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A Esposa Muda do CEO romance Capítulo 68

- Temos um futuro físico aqui, hein. – comentou Hermes com um sorriso apreciativo.

- Ele é um garoto muito inteligente, não é mesmo carinha? – Vitorio perguntou, voltando a si.

O menino só assentiu encabulado, e Lucila achou aquilo tão fofo que teve que se controlar para não abraçá-lo.

- Então, filha, não quer nos contar como essa criança adorável veio parar aqui? – sua mãe perguntou, sem disfarçar a curiosidade.

“Ele não contou a vocês, quando os recebeu?” ela perguntou, se referindo ao fato que Vitório fez questão de receber seus pais lá fora no jardim.

- Não, ele só nos disse que tinham um convidado, e que era uma criança. – Amanda sorriu para Olavo com gentileza. – Nem imaginamos que não era um dos seus sobrinhos, do Ícaro ou do Alberto.

Lucila olhou para Vitório surpresa, ela pensou que ele também usaria a presença de seus pais para pressioná-la a tomar a decisão de entregar o menino à assistente social.

- Acho que é melhor você contar, afinal, foi você quem o encontrou. – ele disse, com um olhar enigmático que deixou Lucila sem ação por alguns instantes.

- Vamos, nos conte tudo. – insistiu sua mãe.

A mesa foi retirada e eles passaram para a sala de estar, com Lucila contando aos seus pais como Olavo apareceu no jardim sob aquela chuva torrencial.

Acomodados no sofá, Olavo se sentou ao lado dela, e Vitório ao lado do menino. Seus pais se sentaram de frente para eles, no outro estofado. Quem visse aquela cena de fora, pensariam que eram uma família completa. Vitório passou o braço pelos ombros do menino até chegar aos de Lucila.

Ela ficou tensa assim que sentiu o toque dele, sua pele se arrepiando toda, e para piorar, sua mãe olhava para o menino como se quisesse interrogá-lo, coisa que não deveria ser feito tão cedo, e muito menos sem sensibilidade.

- É uma história e tanto. Aposto que o Olavo nunca irá se esquecer da Lucy. – comentou Hermes, com tato.

“E nem eu, a ele. Quero que ele fique mais tranquilo, para que possamos entender o que aconteceu. É uma situação delicada.” Ela explicou, sem revelar que o menino tinha o seu endereço.

Não precisava de mais perguntas agora.

- Acho que já deu para você, carinha. – Vitório comentou suavemente, ao ver o corpinho do menino tombar contra Lucila.

O abraçando delicadamente, ela afagou seus cabelos fartos, ele estava praticamente dormindo; felizmente sem a febre que o castigou de manhã.

- Vou levá-lo para cima, deixe comigo. – ele falou, se levantando.

Com facilidade, Vitório pegou Olavo adormecido, e o carregou escada acima.

- Seu esposo será um ótimo pai, querida. – comentou Amanda os observando. – Deveriam pensar sobre o assunto, não acha?

“Esse não é o momento, mamãe. – respondeu Lucila, sentindo um nó se formar em seu estômago. Não era a primeira vez que sua mãe abordava esse assunto. – Acho que as coisas estão muito tumultuadas agora.”

- E quando será o momento então? – Amanda abandonou a xícara de café praticamente intocada na bandeja que Mila serviu. – O Vitório vai ser avô do filho dele? Não acha que precisam reconsiderar?

“Mamãe, as coisas não estão...”

Quando se afastou, ela sorriu, e disse em gestos um rápido “boa noite” para deixar seus amados pais descansarem enfim.

Caminhou de volta para a sala de jantar, pensando em onde havia deixado seu celular. Parou com a mão na cintura, observando o ambiente e tentando identificar o aparelho. Não o encontrou em parte alguma.

Lucila suspirou, e se virou na pretensão de olhar na sala de jantar. Mas deu de cara com alguém, que aprisionou seu corpo contra o encosto do sofá.

- Está fugindo de mim, princesa? – ele perguntou tão próximo que seu hálito de vinho caro, acariciou o rosto dela.

Lucila encontrou seu olhar, devia ser firme. Não sabia por que ele estava agindo assim agora, mas a qualquer momento ele se cansaria e a abandonaria de novo, e ela se sentiria usada. Um brinquedo quebrado.

Queria dizer para ele não se aproximar desse jeito, mas sem o celular, a comunicação entre eles era impossível. Só restava uma opção.

Ela o empurrou, mantendo seus olhos fixos naquelas orbes cintilantes que disparavam seu coração. O cheiro dele era tão familiar, e ao mesmo tempo trazia saudades de tudo o que ela não viveu com esse homem.

- Sabe... – a mão enorme segurou o seu rosto, seus dedos acariciando sua pele, tornando tudo mais difícil, até respirar parecia impraticável. - ... enquanto arrumava as minhas coisas no closet, encontrei algo muito interessante...

Lucila sentiu sua boca secar, e um nó se formar em sua garganta. “Oh não! Por favor, por favor, Deus! Que não seja o que eu estou pensando!”

Os lábios de Vitório roçaram sua orelha esquerda, seu corpo enorme praticamente tragando o de Lucila em calor e....ansiedade, antecipação, desejo.

- Pela sua reação... – a ponta de sua língua quente e molhada, provou o contorno se sua orelha, fazendo o sangue dela se concentrar totalmente num ponto pulsante de sua intimidade. - ... tenho certeza que sabe o que é.... – ele sussurrou maliciosamente.

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