Quando ele chegou a plataforma danificada, manchada pelo sangue de sua esposa, finalmente ficou no ângulo de visão de Astrid. O olhar doentio e insano brilhou quando o viu.
- Amor! – ela disse, se debatendo ainda mais. – Veio me tirar daqui, não é?!
Vitório a olhou, seu sangue ribombava em suas têmporas.
- Sabe, eu planejei esse nosso reencontro de diversas formas... – começou, um sorriso torpe surgiu em seu rosto másculo, sua carne vibrou de antecipação.
- Eu também, meu amor! Não sabe como tive que me controlar para não me antecipar.... foi muito difícil! – ela disse, ofegante, limpando o sangue de seu rosto, e tentando ajeitar os cabelos que estavam desalinhados e sujos.
- Quer saber como eu imaginei que seria? – ele perguntou perigosamente se aproximando da haste que controlava a pesada corrente.
- Sim, amor. É claro que sim! – ela respondeu sorrindo como uma louca. – Eu tive que me livrar daquela idiota porque ela te enganou para te manter casado com ela. Ela pode falar, acredita?! Vadia nojenta!
- Sonhei com o momento em que.... – ele disse dando um puxão na haste, fazendo a corrente balançar perigosamente. O sorriso de Astrid desapareceu quando seu corpo ficou pendurado só pelo tronco, ela segurou a corrente desesperadamente. - .... arrancaria cada centímetro da sua pele, enquanto você gritaria desesperada. – ele deu outro puxão.
Astrid foi lançada contra um dos pilares, o impacto fez ela soltar um dos braços que se quebrou com o golpe violento.
- NAOO! – ela gritou, se segurando com uma mão, seus olhos o encararam completamente confusa. – O que está fazendo, Vitório? VOCÊ E EU SOMOS ÚNICOS, UM SÓ!!! ME TIRA AGORA DAQUI!
- E sabe o que eu faria, quando você estivesse em carne viva, lamentando pelo que fez? – ele puxou novamente a haste, fazendo ela bater de frente contra o concreto bruto.

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