Lilith ligou para ele.
"Oi! Lilith." A voz de Steffan ainda carregava o peso do sono.
Lilith riu. "Preguiçoso, ainda na cama?"
O tom de Steffan se animou com um toque de felicidade. "É, gatinho preguiçoso. Ainda não levantei. Está nevando. Não quero me mexer—só quero ficar aqui. O remédio de ontem à noite ainda está no meu sistema. Quero dormir até mais tarde hoje."
Lilith estava preocupada que o perigo ao seu redor pudesse ameaçá-lo. Afinal, ele era o neto mais querido de Miranda. "Vou ficar em casa hoje, trabalhando de casa. Não venha me procurar."
Do outro lado, Steffan deu um pulo, soando irritado. "Lilith, agora você me odeia? Não quer que eu te veja?"
Lilith achava que ele era um pouco sensível demais. "Não. É só que tem muito perigo ao meu redor ultimamente. Atrás da Layla, tem dois ou três assassinos. Se você viesse, só ia me atrapalhar."
Steffan franziu a testa. "Te atrapalhar? Como? Lilith, se eu for aí, não vou te atrasar. Vou ajudar a enfrentar os caras maus."
Lilith sorriu, mexendo seu chocolate quente. "Steffan, não é isso que quero dizer. Tenho algo mais importante pra você. Investigue a Aurora em silêncio. Sinto que eles ainda não deixaram a família Locke em paz. Tudo o que a Aurora fez ontem à noite mostra que ela quer destruir os Lockes completamente. Quem está por trás dela não desistiu."
"Layla falhou, e agora tem a Aurora." A voz de Steffan transbordava raiva. "Droga, Lilith. Tive uma sensação forte ontem à noite—já havia uma Layla diabólica perto de mim. Como pode haver outra agora?"
"Uhum, você está certo. Esse veneno vem de especiarias naturais, conhecidas apenas pelos locais. A maioria das pessoas não sabe usá-lo. Investigue-a abertamente—faça com que o alvo fique maior. Você olha, eu olho secretamente. Você resiste abertamente, eu ataco secretamente. Descubra suas identidades; isso pode levar a resultados inesperados."
O tom calmo e objetivo de Lilith tranquilizou Steffan. "Certo, Lilith. Vou investigar. Fique segura. Me ligue se acontecer algo."
Lilith disse, "Uhum! Layla não vai ficar de braços cruzados. Ela ainda está fazendo dinheiro e não vai parar por nada. Cada passo que damos é perigoso."
Steffan a tranquilizou, "Lilith, não se preocupe. Estou com você."
Lilith sorriu. "Tá bom, tá bom. Você fica na cama. Vou tomar café da manhã primeiro."
"Ok, tchau." Steffan desligou o telefone.
Celeste já havia estacionado o carro. Ela empurrou Lilith para fora enquanto Roman dirigia, e Dean estava junto. Lilith gostava de companhia para comer frutos do mar, então convidou todos.
Ela olhou para Roman. "Vamos, Roman. Hora de ir."
Roman sorriu e ligou o carro. O interior aquecido estava agradável. Lilith sorriu. "Hoje é noite de frutos do mar—o que vocês querem?"
Celeste manteve a simplicidade: alface, bacalhau frito e tempurá de camarão. Ela sorriu animadamente. "Mana, vou querer tempurá de camarão e bacalhau frito."
Dean provocou, "Celeste, você não muda nunca? Sempre fritura."
Celeste refletiu um pouco e depois sorriu de maneira encantadora. "Não desejo muita coisa, mas um bacalhau frito sempre cai bem." Lilith, por outro lado, tinha apetite de sobra, especialmente por macarrão de lagosta, seu prato favorito. "Hoje não comi quase nada. Roman, pega uma porção pra você, e vamos querer duas extras. E nada de roubar a minha, tô morrendo de fome." Roman olhou pelo retrovisor para a carinha adorável dela. "Entendi, mana. Vou pegar quatro porções, uma para cada um de nós." Lilith aprovou. "Boa ideia. Mas quem vai comprar os doces?" Nesse frio, era melhor deixar os rapazes cuidarem disso. Ela não queria que as meninas enfrentassem o vento gelado. Dean disse, "Mana, deixa comigo. Você sabe que eu sou o que mais gosta de doces." "Mm!" Lilith deu um sorriso largo. "Tava esperando ouvir isso. Somos os campeões de formiguinhas." Os quatro seguiram brincando pelo caminho até o restaurante de frutos do mar.
…
Anoiteceu, e o vento frio soprou. Lilith tinha reservado uma mesa. Na entrada, estacionaram. Dean foi buscar bolos, e os outros três subiram. O frio deixou o primeiro e segundo andares cheios, mas sem barulho. O aroma de frutos do mar estava no ar. Sentaram-se perto da janela. Celeste sacudiu a neve e se acomodou ao lado de Lilith. Olhou em volta, mas não viu Layla. "Mana, ela vem mesmo?" Lilith sorriu sem se importar. "Não importa. Se ela não aparecer, a gente come do mesmo jeito." Celeste notou a expressão tranquila dela. Do lado de fora, o luar pintava uma cena serena, quase poética. Ela sorriu levemente. "Mana, você tá ficando mais calma." Lilith reclinou-se, olhando para a vista nevada. De lado, o nariz era refinado, e a estrutura óssea notavelmente bela. Celeste a observou e sorriu de leve. Roman a admirava de forma pura, sem fantasias—apenas respeito. Lilith desviou o olhar, deixando Celeste fazer os pedidos. Dean voltou rapidamente com os doces, e logo os pratos chegaram. Assim que começaram a comer, Celeste perguntou de repente: "Mana, quem é aquele homem ali?"

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