O telefone continuava a tocar, mas Gabriel não estava atendendo.
Apenas o desligou e o guardou no bolso interno do paletó.
Quando ergueu o olhar, viu Isla ainda parada ao lado do carro.
Seu rosto nada revelava, expressão calma, impenetrável.
Ele se aproximou e falou em tom baixo.
— Vamos entrar? — Perguntou.
Ela apenas fez um leve aceno de cabeça antes de virar-se e caminhar em direção à casa, deixando-o para trás.
Lá dentro, foram recebidos calorosamente pelas empregadas e por Diana, que se mostrou radiante ao vê-los chegarem juntos.
— Bom dia, senhora Ainsworth. — Gabriel cumprimentou educadamente, inclinando-se um pouco para dar um beijo suave na testa de Diana.
Diana deu uma risadinha, com um largo sorriso no rosto. Ela estava genuinamente feliz em vê-los lado a lado, como um casal deveria estar. Charles também se aproximou para cumprimentá-los, e logo a sala se encheu de risadas e vozes alegres.
— Tia Isla! — Gritou uma vozinha infantil.
O pequeno Jeff veio correndo, seus pezinhos batendo no chão. Isla dobrou os joelhos rapidamente e o pegou no colo, cobrindo-o de beijos.
— Como você está, meu sobrinho querido? — Perguntou ela com ternura.
O menino deu uma risadinha e enterrou o rosto no ombro dela. Gabriel se inclinou para a frente, bagunçando o cabelo loiro de Jeff de brincadeira, o que lhe rendeu outra risada.
Enquanto avançavam pela casa, Isla viu suas irmãs mais velhas, Maya e Betty, já esperando com seus maridos. Luke Green, marido de Betty, era o herdeiro da rica família Green, embora não tão rica quanto os Wyndham. Betty é a filha mais velha dos Ainsworth. Ela era casada há cinco anos e mãe do pequeno Jeff.
Também estava presente Carl Rees, casado com Maya. A família Rees era abastada e tinha um nome respeitado em Carminton.
Os dois homens Luke e Carl se levantaram imediatamente no momento em que Gabriel entrou na sala de jantar. Conhecê-lo era uma honra. Gabriel não era apenas conhecido; ele era o homem no comando do império Wyndham, aquele cuja assinatura podia abrir portas para contratos milionários. Ele era alguém que todos respeitavam, alguém cuja presença sempre impunha respeito.
Conseguir uma audiência com ele era raro, quase impossível, já que ele estava frequentemente em viagens de negócios. Era por isso que os dois cunhados estavam ansiosos para aproveitar esta oportunidade para conversar com ele, agora que ele estava ali com eles.
Após as saudações e cumprimentos iniciais, todos se sentaram à mesa para o café da manhã. A mesa era longa e ricamente posta, repleta de diferentes pratos. As conversas fluíam facilmente e o som de risadas ecoava pela sala.
Depois de um tempo, Diana se ajeitou um pouco na cadeira, com uma expressão alegre.
— Bem, eu sei que hoje é um dia importante para todos nós, e não vou tomar muito do tempo de vocês.
Mas achei que, como família, devíamos compartilhar nossa alegria uns com os outros.
O burburinho cessou.
Todos esperavam o grande anúncio.
— Como vocês sabem, Carl e Maya estão casados há quase quatro anos, eles oraram e esperaram por um filho. — Disse ela, a voz repleta de emoção.
Maya se inclinou carinhosamente contra o ombro do marido, segurando-lhe o braço.
Isla observou a cena em silêncio.
Sabia que o casamento da irmã havia sido arranjado, mas não pôde negar o que via: havia amor verdadeiro entre eles.
— Pois bem — continuou Diana, orgulhosa. — Outro menino em breve chegará à nossa família. Maya está grávida.
A sala explodiu em aplausos e exclamações felizes.
Betty e Isla correram para abraçar a irmã, rindo e chorando de alegria.
Até Gabriel se levantou, estendendo a mão a Carl num cumprimento firme.
— Parabéns. — Disse ele, com rara cordialidade.
O ambiente transbordava felicidade e Diana mais que todos, irradiava alegria.

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