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A Extraordinária Noiva da Família Wyndham romance Capítulo 20

Quando percebeu que ele já havia adormecido, ela silenciosamente o cobriu com o cobertor, aconchegando-o delicadamente. Pensou em ir dormir também, mas não sentia sono algum. Em vez de ficar inquieta na cama, decidiu se manter ocupada com o trabalho.

Pegou o celular e começou a conversar com sua melhor amiga e alguns parceiros importantes de sua joalheria. Ultimamente, as vendas de seus brincos tinham aumentado bastante, e os lucros já somavam vários milhares de dólares. Aquilo a animava, e ela se sentia orgulhosa do quanto tinha avançado nos negócios.

Durante a conversa, mencionou o novo produto e design que queria desenvolver. Embora o lançamento da Wyndham Wardrobe fosse sua prioridade no momento, ela já vinha se planejando. Assim que tudo terminasse, precisaria viajar a Teriporto, para acompanhar as coisas de perto e buscar materiais pessoalmente.

Esse design em particular era algo que ela queria cuidar pessoalmente. Explicou suas ideias e delineou o plano com a equipe. Depois de uma longa troca de mensagens, encerraram a conversa, e Isla colocou o celular de lado com um pequeno suspiro de alívio.

Ela estava prestes a deitar a cabeça no travesseiro quando Gabriel começou a tremer. O corpo inteiro dele estremecia violentamente, como se lutasse contra algo invisível. A respiração ficou rápida e entrecortada; os punhos, cerrados, como se estivesse travando uma guerra em sonho.

Os olhos de Isla se arregalaram. Com as mãos trêmulas, ela o puxou para perto de si.

Gabriel se sobressaltou no sono e soltou um grito agudo. Os olhos se abriram, tomados de medo até se encontrarem com o olhar calmo e azul-elétrico de Isla, que o fitava de volta.

— Shhh... é só um sonho. — Sussurrou ela, com a voz suave, embora o próprio coração batesse acelerado.

Gabriel piscou, o peito arfando, e lentamente assentiu. Tentou se recompor, ainda que Isla pudesse sentir a tensão em seus músculos.

— Você está bem agora. — Ela murmurou, acariciando suas costas com ternura.

— Relaxe.

Algo na voz dela pareceu tocá-lo. Aos poucos, os tremores diminuíram.

"Será que ele tem pesadelos com frequência?"

Isla se perguntou, o peito apertando. Nunca o havia visto daquele jeito.

Sem pensar muito, envolveu-o nos braços, quase como se o embalasse. Suas mãos pequenas repousaram nas costas dele, aquecendo-o com um toque suave e protetor.

O corpo de Gabriel se relaxou contra o dela. Seus braços deslizaram pela cintura de Isla, segurando-a firme como se tivesse medo de soltá-la. Enterrou o rosto contra o peito dela, respirando o seu perfume. Aos poucos, a respiração dele foi se acalmando.

Isla permaneceu imóvel, os dedos deslizando delicadamente pelos cabelos dele, até o sono também começar a vencê-la. Envoltos no calor um do outro, adormeceram juntos.

Na manhã seguinte, tudo aconteceu depressa demais. A agenda de Isla estava tão cheia que ela precisou pular o almoço. Mesmo concentrada no trabalho, os pensamentos voltavam para Gabriel.

Lembrou-se de como ele havia comido com tanto apetite na noite anterior e se perguntou se também tinha passado o dia sem se alimentar direito. Mas, acima de tudo, não conseguia parar de pensar no pesadelo. Teria sido a primeira vez? Ou ele vinha sofrendo com isso em silêncio?

No fim da tarde, quando tentava finalizar o expediente, o celular tocou. Ela olhou para a tela e congelou.

"Sogra."

O peito se apertou. Ela hesitou por um segundo antes de atender.

— Mãe. — Disse cautelosamente.

— Me encontre no meu escritório agora. — Veio a resposta fria seguida pelo som seco da ligação sendo encerrada.

Isla fechou os olhos por um instante. Sabia, por experiência, que encontros com a sogra nunca terminavam bem. Evitava-a sempre que podia, mas dessa vez não havia saída.

Nesse momento, uma batida soou na porta.

— Entre, por favor. — Ela chamou, endireitando a postura.

— Eu não fiz nada a ela. Ela me ligou mais cedo pedindo que eu fosse até lá.

Alfred apertou a mão dela com firmeza.

— Não, não vá. Vá direto para casa e cuide do seu marido. É só isso que me importa.

Os olhos de Isla arderam.

— Vovô, isso tem a ver com a Delphine? Se for, por favor... deixe isso pra lá. — A voz dela saiu suave, quase suplicante.

A expressão dele endureceu.

— Não. Ela trouxe isso sobre si mesma. Esta é a minha empresa, e eu não misturo sentimentos com negócios. Isla, você tem feito um trabalho excelente. Não deixe ninguém te usar para fins egoístas.

Isla engoliu o nó na garganta.

— Eu te amo, Vovô. Farei o meu melhor para nunca te decepcionar.

Um pequeno sorriso voltou ao rosto dele.

— E nada me deixaria mais feliz do que ver você e Gabriel me dando um bisneto. — Disse num tom divertido.

Isla riu, corando de leve. As palavras dele ecoaram em sua mente e, por um instante, ela se lembrou do mesmo pedido feito por sua mãe não muito tempo atrás.

O pensamento a fez sentir o peito apertar em emoção confusa.

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