vi! Queria te deixar no restaurante e correr para tentar salvar a minha filha, mas ela…poderia matá-la na mesma hora! Eu não posso perder minha filha. Eu não posso…

— Bianca — Lucy interrompeu com cuidado, aproximando-se só o suficiente para que suas palavras a alcançassem com firmeza. — Eu vou ajudar você. Nós vamos salvar a Mariane. Ninguém vai machucar ela, ouviu? Ninguém. É a mim que ela quer, a Mari vai ficar bem.

Bianca ergueu os olhos marejados, como se não acreditasse no que ouvia. A pobre moça chorou mais forte ao ouvir as palavras dela, como se o eco trouxesse ainda mais desespero.

— Por favor, Lucy… por favor, só dirija. Eu faço qualquer coisa, mas eu preciso da minha filha. Astrid… ela é um demônio… ela vai matar a minha menina se a gente não for!

Lucy inspirou profundamente.

Era como tentar respirar durante uma avalanche.

Mas encontrou algo dentro de si, a voz de Vitório, a força dele, a firmeza com que a segurava sempre que ela fraquejava. “Não importa o que aconteça, princesa, eu sempre vou te encontrar.” Seu lindo olhar que continha galáxias inexploradas, cheias de mistério, e promessas sagradas.

Se lembrou de algo importante que ele lhe deu, logo que aquela psicopata escapou da casa de Hans. E por um instante fechou os olhos, como se pudesse ver o rosto de seu amado e agradecê-lo.

Sim. Ele iria encontrá-la.

Elas só precisavam enviar um sinal.

Mas sem chamar atenção de Bianca, que estava em completo colapso emocional e podia piorar a situação sem querer. Lucy colocou uma das mãos no volante. A outra deslizou até o próprio bolso e então até a abertura entre o banco e a lateral do carro.

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