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A Esposa Muda do CEO romance Capítulo 84

Lucila

Vitório entrou em casa com Olavo adormecido em seus braços.

Eles haviam acabado de chegar do jantar na residência de Alberto e Sam. Seus pais, que haviam participado da reunião calorosa, se despediram rapidamente e foram para o quarto destinado a eles.

Lucila acompanhou seu marido escada acima, e abriu a porta do quarto de Olavo para ele entrar com o menino.

Ela o observou acomodar o menino na cama, e cobri-lo com o edredom confortavelmente, em seguida, ele ligou o abajur que projetava estrelas e planetas no teto, e caminhou para a porta.

Ver ele agindo assim Olavo era tão...certo... tão natural. Sua mãe tinha razão, ele foi talhado para ser pai, e ela não entendia por que ele nunca quis ter um filho, nem com ela e nem com outra mulher.

Pensar nisso gerou dúvidas em sua cabeça.

O braço dele em sua cintura a conduziu para o corredor, seu calor emanava pela pele exposta do recorte do vestido cor de lavanda que ela usava.

Vitório era um homem quente, do tipo que exala virilidade. Ele ficou sem sexo durante todo esse tempo em que estavam casados? Poderia ser possível?

- Está tão quieta desde que saímos da casa do Alberto. Algo errado? – ele perguntou, assim que entraram na suíte que pertencia ao casal.

“Só estava pensando em muitas coisas.” Lucila respondeu evasiva, e se dirigiu ao vestíbulo, na intenção de se trocar.

Ele a seguiu e a abraçou por trás, arrepiando seu corpo com seus beijos deliciosos, que faziam uma trilha em seu pescoço. Admirando aquela imagem no espelho, ela se perguntou se deveria ou não perguntar algo que talvez nunca quisesse saber.

Não suportaria que Vitório tocasse outra mulher como a tocava, que a beijasse devorando sua boca, da mesma forma que fazia com a dela. Que fizesse amor com tanta paixão, arrebatando seu coração, sua alma, como era com ela.

Não... não poderia viver com algo assim.

A ignorância às vezes era o melhor remédio.

- Dividir seus pensamentos às vezes pode ser bom, princesa. – ele disse rente ao seu ouvido, olhando de volta para ela no reflexo. – Sou todo ouvidos.

“Não é nada demais. – ela sinalizou. – Só estava pensando em como você e Olavo se dão bem, muito semelhante a um pai e um filho.”

- Sei que você o ama, posso ver em seus olhos, e também na forma como se preocupa com ele. – a expressão de Vitório era indecifrável, mesmo tão perto, era impossível saber o que ele estava pensando. – Quero a mesma coisa que você. Que ele fique bem, que fique seguro e tenha uma vida boa. Mas não acho que tomar uma decisão precipitada como essa, seja o certo a se fazer agora.

Então era isso. Ele não queria adotar Olavo, e muito menos pensar neles como uma possível família. Não devia confiar que Vitório entenderia de sentimentos, e muito menos deduzir que ele compreenderia essa certeza que ela tinha de que Olavo deveria ficar com eles, deveria ser o seu filho.

Lucila baixou os olhos, e se afastou.

- Lucy. – ele chamou logo atrás dela.

A respiração dele se tornou mais forte, seu cheiro se desprendendo da camisa branca que ele usava.

Continuar essa conversa iria dizimar as chances de continuar casada com ele. Não podia permitir que ele interferisse nessa decisão. Vitório sempre foi um fantasma desde que se casaram, e não merecia peso em suas decisões.

As mãos dele a giraram de frente novamente. Sua boca cobriu a dela com ânsia, fogo e paixão, seus braços fortes a envolveram, esmagando seu corpo contra o dele. Só quando Lucila já estava ofegante, foi que ele se afastou alguns centímetros, revelando uma expressão firme e severa.

- Não me ignore dessa maneira. – disse, segurando seu queixo.

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