Isla estava sentada confortavelmente no sofá, as costas apoiadas em almofadas macias. Uma das mãos de Gabriel repousava suavemente sobre sua barriga, enquanto a outra pegava frutas de um pequeno recipiente na mesa.
— Abre a boca. — Disse Gabriel, sorrindo enquanto levava uma fruta até os lábios dela.
Isla soltou uma risadinha e obedeceu.
— Você está gostando demais disso.
— Estou alimentando minha esposa e meu filho. Isso é trabalho em tempo integral. — Respondeu, orgulhoso.
O celular estava pressionado contra o ouvido dela. A voz calma e acolhedora de John preenchia seus ouvidos. Ao fundo, dava pra escutar o som das ondas do mar.
— Como você está se sentindo hoje, Isla? — Perguntou John com carinho.
— E como está meu neto?
O sorriso de Isla suavizou.
— Tô bem, pai. O bebê também tá bem… bem ativo. — Disse, olhando para Gabriel.
— Ele começou a chutar bastante.
Do outro lado da linha, John soltou uma risada aliviada.
— Isso é uma ótima notícia. Muito boa mesmo.
Gabriel se inclinou, falando mais baixo:
— Diz pra ele que o bebê me chutou mais cedo.
Isla sorriu, balançando a cabeça.
— Ele chutou o Gabriel hoje mais cedo.
John riu novamente, dessa vez com pura alegria.
— Já é forte. É um Wyndham.
Eles conversaram por um tempo. Ele contou como os pais dela estavam abalados e que pretendia contar a verdade em breve.
— Obrigada, pai… — A voz dela quase falhou.
— Você deve focar em cuidar de si mesma. — Respondeu ele.
John perguntou sobre a alimentação dela, o sono, se estava confortável no lugar onde estava escondida. Isla respondeu com paciência, garantindo que estava segura e sendo bem cuidada.
— Eu prometo… muito em breve… você não vai mais precisar se esconder de ninguém. — Disse John, agora com a voz séria.
— Falo sério. Não vai mais ter motivo pra isso. A gente está perto… muito perto de acabar com tudo isso.
Isla assentiu, mesmo sabendo que ele não podia vê-la.
— Eu confio no senhor, pai.
Houve um breve silêncio.
— Passa o telefone pro Gabriel. — Pediu John.
Isla entregou o celular. A expressão brincalhona de Gabriel desapareceu no instante em que ele ouviu o tom do pai.
— Filho… — Começou John.
— Confirmamos uma coisa importante.
Gabriel se endireitou.
— Tô ouvindo.
— A pessoa de quem o Adrian falou… aquele que vem passando informações sobre a Isla pro inimigo… — John fez uma pausa — é o Landon.
Gabriel sentiu como se o ar tivesse sido arrancado de seus pulmões.
— O quê…? — Sussurrou.
— É verdade. — Confirmou John.
— Ele vem vazando informações. Armamos uma armadilha… e ele caiu.
Gabriel fechou os olhos por um instante. Não conseguia acreditar.
Landon? Traindo a própria família? Ele confiava tanto nele… que deixou Isla perto dele.
— Eu confiei nele com a minha esposa… — Disse, amargo.
— Eu sei. — Respondeu John.
— É por isso que dói. Mas não se preocupe. Estamos lidando com isso.
Eles conversaram rapidamente sobre os próximos passos. Depois, a ligação terminou.
Gabriel abaixou o celular e ficou em silêncio.
Isla o observava atentamente.
— O que aconteceu? — Perguntou.
Ele se virou na mesma hora, puxando-a para seus braços.

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