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A Esposa Muda do CEO romance Capítulo 67

Lucila

As conversas animadas fluíam ao seu redor e ela sentia como se estivesse debaixo d’água. Lucila olhou para Olavo que não parecia incomodado com essas pessoas estranhas, na verdade ela era a única que estava desconfortável bebericando seu vinho e remexendo a comida no prato.

Como foi que isso aconteceu? Ela se perguntava, desde que seus pais chegaram inesperadamente em sua casa.

A mão de Vitório segurou a dela mais uma vez por cima da mesa, ele falava algo espirituoso sobre os carros alemães.

Hermes e Amanda riam de suas palavras e aproveitavam o jantar. Eles pareciam joviais, renovados e felizes. A viagem pela Europa lhes fez bem.

Lucila esperava receber seus pais de volta ao país somente dois dias depois. Mas quando foi avisada que eles estavam no portão, ficou tão atordoada que nem mesmo teve tempo de pensar direito no que estava acontecendo.

Ela olhou para Vitório.

Aquilo tinha o dedo dele, não, tinha o braço inteiro dele enfiado nessa situação angustiante.

Tudo estava acontecendo como se um filme passasse diante de seus olhos, mas ela não tinha controle de nada. Tinha certeza de que a presença de seus país se dava pelo fato de que avisou Vitório de que não o aceitaria em seu quarto.

Esse cretino! Ela pensou, furiosa, tentando soltar sua mão que transpirava pelo calor da dele.

Hermes fez um comentário qualquer sobre ela, e disse que estava muito grato por ver como eles evoluíram como casal. Ela quase soltou uma risada, ou eles se aperfeiçoaram em fingir na frente de seus pais, ou Hermes nunca chegou a conhecê-la de verdade.

Na mesma hora que o pensamento cruzou sua mente, ela se recriminou. A culpa por acreditarem nessa mentira, não era deles, era dela, totalmente dela. Sempre enganou os seus pais os levando a crer que esse casamento era de verdade, e que ela era a preciosa esposa de Vitório Darius, como eles queriam que fosse.

E agora, esse cretino estava usando esse fato contra ela para continuarem fingindo, e ficar no seu quarto, como um casal deveria ser.

Lucila se voltou para sua mãe, ela falava com Olavo nesse momento.

- Olavo, você é um menino muito bonito, você não acha Lucy? – ela comentava pousando os talheres, e sorrindo para a criança.

“Acho sim, mamãe. Ele é incrível.” Ela respondeu gesticulando.

- Obrigado, senhora. – Olavo agradeceu o elogio educadamente.

O observando a mesa, era possível notar postura e refinamento em seu jeito de agir, e ele não ficou confuso com os talheres, parecia saber para que cada um servia.

- Ele me lembra você, Vitório. – sua mão soltou, com uma piscadela provocativa na direção de seu marido.

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