Esse beijo não era um teatro, afinal, só tinham eles ali. Sem câmeras, sem paparazzi e sem repórteres. Apenas os dois. Então o que isso poderia ser?
Isla lutou no início, as mãos empurrando o peito dele. Mas ele era forte demais. Quando a língua dele deslizou entre os lábios dela, ela congelou. Então, traindo a si mesma, a resistência foi se esvaindo.
As mãos dela deslizaram até os ombros dele, agarrando-se a ele enquanto um calor se acumulava em seu ventre, espalhando-se rapidamente e fazendo seu corpo tremer. Ela já podia sentir a umidade entre as coxas.
Não, isso não estava acontecendo. Não agora. Ela estava se derretendo no beijo. Sua mente estava em toda parte: o desfile e Gabriel. Não era assim que as coisas deveriam ser. Ainda assim, ela não conseguia lutar contra ele, mas em vez disso, estava se entregando descaradamente.
Como alguém pode amar um homem assim? Ela não teve escolha a não ser se soltar. Não quando ele era tudo em que conseguia pensar e respirar.
Gabriel gemeu contra os lábios dela quando ela o beijou de volta. O momento ficou mais insaciável, mais profundo, como se o próprio tempo tivesse parado para eles.
Até que alguém bateu à porta.
O som fez Isla voltar a si. Ela empurrou Gabriel para longe com toda a força que conseguiu juntar, respirando com dificuldade.
— Gabriel? Você está aí? — Chamou uma voz familiar.
Era Delphine.
Gabriel não desviou o olhar de Isla. Seus olhos ainda queimavam de desejo quando ele respondeu:
— Sim. Estou aqui com minha esposa. Pode nos deixar sozinhos?
— O quê? — A voz de Delphine falhou do outro lado da porta.
Isla limpou os lábios com o dorso da mão, lançando a Gabriel um olhar estreito e furioso. Então murmurou uma frase:
— Que audácia.
Ela puxou a trava e saiu como um furacão, os passos rápidos e furiosos. Mas não sem lançar um olhar fulminante para Delphine.
Delphine devolveu o olhar a Isla e então estampou um sorriso, apenas para alimentar a fúria de Isla. Havia algo naquele sorriso que a inquietava. Ela sacudiu os ombros e foi embora rapidamente.
— Graças a Deus, Isla, você finalmente chegou! — Jeff se dirigiu até ela apressado, o rosto vincado de preocupação.
— Estive procurando você por toda parte.
— Vá devagar. — Disse Isla, tentando se recompor.
— O que houve? Clara ainda não apareceu?
O silêncio de Jeff respondeu por ele. Ela olhou ao redor, as modelos estavam quase prontas, os estilistas fazendo os últimos retoques, mas Clara estava ausente.
— Certo. — Isla pensou em voz alta.
— Então deixe Tyler entrar. Ela pode assumir o papel da Clara.

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