Lágrimas brotaram em seus olhos, isso era só uma questão de domínio para ele. Ele era um macho alfa, que precisava submeter a todos a sua vontade, principalmente a fêmea que era sua.
- Merda! – ele praguejou ao perceber seus olhos molhados. Puxando o ar em suspiro profundo, seu olhar e seu rosto se suavizou. - Não estou vetando a possibilidade de manter Olavo conosco. Só quero garantir que essa decisão não traga problemas desgastantes no futuro. Está bem?
Isso era um talvez? Se afastou alguns centímetros para gesticular.
“Uma decisão precisa ser tomada. Ele não pode ficar aqui sem que a justiça saiba. É mesmo que sequestrar uma criança. Precisamos tomar uma decisão”
Vitório se afastou, e começou a se despir. Ótimo! Agora é que seu foco desapareceria completamente, pensou, desviando o olhar.
- Tentou tirar alguma informação dele? – ele perguntou, tirando a camisa, e a jogando no cabideiro. As mãos enormes pousaram na cintura, e ela engoliu em seco.
Por que ele ficava tão imponente com aquele simples gesto?!
Vitório era enorme, seu abdômen todo duro por músculos definidos como ondas precisas, o tórax largo, talhado, coberto pelos pelos salpicados de prata, e aquela cicatriz.
“Ele não disse nada útil...” – ela conseguiu responder, pegando a primeira camisola que encontrou à sua frente.
- Isso também é estranho. Ele se esquiva quando é questionado sobre suas origens e de onde ele veio. Você não concorda que é algo que deve ser verificado, antes de qualquer decisão importante?
Sabia que o que ele estava dizendo era razoável. Mas não conseguia formular uma resposta convincente sobre o que sentia quando olhava para Olavo; não quando ele estava tirando o jeans preto apertado, revelando suas coxas musculosas que pareciam troncos de árvores.
Seu olhar desceu junto com a peça, e depois subiu até a virilha protuberante. Mas o que estava fazendo?! Precisava focar! Estavam falando da vida de uma criança.
“Você pode se vestir, por favor?” ela pediu, o mais firme que conseguiu.
Vitório cruzou os braços na altura do peito, com o sorriso mais demoníaco que ela já viu no rosto de alguém.
- Por que?
“Porque estamos conversando sobre algo sério e delicado. E você está ai... – ela gesticulou apontando os dois metros de puro músculo sexy e viril. – quase sem roupa.”
- Estou te deixando distraída, princesa? – ele perguntou, chegando até ela com um só passo. – Não tente mentir para mim, eu vejo o desejo nesse lindo par de safiras!
“Francamente, o seu ego é maior que você!” conseguiu responder, com sua garganta queimando e sua boca inesperadamente seca, ansiosa.
- Pode negar o quanto quiser. Vai chegar o dia em que você vai admitir e me pedir para que eu te coma gostoso em qualquer momento... – ele se inclinou sobre ele e disse próximo a sua boa. - ... e em qualquer lugar.
Seu quadril se moveu, seus joelhos abrindo as pernas dela, fazendo Lucila montá-lo. Ela tentou virar o rosto envergonhada, conseguia sentir o membro dele totalmente duro roçando sua fenda babada, quente, ansiosa.
- Consigo sentir o seu cheiro doce há metros de distância. – ele rosnou rouco, levantando sua camisola e se livrando das duas peças que cobriam o seu corpo. – Está tão molhada que meu pau está mergulhando em você, princesa.
Um gemido baixo escapou de seus lábios. Ela tentou se afastar, isso era tão embaraçoso.. tão vergonhoso.
- Não. – ele segurou suas mãos. – Não se esconda de mim, e não tente negar o seu desejo.
Segurando os pulsos dela para trás, ele libertou seus seios do sutiã, e olhou para ambos marcados pelos seus beijos.
- Quero ser um bom marido e respeitar o tempo que precisa para se acostumar a mim. – Vitório passou a língua entre seus seios, fazendo ela arquear o corpo de desejo. – Mas como posso fazer isso, se você fica molhadinha assim?!
Uma mão desceu até o seu sexo afastando a calcinha branca, toda melada. Um único movimento o colocou na entrada dela, ele segurou seu rosto fixando seus olhos, enquanto mergulhava dentro dela lentamente.
Lucila se perdeu no delírio do prazer que Vitório lhe dava. As sensações, o desejo, a complexidade de seus sentimentos quando se uniam, era pleno, sublime. Algo que ela nunca imaginou ser possível sentir. Era como se queimar e se sentir voando, ir aos seus sem sair do lugar.
Enquanto seus corpos se buscavam, se provando, se satisfazendo, ela se entregou mais uma vez ao que sentia e aquela ânsia que desejava que Vitório fosse seu, somente seu.

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